{"id":3425,"date":"2026-02-23T10:53:38","date_gmt":"2026-02-23T13:53:38","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/?p=3425"},"modified":"2026-02-23T10:53:38","modified_gmt":"2026-02-23T13:53:38","slug":"tempos-modernos-mestre-da-bateria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/2026\/02\/23\/tempos-modernos-mestre-da-bateria\/","title":{"rendered":"TEMPOS MODERNOS: Mestre da Bateria"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Por H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A longa temporada de 12 anos sem desfiles oficiais no Carnaval brasiliense incentiva as agremia\u00e7\u00f5es carnavalescas a intensificarem suas programa\u00e7\u00f5es, principalmente nessa tradicional \u00e9poca de fevereiro, para que acompanhem as evolu\u00e7\u00f5es que se sucedem em todos os segmentos de uma escola de samba.<\/p>\n<p>Nesta s\u00e9rie de reportagens, que entra para os arquivos da \u201cMem\u00f3ria da Cultura\u201d em Bras\u00edlia, mostramos o envolvimento de jovens em programas da Aruc, que buscam a atualiza\u00e7\u00e3o e a modernidade de suas rotinas carnavalescas sem perder a hist\u00f3ria e tradi\u00e7\u00f5es dessa sexagen\u00e1ria agremia\u00e7\u00e3o do Cruzeiro.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-3431\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova6.jpg\" alt=\"\" width=\"131\" height=\"502\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova6.jpg 131w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova6-78x300.jpg 78w\" sizes=\"auto, (max-width: 131px) 100vw, 131px\" \/><\/a>O nome \u00e9 longo: Daniel Leonardo Cavalcante Mendon\u00e7a (foto). Resumindo, fica \u201cMestre L\u00e9o\u201d, cruzeirense de nascimento, orgulha-se. Como ele diz:<\/p>\n<p><strong><em>\u201cNasci numa casa aqui pertinho da Aruc, j\u00e1 ouvindo as batidas da bateria nos dias de ensaios\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 outros orgulhos. Do seu padrinho, inicialmente, o carnavalesco Roberto Machado.<\/p>\n<p>\u201cLembro que, ainda crian\u00e7a, eu ia aos ensaios da Aruc. Na \u00e9poca do Carnaval eu me envolvia com a confec\u00e7\u00e3o das fantasias, dos adere\u00e7os, dos bonecos para os desfiles. Minha m\u00e3e, Teresinha, desfilava na Ala das Baianas. Eu tinha 10 irm\u00e3os (ao todo eram cinco mulheres e seis homens), a maioria tocava na Bateria da Aruc\u201d, recorda.<\/p>\n<p>O pai de Mestre L\u00e9o, o carioca Jacob Cavalcante, era o bra\u00e7o direito de Roberto Machado na prepara\u00e7\u00e3o dos desfiles da Aruc. Bons tempos aqueles em que a Comunidade aguardava pelo desfile e ele acontecia&#8230;<\/p>\n<p>Nesse embalo, L\u00e9o desfilou por tr\u00eas anos na Ala das Crian\u00e7as, a partir de 1992, quando estava com apenas seis anos. J\u00e1 em 1997, com 11 anos, ele ingressou na Bateria, tocando tamborim, coincidentemente com o primo, Jos\u00e9 Aldano, o Bannca, sendo o Mestre da Bateria. \u201cFomos campe\u00f5es na minha estreia na Bateria\u201d, diz ele Daniel sobre o primeiro trof\u00e9u por ele conquistado e lembrando aqueles tempos dos primeiros aprendizados.<\/p>\n<p><strong>E hoje&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>O tempo passou, os ensinamentos foram absorvidos e, agora, ele tem a responsabilidade de ser o Mestre da Bateria.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova7.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3432\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova7.jpg\" alt=\"\" width=\"483\" height=\"362\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova7.jpg 483w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova7-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 483px) 100vw, 483px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><em>\u201cSer Mestre da Bateria \u00e9 estar \u00e0 frente dos ritmistas, que s\u00e3o 82, na Aruc, tocando surdos, caixas, repiques, tamborins, chocalhos, agog\u00f4s, cu\u00edca. Esse conjunto \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o pulsante da Escola\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>M\u00fasico profissional, percursionista, Mestre L\u00e9o diz que \u201ca m\u00fasica agrega\u201d e, assim, tamb\u00e9m se tornou compositor da Escola. Entre as suas produ\u00e7\u00f5es destaca \u201cMeu Lindo Cruzeiro\u201d, gravado com Renan da Cu\u00edca e Elias Marreco, parceiros na composi\u00e7\u00e3o\u201d. Com outros parceiros, ele tamb\u00e9m comp\u00f4s o samba do Carnaval de 2021, ano em que n\u00e3o houve desfile devido \u00e0 pandemia.