{"id":3471,"date":"2026-03-16T16:11:36","date_gmt":"2026-03-16T19:11:36","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/?p=3471"},"modified":"2026-03-16T16:11:36","modified_gmt":"2026-03-16T19:11:36","slug":"ao-samba-com-paixao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/2026\/03\/16\/ao-samba-com-paixao\/","title":{"rendered":"Ao samba, com paix\u00e3o\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Cruz<\/p>\n<figure id=\"attachment_3472\" aria-describedby=\"caption-attachment-3472\" style=\"width: 319px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3472 size-full\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula1.jpg\" alt=\"\" width=\"319\" height=\"425\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula1.jpg 319w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula1-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 319px) 100vw, 319px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3472\" class=\"wp-caption-text\">\u00a0Aos 76 anos, Jorge Luiz Dias Filho, o Chula, continua divulgando o esp\u00edrito carnavalesco com muito entusiasmo, desde 1965 vinculado \u00e0 folia brasiliense<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Entrando na roda<\/strong><\/p>\n<p>O simp\u00e1tico \u201cChula\u201d, apelido que Jorge Luiz trouxe do Rio de Janeiro, \u00e9 bem conhecido no bairro do Cruzeiro, sede da Aruc, que ele frequenta com muita alegria. Gosta de m\u00fasica, mas, se for samba, sua paix\u00e3o, logo ele entra na roda. Ali, com amigos tamb\u00e9m sambistas, n\u00e3o tem hora para chegar em casa. \u201cSe tem samba, t\u00f4 junto\u201d, \u00e9 uma das frases que repete com satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Perto de completar 77 anos \u2013 em setembro \u2013, Chula \u00e9 daqueles cariocas que se apaixonou pela capital da Rep\u00fablica. Peladeiro que foi, deixou o futebol na saudade. S\u00f3 n\u00e3o se desvincula da m\u00fasica e da boa batida do samba. \u00c9 um leg\u00edtimo \u201cVelha Guarda\u201d, que orienta e serve de exemplo para a juventude que adere ao tradicional ritmo de centenas de sucessos.<\/p>\n<p><strong>Aula<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-3473\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula2.jpg\" alt=\"\" width=\"260\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula2.jpg 260w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula2-146x300.jpg 146w\" sizes=\"auto, (max-width: 260px) 100vw, 260px\" \/><\/a>\u201cH\u00e1 tr\u00eas anos cismei de tocar pandeiro. Os meninos me ensinaram as posi\u00e7\u00f5es e comecei&#8230; um, dois, tr\u00eas, quatro e bate\u201d&#8230; repete Chula, mostrando como sai o som desse instrumento milenar que veio do Oriente M\u00e9dio, trazido pelos portugueses colonizadores e aqui foi integrado \u00e0 nossa cultura. Com o passar do tempo, o pandeiro ganhou influ\u00eancia africana e se tornou s\u00edmbolo da m\u00fasica brasileira.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o sou um grande pandeirista, mas acompanho certinho. Mas, para melhorar, n\u00e3o posso parar de praticar. Fico atento ao que os meninos me ensinam e isso me empolga\u201d, diz o apaixonado sambista e pandeirista.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cMeninos\u201d s\u00e3o os amigos da bateria da Aruc, sempre dispostos a ensinar a Chula um movimento no instrumento que marca bom ritmo na roda de samba.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Paix\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Aposentado, Chula n\u00e3o esconde a sua paix\u00e3o pela m\u00fasica: \u201cS\u00f3 vejo o samba na minha frente\u201d, diz ele. Para essa parceria se tornar mais \u00edntima, at\u00e9 comprou um fone de ouvido, sempre ligado ao celular, sintonizado numa playlist de samba, claro.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3474\" aria-describedby=\"caption-attachment-3474\" style=\"width: 618px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-3474\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula3-696x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"618\" height=\"909\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula3-696x1024.jpg 696w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula3-204x300.jpg 204w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula3.jpg 749w\" sizes=\"auto, (max-width: 618px) 100vw, 618px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3474\" class=\"wp-caption-text\">Chula, com Ver\u00f4nica Nunes Amaral,\u00a0Rainha da Bateria da Aruc, promovendo\u00a0interc\u00e2mbio entre gera\u00e7\u00f5es e m\u00fasica em tempo integral<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em casa, Chula tem um r\u00e1dio, \u201cdaqueles antigos\u201d que comprou pela internet. Nele, ouve emissoras que tem no repert\u00f3rio a boa m\u00fasica. Disco de vinil e CDs completam os \u201cinstrumentos\u201d que fazem a alegria desse velhote bom de dan\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cCerta vez, me empolguei com os meninos. Cheguei \u00e0s 4 horas da tarde na roda de samba e s\u00f3 sa\u00ed \u00e0 meia noite\u201d, contou sobre as boas lembran\u00e7as.