{"id":3246,"date":"2025-07-14T18:52:28","date_gmt":"2025-07-14T21:52:28","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/?p=3246"},"modified":"2025-07-29T12:07:47","modified_gmt":"2025-07-29T15:07:47","slug":"aqui-estao-as-historias-do-helio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/2025\/07\/14\/aqui-estao-as-historias-do-helio\/","title":{"rendered":"Aqui est\u00e3o as\u00a0Hist\u00f3rias do H\u00e9lio\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Cruz<\/p>\n<p>Durante muitos anos, os jornalistas de Bras\u00edlia se acostumaram com a colabora\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica de H\u00e9lio Tremendani (foto), um carioca que aqui chegou crian\u00e7a, com nove anos de idade, em 1961. \u00a0Veio com a fam\u00edlia, pois o seu pai Jo\u00e3o Melo era funcion\u00e1rio da C\u00e2mara dos Deputados. Morador do bairro Cruzeiro Velho, H\u00e9lio ia duas vezes por semana \u00e0s reda\u00e7\u00f5es levar informa\u00e7\u00f5es sobre a Associa\u00e7\u00e3o Recreativa Unidos do Cruzeiro \u2013 a tradicional Aruc, a mais premiada escola de samba de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Na quinta-feira, H\u00e9lio levada informa\u00e7\u00f5es para as editorias de Cultura e Esporte. Eu j\u00e1 trabalhava no Correio Braziliense e muitas vezes o recepcionava, pois tinha not\u00edcias sobre jogos da Aruc no final de semana, em competi\u00e7\u00f5es de futebol de sal\u00e3o e handebol, tanto no masculino quanto no feminino, modalidades em que o clube sempre se destacou. J\u00e1 na editoria de Cultura ele levava a programa\u00e7\u00e3o musical de fim de semana da Aruc, numa \u00e9poca de poucas op\u00e7\u00f5es de lazer para a popula\u00e7\u00e3o de Brasilia. Era recepcionado pelo consagrado jornalista Irlan Rocha Lima, que este ano completou 50 anos de ininterrupto trabalho na editoria de Cultura do Correio Braziliense, depois de curta passagem pela editoria de Esportes, onde come\u00e7ou na profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Ocorre que j\u00e1 na segunda ou ter\u00e7a-feira H\u00e9lio voltava \u00e0 reda\u00e7\u00e3o, dessa vez para entregar o resultado dos jogos. E assim, visita ap\u00f3s visita, foi se criando uma amizade at\u00e9 que, passado o tempo, eu e H\u00e9lio Tremendani nos encontramos na cria\u00e7\u00e3o deste espa\u00e7o para contar hist\u00f3rias sobre a ainda jovem Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>H\u00e9lio \u00e9 meu parceiro de reportagens. N\u00e3o tenho d\u00favidas em afirmar que \u00e9 um historiador nato, pois est\u00e1 em Bras\u00edlia desde 1961, nas origens da cidade que viu crescer. Morava num bairro que se tornou reduto do samba, da boa m\u00fasica, da pr\u00e1tica esportiva s\u00e9ria e da representatividade do Rio de Janeiro. Cemit\u00e9rio, Gavi\u00e3o, Cruzeiro, enfim, foi esse \u00faltimo o nome que se fixou, surgido de uma \u00e9poca em que os arredores das casas eram de puro cerrado, que come\u00e7ava a ser desmatado para a cidade se expandir.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse panorama que H\u00e9lio conta as suas lembran\u00e7as. Aqui est\u00e3o hist\u00f3rias, em sua primeira parte, pois outras vir\u00e3o, fatos reais que contribuem para a ainda recente \u201cMem\u00f3ria da Cultura e do Esporte em Bras\u00edlia\u201d. Obrigado H\u00e9lio, por sua valiosa contribui\u00e7\u00e3o ao nosso trabalho.<\/p>\n<p><strong>Carnaval, futebol e personagens<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por H\u00e9lio Tremendani<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Em 1961 minha fam\u00edlia veio para Bras\u00edlia, pois o meu pai era funcion\u00e1rio da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>Passado o impacto inicial da mudan\u00e7a, do Rio para Bras\u00edlia, nossa fam\u00edlia foi buscando meios para sobreviver na cidade. Eu, ainda garoto, com nove anos de idade, fiz amizades com alguns garotos vizinhos, como o Solimar Ferrugem, o Dario, Manoel, Luis Carlos Non\u00f4,\u00a0 Artur, Fernando Assis e outros.<\/p>\n<p>Foi com essa turma que fizemos um campinho de futebol improvisado e ali jog\u00e1vamos ao longo do dia. Na escola tamb\u00e9m t\u00ednhamos um espa\u00e7o improvisado. J\u00e1 no acampamento da construtora a situa\u00e7\u00e3o era prec\u00e1ria, sem uma estrutura m\u00ednima.