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova8.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3433\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova8.jpg\" alt=\"\" width=\"891\" height=\"975\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova8.jpg 891w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova8-274x300.jpg 274w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova8-768x840.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 891px) 100vw, 891px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>\u201cEstar na Escola e \u00e0 frente da bateria\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>\u00e9 uma emo\u00e7\u00e3o \u00fanica\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Apesar da falta de desfiles nos \u00faltimos 12 anos, Mestre L\u00e9o observa que h\u00e1 interesse dos moradores do Cruzeiro pelo aprendizado da percuss\u00e3o. Essa \u00e9 uma forma dele manter vivo na cabe\u00e7a dos jovens o interesse pela forma\u00e7\u00e3o de novos ritmistas.<\/p>\n<p>\u201cO interesse \u00e9 muito grande e a procura \u00e9 sempre maior do que a oferta de vagas e isso se observa, tamb\u00e9m, nas Oficinas de Percuss\u00e3o que a Aruc realiza anualmente\u201d diz Mestre L\u00e9o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3434\" aria-describedby=\"caption-attachment-3434\" style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova9.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3434 size-full\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova9.jpg\" alt=\"\" width=\"434\" height=\"352\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova9.jpg 434w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova9-300x243.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 434px) 100vw, 434px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3434\" class=\"wp-caption-text\">Um grupo de ritmistas na Bateria Carcar\u00e1<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nesse quesito, L\u00e9o destaca o interesse das mulheres pela percuss\u00e3o. Elas s\u00e3o mais de 50% na Bateria da Aruc. Isso se explica pela origem, pois muitas passaram por grupos de \u201cfanfarras\u201d, nas escolas, o que acaba incentivando.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>\u201cE s\u00e3o mulheres de todas as idades, muitas que aprenderam a tocar um instrumento e querem continuar envolvidas nessa cultura\u201d, conclui Mestre Leo.<\/em><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_3435\" aria-describedby=\"caption-attachment-3435\" style=\"width: 354px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova10.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3435 size-full\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova10.jpg\" alt=\"\" width=\"354\" height=\"561\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova10.jpg 354w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/nova10-189x300.jpg 189w\" sizes=\"auto, (max-width: 354px) 100vw, 354px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3435\" class=\"wp-caption-text\">Na tradicional foto ao final de cada e entrevista: Jos\u00e9 Cruz, L\u00e9o, Fernanda e H\u00e9lio<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Na tradicional foto ao final de cada e entrevista: Jos\u00e9 Cruz, L\u00e9o, Fernanda e H\u00e9lio<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz A longa temporada de 12 anos sem desfiles oficiais no Carnaval brasiliense incentiva as agremia\u00e7\u00f5es carnavalescas a intensificarem suas programa\u00e7\u00f5es, principalmente nessa tradicional \u00e9poca de fevereiro, para que acompanhem as evolu\u00e7\u00f5es que se sucedem em todos os segmentos de uma escola de samba. 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