{"id":3554,"date":"2026-07-27T18:14:46","date_gmt":"2026-07-27T21:14:46","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/?p=3554"},"modified":"2026-07-27T18:14:46","modified_gmt":"2026-07-27T21:14:46","slug":"uma-caribenha-afinadissima-no-samba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/2026\/07\/27\/uma-caribenha-afinadissima-no-samba\/","title":{"rendered":"Uma caribenha afinad\u00edssima no samba"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Por H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-3555 size-medium\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam1-224x300.jpg\" alt=\"\" width=\"224\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam1-224x300.jpg 224w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam1.jpg 451w\" sizes=\"auto, (max-width: 224px) 100vw, 224px\" \/><\/a>\u00a0<\/em><\/strong>A ilha Hispaniola \u00e9 uma s\u00f3, mas com uma fronteira que divide dois pa\u00edses, o Haiti e a Rep\u00fablica Dominicana, \u00e0s margens do mar do Caribe, a menos de 100 km de Cuba.<\/p>\n<p>Foi nessa ilha, precisamente em Porto Pr\u00edncipe, que nasceu a haitiana Myriam Tassy, que ao longo dos anos e com alma j\u00e1 bem brasileira revelou-se artista na interpreta\u00e7\u00e3o de sambas e da MPB. Os historiadores dizem que o Haiti \u00e9 o pa\u00eds mais africano das am\u00e9ricas. Myriam est\u00e1 a\u00ed, numa carreira que confirma a tese.<\/p>\n<p>O pai de Myriam, Jean Tassy, pertencia ao corpo diplom\u00e1tico do Haiti e em 1968 veio a servi\u00e7o para o Brasil, trazendo a fam\u00edlia. Nos primeiros anos eles ficaram no Rio de Janeiro, mas em 1970 desembarcaram em Bras\u00edlia onde Myriam revelou-se cantora e fez forma\u00e7\u00e3o em m\u00fasica, arte que lhe rende prest\u00edgio at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Como heran\u00e7a de fam\u00edlia, Myriam adotou o samba, e enriqueceu o seu repert\u00f3rio com cl\u00e1ssicos da MPB, a nossa M\u00fasica Popular Brasileira, seguindo cantoras e cantores nacionais.<\/p>\n<p>Enquanto morou na Ilha caribenha, at\u00e9 os 4 anos, Myriam ouviu o \u201ccompas\u201d, leg\u00edtimo ritmo haitiano, e o \u201cmerengue\u201d, t\u00edpico da Rep\u00fablica Dominicana. A principal diferen\u00e7a entre esses estilos musicais est\u00e1 no andamento, na velocidade dos ritmos e na instrumenta\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, os dois ritmos t\u00eam ra\u00edzes africanas, mas evolu\u00edram de formas diferentes. Depois, gra\u00e7as a longa conviv\u00eancia no Brasil, Myrian incorporou o samba, tamb\u00e9m de origem africana, em seu repert\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong><em><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-3556 size-full\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam2.jpg\" alt=\"\" width=\"107\" height=\"170\" \/><\/a>\u201cGosto muito do ritmo do meu pa\u00eds\u201d, diz Myriam. Ela lembra, com orgulho, que um dos presidentes do Haiti era pol\u00edtico e m\u00fasico, Michel Joseph Martelly (foto), tamb\u00e9m conhecido pelo nome art\u00edstico de Sweet Micky. Ele presidiu o pa\u00eds de 2011 a 2017.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong>Carnaval e sarau<\/strong><\/p>\n<p>Foi no embalo desse ritmo brasileiro que, em 1970, j\u00e1 morando em Bras\u00edlia, Myriam participou de seu primeiro Carnaval.<\/p>\n<p>\u201cFoi na W3 Sul, com as escolas desfilando em frente \u00e0 loja Bibab\u00f4\u201d, relembra ela, citando essa loja que j\u00e1 foi refer\u00eancia nessa avenida comercial. O interessante \u00e9 que Myriam mal poderia imaginar que, d\u00e9cadas mais tarde, em 2024, ela seria uma das primeiras mulheres int\u00e9rpretes da tradicional e campeon\u00edssima escola de samba da Aruc, com o samba-enredo \u201cTodos os azuis do Azul\u201d.<\/p>\n<p>\u201cCresci ouvindo samba, samba-can\u00e7\u00e3o e bolero. Meus pais gostavam muito de m\u00fasica e seguidamente ofereciam saraus para os amigos, que eu acompanhava com outros quatro irm\u00e3os\u201d, diz ela, explicando a influ\u00eancia familiar na sua forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Escola<\/strong><\/p>\n<p>Essa escola em fam\u00edlia teve origens, tamb\u00e9m, em outra valiosa tradi\u00e7\u00e3o: a m\u00e3e de Myriam, Marthe, era irm\u00e3 do consagrado Maestro Raoul Guillaume.<\/p>\n<p><strong><em><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3557\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam3-227x300.jpg\" alt=\"\" width=\"227\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam3-227x300.jpg 227w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam3.jpg 385w\" sizes=\"auto, (max-width: 227px) 100vw, 227px\" \/><\/a>O lend\u00e1rio Raoul Guillaume era um saxofonista haitiano renomado e consagrado, tamb\u00e9m um talentoso l\u00edder de banda e arranjador.