{"id":3575,"date":"2026-08-25T12:45:26","date_gmt":"2026-08-25T15:45:26","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/?p=3575"},"modified":"2026-08-25T12:45:26","modified_gmt":"2026-08-25T15:45:26","slug":"ricardo-vidal-um-gestor-esportivo-por-excelencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/2026\/08\/25\/ricardo-vidal-um-gestor-esportivo-por-excelencia\/","title":{"rendered":"Ricardo Vidal, um gestor esportivo por excel\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Francisco Xavier<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ricardo1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3577\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ricardo1-236x300.jpg\" alt=\"\" width=\"236\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ricardo1-236x300.jpg 236w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ricardo1.jpg 402w\" sizes=\"auto, (max-width: 236px) 100vw, 236px\" \/><\/a>Quando \u201cmoleque\u201d, o carioca Ricardo Vidal de Oliveira tinha dois desejos na vida: ser atleta ol\u00edmpico, campe\u00e3o, se poss\u00edvel, e morar no exterior para aprender novos idiomas. Inicialmente, j\u00e1 morando em Bras\u00edlia, competiu no atletismo numa \u00e9poca em que experimentou o v\u00f4lei e o basquete e v\u00e1rias provas do atletismo, as preferidas 100 e 200 metros rasos, salto em altura e 400m com barreiras, na qual se fixou.<\/p>\n<p><strong>O in\u00edcio<\/strong><\/p>\n<p>Cadinho, como \u00e9 conhecido, nasceu em abril de 1962, no Rio de Janeiro, e veio para Bras\u00edlia com tr\u00eas anos de idade. Numa fam\u00edlia de esportistas, seguiu os passos do pai Jo\u00e3o de Oliveira, que foi ex-atleta e conceituado professor e t\u00e9cnico de atletismo, reconhecido nacionalmente. Com esse exemplo em casa, Cadinho iniciou no esporte com 13 anos na \u201cOpera\u00e7\u00e3o Juventude-DF\u201d, quando j\u00e1 participou da final, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ricardo2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-3578\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ricardo2-263x300.jpg\" alt=\"\" width=\"263\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ricardo2-263x300.jpg 263w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ricardo2.jpg 419w\" sizes=\"auto, (max-width: 263px) 100vw, 263px\" \/><\/a>Com 16 anos, na categoria de menores, ele j\u00e1 demostrava seu potencial quebrando v\u00e1rios recordes e estabelecendo dois novos na categoria: o recorde Brasileiro e Sul Americano dos 300 metros com barreiras. No mesmo ano, sagrou-se vice-campe\u00e3o brasileiro e participou do Campeonato Sul-Americano no Uruguai, quando conquistou quatro medalhas: Ouro nos 300 metros sobre Barreiras e no revezamento 4&#215;400, prata nos 110 metros sobre barreiras e bronze no revezamento 4&#215;100 metros. Na sequ\u00eancia, ele ganhou a medalha de bronze no revezamento 4x400m do Campeonato Sul-Americano Juvenil, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em competi\u00e7\u00e3o, ele ganhou importantes eventos nacionais, bateu recordes, mas n\u00e3o chegou ao time ol\u00edmpico. Mas, bateu na trave: Ricardo Vidal estava no quarteto brasileiro que disputou o Mundial Estudantil de Atletismo, em Lile, na Fran\u00e7a, em 1979, que ganhou a medalha de bronze na prova de Revezamento 4x100m. Ele se tornou o \u00fanico brasileiro a retornar do Mundial com medalha. O quarteto da sele\u00e7\u00e3o brasileira de revezamento foi formado por Herval (Bahia), Ricardo Vidal (Bras\u00edlia), Roberto (Rio Grande do Norte) e Pedro (Pernambuco).<\/p>\n<figure id=\"attachment_3579\" aria-describedby=\"caption-attachment-3579\" style=\"width: 392px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ricardo3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3579 size-full\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ricardo3.jpg\" alt=\"\" width=\"392\" height=\"429\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ricardo3.jpg 392w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ricardo3-274x300.jpg 274w\" sizes=\"auto, (max-width: 392px) 100vw, 392px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3579\" class=\"wp-caption-text\">Com a equipe brasileira de atletismo no Uruguai, tendo ao alto Joaquim Cruz, que em 1984 viria a se sagrar campe\u00e3o ol\u00edmpico<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nos Jogos Estudantis Brasileiros &#8211; JEB\u00b4s, do mesmo ano, em Bras\u00edlia, ele terminou em 3\u00ba lugar nos 100 metros rasos. Al\u00e9m disso, ele ganhou a medalha de prata no revezamento 4&#215;400.<\/p>\n<p><strong>Nova d\u00e9cada<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 nos Jogos Universit\u00e1rios de 1980, no Distrito Federal, Ricardo Vidal estabeleceu novo recorde nas provas de 100 metros e salto em dist\u00e2ncia. No Campeonato Brasileiro Juvenil de Atletismo ele foi vice-campe\u00e3o no salto em dist\u00e2ncia e foi finalista nos Jogos Sul-Americanos no Chile, na mesma prova.