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3247\" aria-describedby=\"caption-attachment-3247\" style=\"width: 312px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3247 size-full\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio01.jpg\" alt=\"\" width=\"312\" height=\"354\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio01.jpg 312w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio01-264x300.jpg 264w\" sizes=\"auto, (max-width: 312px) 100vw, 312px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3247\" class=\"wp-caption-text\">H\u00e9lio e sua m\u00e3e, Juraci. Atr\u00e1s, Jurema e Ferrugem<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nesta \u00e9poca, foi inaugurada a Associa\u00e7\u00e3o Esportiva Cruzeiro do Sul, onde hoje funciona a Aruc. Foi criada para ser um espa\u00e7o de lazer e entretenimento dos moradores. O campo que era utilizado por esta entidade virou o famoso \u201cEscorre Sangue\u201d, onde foram jogadas peladas hist\u00f3ricas de futebol no in\u00edcio do Cruzeiro.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3248\" aria-describedby=\"caption-attachment-3248\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3248 size-medium\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio02-300x296.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"296\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio02-300x296.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio02-70x70.jpg 70w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio02.jpg 435w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3248\" class=\"wp-caption-text\">Jo\u00e3o Melo, pai de H\u00e9lio<\/figcaption><\/figure>\n<p>Minha fam\u00edlia continuava com muita dificuldade de adapta\u00e7\u00e3o e a minha m\u00e3e sofria para administrar a casa. No in\u00edcio, n\u00e3o t\u00ednhamos transporte p\u00fablico e quando precis\u00e1vamos de m\u00e9dicos era necess\u00e1rio ir ao posto de sa\u00fade da C\u00e2mara dos Deputados, onde o meu pai trabalhava. Para isso, us\u00e1vamos o \u00f4nibus funcional, isto \u00e9, que transportava os funcion\u00e1rios.\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Para retornar das consultas m\u00e9dicas, t\u00ednhamos que aguardar uma carona ou esperar o \u00a0fim do expediente para voltar no \u00f4nibus junto com os funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>O primeiro nome<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio, o hoje bairro do Cruzeiro era conhecido por \u201cGavi\u00e3o\u201d. Por que Gavi\u00e3o? Foi para sufocar o nome original, \u201cCemit\u00e9rio\u201d. As casas pareciam mausol\u00e9us. A pr\u00f3pria comunidade mudou o nome e a\u00ed surgiu o Gavi\u00e3o, ave que sobrevoava a entrada do bairro, no local onde hoje est\u00e1 a 3\u00aa DP. Mas, os professores da \u00fanica escola da cidade n\u00e3o aceitaram e passaram a chamar de Cruzeiro, porque os \u00f4nibus que passavam no Eixo Monumental usavam esse nome nos pain\u00e9is indicativos da linha, quem sabe em refer\u00eancia \u00e0 Cruz de Cristo que tem na Pra\u00e7a atr\u00e1s do Memorial JK, local da Primeira Missa de Bras\u00edlia, em 1960. Por\u00e9m, a Aruc adotou o Gavi\u00e3o como s\u00edmbolo, at\u00e9 hoje.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2796\" aria-describedby=\"caption-attachment-2796\" style=\"width: 203px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/helio2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2796 size-full\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/helio2.jpg\" alt=\"\" width=\"203\" height=\"296\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2796\" class=\"wp-caption-text\">Os irm\u00e3os Mel\u00e3o, Melinho e H\u00e9lio<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Muita coincid\u00eancia<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_3249\" aria-describedby=\"caption-attachment-3249\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio04.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3249 size-medium\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio04-300x257.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"257\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio04-300x257.