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Convivendo nesse ambiente n\u00e3o \u00e9 de admirar que Myriam, sobrinha de Raoul, atenta \u00e0 rotina musical em que cresceu, viesse a se tornar int\u00e9rprete apaixonada de sambas, \u00a0ritmo patrim\u00f4nio nacional e heran\u00e7a cultural afro-brasileira.<\/p>\n<p><strong>O primeiro show<\/strong><\/p>\n<p>Em um dos saraus promovidos pelos pais, j\u00e1 em Bras\u00edlia, a ainda jovem e confiante Myriam achou que era hora de apresentar seu potencial na m\u00fasica.<\/p>\n<p>Sabendo que tinha afina\u00e7\u00e3o, encheu-se de \u00e2nimo e cantou acompanhada pelos m\u00fasicos Cezinha na Gaita, Daniel J\u00fanior e Milton Bras\u00edlia. E para demonstrar que n\u00e3o estava para brincadeiras, cantou um cl\u00e1ssico da m\u00fasica rom\u00e2ntica, \u201cEu vou ter sempre voc\u00ea\u201d, can\u00e7\u00e3o de Ant\u00f4nio Marcos, que diz nos primeiros versos:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u201c<em>Voc\u00ea jamais saber\u00e1, querida<br \/>\nA falta que voc\u00ea faz em mim<br \/>\nMeu cora\u00e7\u00e3o se nega a pensar<br \/>\nEm outro algu\u00e9m&#8230;\u201d<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Myriam foi aplaudida e recebeu elogios dos m\u00fasicos. \u201cAmei. Foi assim que descobri a minha paix\u00e3o pelo canto, foi assim que tudo come\u00e7ou e sigo at\u00e9 hoje\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Para progredir na carreira que desejava ela ingressou no curso de Canto da Universidade de Bras\u00edlia. \u201cQueria melhorar a t\u00e9cnica vocal\u201d, diz ela. Suas apresenta\u00e7\u00f5es mostram desenvoltura, entona\u00e7\u00e3o e vibra\u00e7\u00e3o a cada m\u00fasica. Confira o desempenho dessa artista neste link: <em>@cantora.tassy<\/em><\/p>\n<p><strong>O ganz\u00e1 <\/strong><\/p>\n<p>Sobre instrumentos Myriam \u00e9 modesta e afirma que toca \u201csuperficialmente\u201d. E completa: \u201cNo viol\u00e3o toco de tudo, me acompanho\u201d. E faz uma revela\u00e7\u00e3o que exp\u00f5e a sua raiz africana: \u201cMeus instrumentos de paix\u00e3o verdadeira s\u00e3o o ganz\u00e1, o tamborim e o surdo\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-3558\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam4-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam4-150x150.jpg 150w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam4-70x70.jpg 70w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam4-120x120.jpg 120w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam4.jpg 243w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>O ganz\u00e1 (foto) \u00e9 um instrumento musical muito presente no samba, pagode e MPB. Atua como um chocalho cont\u00ednuo, preenchendo a base r\u00edtmica da m\u00fasica com um som caracter\u00edstico de sementes sendo agitadas dentro de um cilindro que emite boa sonoridade.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam5.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-3559\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam5.png\" alt=\"\" width=\"237\" height=\"158\" \/><\/a>No in\u00edcio da carreira, Myriam se espelhou em Elis Regina, Alcione e Beth Carvalho, na foto (1946-2019), sendo que essa \u00faltima ela se refere como \u201cminha rainha, meu grande amor\u201d. E teve como acompanhantes nas primeiras apresenta\u00e7\u00f5es os m\u00fasicos Sezinha da Gaita, Iron j\u00fanior, sambista, cantor e compositor com quem fez dois trabalhos, Evandro Barcelos entre outros.<\/p>\n<p>Nos palcos, entoando serestas, sambas, sambolero dos cantores da \u00e9poca Myriam se apresentou no Chor\u00e3o, Flor Amorosa, Cavaquinho, Feiti\u00e7o Mineiro (saudosa lembran\u00e7a&#8230;), Fundo do Mar, no Cruzeiro Novo, entre outros prestigiados redutos da noite musical brasiliense.<\/p>\n<p><strong>Em fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>A escola musical em que se formou foi refor\u00e7ada por outro nome de peso: o companheiro afetivo de Myriam \u00e9 o pernambucano Sen\u00f4, abreviatura de Senival Bezerra, que integra a ala do repinique na Bateria Carcar\u00e1, da Aruc.<\/p>\n<p>Senival \u00e9 filho do consagrado Maestro Sen\u00f4 (1932\u20132005), Senival Bezerra do Nascimento, destaque nos sites de pesquisa onde aparece como compositor, arranjador e que dominava, tamb\u00e9m, o trombone, pistom e o piano.<\/p>\n<p>Sen\u00f4, o pai, tocou em v\u00e1rias orquestras e bandas brasileiras e gravou em discos com Os Paralamas do Sucesso; estudou m\u00fasica na Universidade de Boston, nos Estados unidos, e escreveu artigos para jornais sob o pseud\u00f4nimo de \u201cProfessor Zanatas\u201d.