<\/p>\n<p>Chula n\u00e3o tem problemas de hor\u00e1rio, \u00e9 vi\u00favo de Vanilda Alves, que conheceu num sal\u00e3o de bailes, o Previdenci\u00e1rio (foto), reduto da boa m\u00fasica, onde dan\u00e7ava boleros, valsas e samba, com certeza.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula4.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3475\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula4.png\" alt=\"\" width=\"295\" height=\"176\" \/><\/a><\/p>\n<p>O sambista conta que sempre gostou de dan\u00e7ar e frequentava o Clube Previdenci\u00e1rio nos fins de semana. Certa noite, convidou Vanilda para dan\u00e7ar. O namoro come\u00e7ou na pista, o amor se fortaleceu e o casamento uniu o casal. Chula e Vanilda foram morar no Cruzeiro, onde nasceram os dois filhos, Marco e Luciana, que j\u00e1 lhes deram tr\u00eas netas e um neto. Por\u00e9m, h\u00e1 dois anos ocorreu a triste separa\u00e7\u00e3o com a morte de Vanilda.<\/p>\n<p>Chula n\u00e3o esconde a tristeza quando fala sobre a partida da mulher que amou. De tal forma que n\u00e3o quis outra companhia, mora s\u00f3 e est\u00e1 muito bem, confessa. Enfrentou problemas s\u00e9rios de sa\u00fade por conta do cigarro e muita bebida, at\u00e9 o dia em que passou mal e decidiu seguir o conselho m\u00e9dico que sentenciou: \u201cOu vive sem cigarro e bebida ou morre\u201d.<\/p>\n<p>&#8211; Decidi viver, &#8211; diz ele, orgulhoso da decis\u00e3o. Se acostumou \u00e0 nova rotina sem cigarro e sem bebida e compensou essas aus\u00eancias com frequ\u00eancia mais ass\u00eddua \u00e0s rodas de samba em companhia de um pandeiro.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3476\" aria-describedby=\"caption-attachment-3476\" style=\"width: 355px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3476\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula5.jpg\" alt=\"\" width=\"355\" height=\"402\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula5.jpg 355w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula5-265x300.jpg 265w\" sizes=\"auto, (max-width: 355px) 100vw, 355px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3476\" class=\"wp-caption-text\">Chula com a jovem passista Ana Clara Faustino, interc\u00e2mbio com a nova gera\u00e7\u00e3o do samba<\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8211; O ritmo do samba faz bem aos ouvidos. Aqui na Aruc esque\u00e7o os problemas e as preocupa\u00e7\u00f5es, &#8211; diz ele, sorridente e feliz com o ambiente onde \u00e9 carinhosamente acolhido.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>Esse \u00e9 o real perfil de um leg\u00edtimo sambista setent\u00e3o, integrado \u00e0 juventude que domina as modernidades de nosso tempo. \u00c9 assim que Chula promove o interc\u00e2mbio entre o ontem e o hoje, mantendo vivo o ritmo do samba, ritmo que lhe desperta grande paix\u00e3o.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>O in\u00edcio<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula6.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3477\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula6-300x225.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula6-300x225.png 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula6-768x576.png 768w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula6.png 902w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em 1970 Chula veio visitar um tio que aqui morava e trabalhava no Minist\u00e9rio do Interior. Chegou, gostou e se enturmou com o pessoal das peladas, amigos de seus primos. N\u00e3o demorou para que os novos amigos conseguissem um emprego para o carioca Chula, no Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (foto).<\/p>\n<p>\u201cEu estava com 21 anos. Fui cont\u00ednuo, servia \u00e1gua e cafezinho a funcion\u00e1rios e visitantes das autoridades do minist\u00e9rio\u201d, relembra. Aos poucos, Chula mostrou as suas habilidades e foi promovido para ajudar no Arquivo, onde se especializou e l\u00e1 trabalhou por 42 anos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula7.