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio04.jpg 532w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3249\" class=\"wp-caption-text\">A primeira entrevista, no JBr<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 1963, os Jogos comemorativos ao terceiro anivers\u00e1rio de Bras\u00edlia foram realizados em uma quadra improvisada, montada no Teatro Nacional, que ainda estava em constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assisti ao jogo de v\u00f4lei entre a Sele\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia e o Botafogo, do Rio de Janeiro, acompanhado pelo meu cunhado Z\u00e9 Maria. Anos depois, quando servi ao Ex\u00e9rcito, fui convocado para treinar v\u00f4lei e, em uma conversa com o treinador, expliquei que esse jogo, entre Bras\u00edlia e Botafogo, me marcou e me fez ficar mais apaixonado por voleibol. Coincid\u00eancia, o Capit\u00e3o Correia, o treinador com quem eu estava conversando, me contou animado que participou daquele jogo como atleta do Botafogo, meu time!<\/p>\n<p><strong>Eu e a m\u00fasica<\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de meu gosto pela m\u00fasica come\u00e7ou muito cedo. Sou de uma fam\u00edlia de oito irm\u00e3os, sendo tr\u00eas homens e cinco mulheres; Jurema era a mais nova e, a seguir, eu.<\/p>\n<p>Influenciado pelas mulheres desde o in\u00edcio aprendi a gostar do Nelson Gon\u00e7alves e Elizeth Cardoso, vozes e can\u00e7\u00f5es maravilhosas, os \u00eddolos da \u00e9poca, quando a R\u00e1dio Nacional do Rio de Janeiro concentrava os melhores programas e cantores. E, seguindo meu irm\u00e3o mais velho, o Mel\u00e3o, passei a ser f\u00e3 incondicional de Roberto Carlos. J\u00e1 o Melinho gostava das m\u00fasicas internacionais, principalmente as de Jos\u00e9 Feliciano e Bread, que era uma banda norte americana, de rock, formada em 1968, em Los Angeles, que se tornou muito popular. Por\u00e9m, o grupo se separou em maio de 1973.<\/p>\n<p>Com o tempo, mas ainda na era do r\u00e1dio, eu e Jurema passamos a acompanhar, tamb\u00e9m, a R\u00e1dio Bandeirantes, que transmitia os bastidores dos Festivais de M\u00fasicas Nacional e Internacional, realizados em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em 1973, comecei a trabalhar e parte do meu sal\u00e1rio era para comprar discos que eram de vinil. Eu comprava numa discoteca que existe at\u00e9 hoje, a Discodil, no Conjunto Nacional, o primeiro shopping da nossa Capital. Olha eu a\u00ed na foto&#8230;<\/p>\n<p>O tempo andou e eu fui junto, descobrindo outros locais, at\u00e9 chegar na loja Eko, que ficava na Asa Sul. Ali, conheci um vendedor chamado Marcelinho, que me dava \u00f3timas dicas de lan\u00e7amentos. E foi por interm\u00e9dio dele que cheguei ao jazz, quando conheci duas feras do g\u00eanero, Ella Fitzgerald &amp; Louis Armstrong. Comprei os discos, claro, e a partir da\u00ed virei um fan\u00e1tico por esse g\u00eanero musical e passei a pesquisar tudo sobre o jazz.<\/p>\n<p>Certa feita, de f\u00e9rias com a fam\u00edlia, no Rio de Janeiro, minha parada obrigat\u00f3ria foi na discoteca Modern Sound, na Barata Ribeiro, em Copacabana. Eu tinha hora para entrar e para sair&#8230; s\u00f3 Deus sabia. Foi uma discoteca de refer\u00eancia na cidade, fundada em 1966 e fechada no final de 2010. Naquela visita fiz compras das novidades que guardo at\u00e9 hoje, a maioria dos discos em vinil, CDs, DVD e blue ray.<\/p>\n<p><strong>Como surgiu a Aruc<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_3250\" aria-describedby=\"caption-attachment-3250\" style=\"width: 225px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio05.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3250\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio05.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio05.jpg 225w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio05-150x150.jpg 150w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio05-70x70.jpg 70w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio05-120x120.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3250\" class=\"wp-caption-text\">Irlan Rocha, o criador da sigla Aruc<\/figcaption><\/figure>\n<p>A partir dos anos 1970 eu frequentava duas vezes por semana a reda\u00e7\u00e3o do Correio Braziliense levando material de divulga\u00e7\u00e3o dos ensaios da escola de samba e da programa\u00e7\u00e3o esportiva. O jornalista Irlan Rocha Lima trabalhava na editoria de esportes e sempre muito atencioso explicava como funcionava a edi\u00e7\u00e3o das mat\u00e9rias para o jornal.<\/p>\n<p>Para material carnavalesco nossa entidade era chamada de Escola de Samba Unidos do Cruzeiro e para o esporte simplesmente Cruzeiro, o que causava certa confus\u00e3o com o time de futebol de Minas Gerais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3252\" aria-describedby=\"caption-attachment-3252\" style=\"width: 567px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio06.