<\/p>\n<p>M\u00e3e de Bruna, 32 anos e Nathalia, 34, ambas do primeiro casamento, Myriam come\u00e7ou como vocalista do Samba Flores, quando se dedicava mais \u00e0 MPB. Depois, identificou-se com mulheres sambistas e descobriu que sua \u201cpraia\u201d era mesmo o samba. Foi ent\u00e3o que come\u00e7ou a interpretar m\u00fasicas de Alcione, Clara Nunes, Maria Rita, Lecy Brand\u00e3o, Beth Carvalho&#8230; \u201cmas sem abandonar a MPB\u201d, ressalta. Entre os cantores, ela destaca Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho, Jorge Arag\u00e3o, , Almir Guineto, o grupo Fundo de Quital&#8230;<\/p>\n<p><strong><em>\u201cO samba \u00e9 ritmo, resist\u00eancia, felicidade, atitude; \u00e9 pilar da nossa cultura, traduz o que \u00e9 o Brasil e as nossas origens\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Projetos <\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-3560 size-medium\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam6-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam6-225x300.jpg 225w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam6.jpg 442w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a>Myriam desenvolve v\u00e1rios projetos musicais, mas sem uma banda fixa. \u201cCrio trabalhos e vou apadrinhando bandas novas, levando o samba ao p\u00fablico. Convido m\u00fasicos para se apresentarem, vou fazendo rod\u00edzios e dando oportunidades a outros artistas\u201d, resume sobre o interc\u00e2mbio cultural e musical que promove.<\/p>\n<p>Na entrevista, Myriam n\u00e3o escondeu o entusiasmo com que se dedica aos seus projetos, como \u201cElas no Samba\u201d, um grupo s\u00f3 de mulheres com Myrian (voz e ganz\u00e1), Brunna Tassy (voz e viol\u00e3o), Samira Guerra (cavaquinho e banjo), Iara Alvarenga (surdo) e Vanessa Lima (pandeiro).<\/p>\n<p>Aos domingos Myriam costuma se apresentar no \u201cSamba no Eixo\u201d e \u00e0s sextas-feiras no Dom Barros Gastrobar, mas tudo isso liderado pelo \u201cSamba Tassy\u201d, o carro-chefe de seus projetos que engloba m\u00fasicas atuais at\u00e9 as que satisfazem os saudosistas, em espanhol inclusive, como os boleros \u201cSolamente una vez\u201d, \u201cQui\u00e7a, qui\u00e7\u00e1, qui\u00e7\u00e1\u2019&#8230; ou o cl\u00e1ssico samba-can\u00e7\u00e3o \u201cRonda\u201d, composi\u00e7\u00e3o de Paulo Vanzolini no distante ano de 1945 e gravada pela primeira vez por <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ronda_(1953)\">Inezita Barroso<\/a> em 1953. S\u00e3o interpreta\u00e7\u00f5es sempe acompanhada por um quarteto ou quinteto de m\u00fasicos, no baixo, viol\u00e3o, cavaco, bateria e voz.<\/p>\n<p><strong>Obrigado, Myriam <\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam7.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-3561\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam7-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam7-225x300.jpg 225w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myriam7.jpg 540w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a>Com 1,73m de altura Myriam demonstra, para quem n\u00e3o a conhece, perfil de uma aeromo\u00e7a, com gestos delicados, alegre e sorriso constante. Mas ao conversar ela revela que ali est\u00e1 uma mulher que se destaca pela voz firme e de int\u00e9rprete musical apaixonada.<\/p>\n<p>N\u00e3o poderia ser outra a sua profiss\u00e3o, pois desde cedo esteve intimamente ligada, por la\u00e7os de fam\u00edlia, \u00e0 m\u00fasica. E o casamento dessa paix\u00e3o se confirmou de vez quando veio morar no Brasil, com a fam\u00edlia. Logo no Rio de Janeiro, capital do samba, que ela ouviu e<\/p>\n<p>fez desse ritmo o ponto de partida para uma carreira de sucesso.<\/p>\n<p><strong><em>Jos\u00e9 Cruz, Myriam e H\u00e9lio Tremendani<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Muito obrigado, Myriam, por dedicar parte de seu tempo para contar um pouco da sua hist\u00f3ria e de sua fam\u00edlia musical, que os apaixonados pela boa m\u00fasica, pelo \u201cvelho\u201d e bom samba agradecem.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong>Para saber mais:<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>@sambadatassy<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>@cantora.tassy<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>@sambadamyriamtassy<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz \u00a0A ilha Hispaniola \u00e9 uma s\u00f3, mas com uma fronteira que divide dois pa\u00edses, o Haiti e a Rep\u00fablica Dominicana, \u00e0s margens do mar do Caribe, a menos de 100 km de Cuba. 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