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3580\" aria-describedby=\"caption-attachment-3580\" style=\"width: 527px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ricardo4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3580\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ricardo4.jpg\" alt=\"\" width=\"527\" height=\"470\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ricardo4.jpg 527w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ricardo4-300x268.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 527px) 100vw, 527px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3580\" class=\"wp-caption-text\">Ricardo Vidal numa prova de 400m com barreira, na pista de atletismo da UnB, hoje<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><em>Reformada<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Na mudan\u00e7a de ano, em 1981, o atleta manteve o ritmo de frequentar p\u00f3dios nacionais, principalmente. Nos Jogos Universit\u00e1rios Brasileiros -JUBs em S\u00e3o Lu\u00eds MA, ele conquistou a medalha de bronze, na prova do salto em altura. Depois, fez uma transi\u00e7\u00e3o de modalidade e foi para as quadras onde praticou voleibol por quatro anos. Em 1985 decidiu-se pelo atletismo e disputou o Trof\u00e9u Brasil, com participa\u00e7\u00f5es destacadas em eventos nacionais at\u00e9 1992.<\/p>\n<p><strong>Profissional<\/strong><\/p>\n<p>Mais tarde, fora das quadras e pistas e j\u00e1 ex-funcion\u00e1rio da Telebras, Ricardo Vidal saiu para \u201cdesbravar o mundo\u201d e realizar o seu segundo sonho, estudar o idioma ingl\u00eas no exterior. Para isso, escolheu um lugar distante: Nova Zel\u00e2ndia, a 12 mil quil\u00f4metros daqui. Depois, na Austr\u00e1lia por mais tr\u00eas meses e foi aprender o idioma alem\u00e3o, na Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p>A viv\u00eancia no exterior somou aos demais aprendizado que ajudaram nos investimentos profissionais que faria, na volta ao Brasil, em 2004, como o curso de Gest\u00e3o do Esporte, promovido pelo Comit\u00ea Ol\u00edmpico do Brasil (COB). Nesse embalo, dirigiu o Instituto Joaquim Cruz por 17 anos, trabalhando na capta\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de novos atletas em provas do atletismo e ajudando a desenvolver e fortalecer a modalidade em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>Nova meta<\/strong><\/p>\n<p>Formado em Administra\u00e7\u00e3o de Empresas, Vidal est\u00e1 a um ano de colar grau em novo curso, Psicologia. Enquanto isso, representa a Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Atletismo junto aos \u00f3rg\u00e3os de governo em Bras\u00edlia, ao Congresso Nacional, TCU e Governo do Distrito Federal.<\/p>\n<p>Com passagens por \u00f3rg\u00e3os afins em n\u00edvel federal, entre eles o Minist\u00e9rio do Esporte, Ricardo Vida conheceu a m\u00e1quina esportiva \u201cpor dentro\u201d, como afirmou. Conheceu tamb\u00e9m \u201co que \u00e9 essa fortaleza institucional e suas fragilidades\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Com esse desempenho, ele se capacitou para ser o CEO do Campeonato Mundial de Marcha Atl\u00e9tico, em Bras\u00edlia, em abril de 2026, com a participa\u00e7\u00e3o de competidores de 40 pa\u00edses nas provas masculina e feminina.<\/p>\n<p>A competi\u00e7\u00e3o mundial foi disputada na Esplanada dos Minist\u00e9rios, cen\u00e1rio das decis\u00f5es pol\u00edticas nacionais, que abriu espa\u00e7o para evento mundial de uma das mais tradicionais competi\u00e7\u00f5es do atletismo, a marcha.<\/p>\n<p><strong><em><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ricardo5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-3581\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ricardo5.jpg\" alt=\"\" width=\"232\" height=\"296\" \/><\/a>Mesmo sem ter chegado \u00e0s provas ol\u00edmpicas, Ricardo Vidal revelou-se um atleta vitorioso de seu tempo, demonstrando empenho nas competi\u00e7\u00f5es e conquistando p\u00f3dios nas categorias que disputou. Com refinada \u00a0t\u00e9cnica, ele honrou a tradi\u00e7\u00e3o familiar e os ensinamentos de seu pai, Mestre Jo\u00e3o de Oliveira. Cadinho \u00e9, h\u00e1 bom tempo, um prestigiado gestor esportivo e um ser humano estimado por todas as pessoas que o cercam. E, sem d\u00favida, um orgulho para o desporto do Distrito Federal.<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Francisco Xavier Quando \u201cmoleque\u201d, o carioca Ricardo Vidal de Oliveira tinha dois desejos na vida: ser atleta ol\u00edmpico, campe\u00e3o, se poss\u00edvel, e morar no exterior para aprender novos idiomas. 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