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-3478\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula7.jpg\" alt=\"\" width=\"289\" height=\"410\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula7.jpg 289w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula7-211x300.jpg 211w\" sizes=\"auto, (max-width: 289px) 100vw, 289px\" \/><\/a>\u201cFui trabalhar no setor que recebia as malas do exterior, com correspond\u00eancias oficiais. Eu distribu\u00eda o que chegava entre os destinat\u00e1rios, nas v\u00e1rias se\u00e7\u00f5es\u201d diz ele. Fez isso com tanta compet\u00eancia que acabou assumindo a chefia do Arquivo. Nesse setor mostrou novas aptid\u00f5es administrativas e foi designado para uma viagem de trabalho a Passo de los Libres, na prov\u00edncia de Corrientes, na Argentina. A cidade faz fronteira com o Brasil atrav\u00e9s da cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Outra viagem internacional de Chula foi para a distante Dinamarca, onde permaneceu por tr\u00eas meses, adaptando os arquivos da embaixada brasileira naquele pa\u00eds aos moldes do que fazia no Itamaraty.<\/p>\n<p>\u201cGostei da Dinamarca, mas muito mais do Brasil. Senti saudades do samba e das noites de dan\u00e7a no Clube Previdenci\u00e1rio\u201d, diz ele. Al\u00e9m disso, a turma brasileira na Dinamarca achava que Chula estava l\u00e1 para substituir algu\u00e9m, e essa desconfian\u00e7a apressou o seu regresso. \u201cFalei com a chefia de l\u00e1, expliquei os motivos reais e retornei, na boa\u201d.<\/p>\n<p>Antes de vir para Bras\u00edlia, em 1965, Chula desfilava no Carnaval carioca na Escola Imp\u00e9rio do Marang\u00e1, do terceiro grupo, \u00e0 \u00e9poca. Com o tempo e o crescimento do Carnaval Carioca, chegou a desfilar na Rio Branco e Presidente Vargas, tradicionais avenidas que antecederam o famoso espa\u00e7o da Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed.<\/p>\n<p>\u201cQuando cheguei na Aruc, fiquei admirado com o Carnaval de Bras\u00edlia. Quem me recebeu foi o Gildo Seixas que me apresentou ao grupo de passistas\u201d, recorda o carioca-botafoguense.<\/p>\n<p>Com esse v\u00ednculo, Chula parou de ir ao Carnaval do Rio de Janeiro para desfilar pela Aruc, a mais premiada escola de samba do Distrito Federal, com 31 t\u00edtulos conquistados.<\/p>\n<p>Para se tornar passista e ir para a avenida, Chula teve aulas com o Professor Flavinho. \u201cEu j\u00e1 sabia um pouco, mas ele deu um empurr\u00e3ozinho no rumo certo\u201d, revela Chula, que ainda hoje desfila pela Aruc. \u201cSe tem batida de samba, t\u00f4 junto. Gosto de estar no meio da farra, da m\u00fasica. Mas, sou um sambista que n\u00e3o bebe\u201d.<\/p>\n<p>Com tanta intimidade e paix\u00e3o pela m\u00fasica, Chula revela que gosta de Benito de Paula, Jorge Bem Jor, Zeca Pagodinho, Neguinho da Beija Flor, Alcione, Diogo Nogueira, Paulinho da Viola&#8230;<\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em> <a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula8.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-3479\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula8.jpg\" alt=\"\" width=\"347\" height=\"657\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula8.jpg 347w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/chula8-158x300.jpg 158w\" sizes=\"auto, (max-width: 347px) 100vw, 347px\" \/><\/a><\/em><\/strong><strong><em>\u201cSou apaixonado pela<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>\u00a0m\u00fasica e pelo samba, mas<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>\u00a0nunca imaginei que me<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>\u00a0apaixonaria pela Aruc. O<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>\u00a0povo aqui do Cruzeiro \u00e9<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>\u00a0muito bom, \u00e9 uma fam\u00edlia. <\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>Me sinto bem pra caramba. <\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>\u00c9 uma alegria, \u00e9 a minha <\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>segunda casa\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Cruz Entrando na roda O simp\u00e1tico \u201cChula\u201d, apelido que Jorge Luiz trouxe do Rio de Janeiro, \u00e9 bem conhecido no bairro do Cruzeiro, sede da Aruc, que ele frequenta com muita alegria. Gosta de m\u00fasica, mas, se for samba, sua paix\u00e3o, logo ele entra na roda. 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