Adeus, Oscar “Mão Santa”!
O maior nome da história do basquete brasileiro e ídolo internacional, Oscar Schmidt, morreu neste 17 de abril, aos 68 anos, em Santana de Parnaíba, São Paulo, em parada cardiorrespiratória
Adeus ao ídolo(Instagram @oscarschmidt14)
Internacionalmente conhecido por “Mão Santa”, graças à precisão dos arremessos, Oscar costumava dizer que a eficiência se devia ao volume de treinamentos que fazia. Ele integra o Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete e está listado entre os 100 maiores jogadores da modalidade de todos os tempos.
Em Brasília
Ele gostava de jogar futebol, mas por influência de Zezão, seu técnico no colégio Salesiano, foi treinar basquete no Clube Unidade Vizinhança.
Nesse tradicional clube da Asa Sul de Brasília, Oscar passou a ser treinado por Laurindo Miúra. Para lá, Oscar levou o amigo Ronaldo Pacheco (primeiro à direita, em pé, na foto), que mais abaixo presta homenagem ao companheiro de quadra.
Com 16 anos e desempenhos que chamavam aatenção nos Jogos Escolares Brasileiros, Oscar acabou indo jogar em clubes de São Paulo, onde deslanchou para o mundo.
Olimpíadas
Oscar participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos, a partir de Moscou, 1980, encerrando esse ciclo em Atlanta, 1996, quando anotou espetaculares 1.093 pontos, marca ainda a ser superada.
Sob a liderança de Oscar, o Brasil conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 1987, quando derrotou a poderosa equipe anfitriã dos Estados Unidos por 120×115, com 46 pontos anotados por Oscar. Comandada por Ary Vida, a equipe tinha, ainda, Marcel, Israel, Gerson e Pipoka.
A doença
Em 2011, Oscar foi diagnosticado com câncer no cérebro, mas uma década depois declarou que havia “vencido a batalha” contra a doença. Oscar era casado com Maria Cristina e teve dois filhos, Filipe e Stphanie.
Depoimento
Triste com a morte do ex-companheiro de quadras, Ronaldo fez o seguinte registro:
“Falar do Oscar é falar do amor ao esporte, da dedicação ao basquete, em especial. A morte de Oscar Schmidt é uma perda irreparável para o basquete mundial e o brasileiro em particular. E para Brasília, também, pois ele sempre honrou o nome da cidade, falando sobre o início dele aqui, sempre destacando o carinho que tinha pela nossa Capital.
“Eu tive uma felicidade enorme de jogar ao lado de Oscar, logo no nosso início, nas categorias infantil e juvenil. Eu jogava futebol na escola, Laser, e certa vez fui ver a turma do basquete e comecei a brincar ali com eles, em quadra. Foi quando Oscar me convidou para ir jogar no Vizinhança, pois já tinha boa altura. Aceitei e fui. Eu tinha 14 anos e o técnico Zezão me convidou para ficar no Vizinhança e ali joguei infantis e infanto juvenis ao lado de Oscar, onde se fortaleceu nossa amizade. Mas, logo ele se destacou nos JEBs e foi convidado para jogar em São Paulo, foi para o Palmeiras, depois para o Sírio e logo fez essa carreira enorme de ídolo do mundo, que inspirou várias gerações.
A dedicação de Oscar ao basquete, a gana de melhorar sempre, praticamente mudou a concepção do basquete com os arremessos dos três pontos, graças à habilidade que ele tinha. Oscar Schmidt merece todas as nossas homenagens e o Brasil tem que ser eternamente grato por ele ter nascido aqui na nossa terra”.
Memórias da Cultura e do Esporte de Brasília