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3252 size-full\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio06.jpg\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"376\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio06.jpg 567w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio06-300x199.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio06-310x205.jpg 310w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3252\" class=\"wp-caption-text\">Sala de Trof\u00e9us na sede da campeon\u00edssima Aruc<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong>Determinado dia, o Irlan sugeriu que resum\u00edssemos o nome da entidade, passando de Associa\u00e7\u00e3o Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro para apenas Aruc. O nome pegou e assim surgiu a sigla que representa o samba, esporte e cultura da nossa entidade<strong>.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Diretor da Aruc<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio07.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-3251\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio07.jpg\" alt=\"\" width=\"288\" height=\"299\" \/><\/a>Em 1974, quando eu estava com 22 anos, fui convidado para participar da diretoria da Aruc no cargo de diretor de esportes. Nilton Sabino tinha sido eleito presidente, e o Senhor Dudu era o vice. Em 1976, Sabino se candidata \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o e para minha surpresa me coloca como vice-presidente.<\/p>\n<p>Questionei aquela decis\u00e3o, afinal o Seu Dudu era meu vizinho e trabalhava com meu pai, Jo\u00e3o Melo, na C\u00e2mara dos Deputados e passava aquela sensa\u00e7\u00e3o de substituir um personagem muito querido na comunidade cruzeirense sem motivos. At\u00e9 porque, foi com Seu Dudu na vice presid\u00eancia que a Aruc havia vencido os carnavais de 1975\/76. Mas, diante da insist\u00eancia do Sabino, acabei aceitando.<\/p>\n<p>De Seu Dudu (foto) guardo as melhores lembran\u00e7as, como ele, vestindo um terno impec\u00e1vel, passeando pelas estradas sem asfalto do nosso Cruzeiro numa \u201cflamante\u201d Lambretta<strong>.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Estreia na Avenida<\/strong><\/p>\n<p>Em 1974, fui convidado para fazer parte da diretoria da ARUC e montar o Departamento de Esportes. Como n\u00e3o sabia sambar, muito menos cantar, fui para a avenida apenas para assistir ao desfile, sendo que meus amigos do esporte desfilaram na Ala dos Bo\u00eamios.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, na avenida, o rapaz que estava ajudando o carnavalesco Roberto Machado simplesmente desapareceu. Foi quando Roberto me pediu apoio. Ele me entregou a distribui\u00e7\u00e3o das alas e me pediu que eu o ajudasse a montar a escola. De repente todos vinham me perguntar onde iam ficar, e eu todo atrapalhado, mas no final deu tudo certo, com a Aruc sagrando-se campe\u00e3.<\/p>\n<p>No ano seguinte resolvi desfilar tamb\u00e9m, pela primeira vez. S\u00f3 que deu para perceber claramente que eu n\u00e3o levava jeito. Mais uma vez a ARUC foi campe\u00e3 (1976). Em 1977, passei a ajudar tamb\u00e9m no Carnaval.<\/p>\n<p>No dia do desfile, o Presidente Sabino me chamou na resid\u00eancia dele e pediu que eu comandasse a ARUC na avenida, uma vez que ele estava passando muito mal. Ponderei que eu n\u00e3o era a pessoa mais indicada para aquela fun\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que eu era muito novo, estava com 25 anos, e os integrantes da Escola n\u00e3o me respeitariam. De imediato ele chamou a Dona Ana, sua esposa, e passou uma orienta\u00e7\u00e3o pra ela, que caso tivesse algum problema comigo na avenida, ele gostaria de saber assim que poss\u00edvel, e para ela avisar a todos que eu iria comandar a Escola durante o desfile. Insisti que eu n\u00e3o era a pessoa indicada, mas n\u00e3o teve jeito. Acabei aceitando em \u00a0respeito ao estado de sa\u00fade do presidente.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, havia um grande problema que eu teria que enfrentar: Falar com meus irm\u00e3os, pois eles resistiam ao meu envolvimento com escola de samba, embora me apoiassem no esporte. Foram momentos de muito nervosismo, da casa do Sabino at\u00e9 na casa da minha m\u00e3e, pouco mais de 100 metros de dist\u00e2ncia, e durante o caminho, eu s\u00f3 pensava no confronto que estava por vir.<\/p>\n<p>Chegando em casa, falei com o Mel\u00e3o e o Melinho, e dei a sorte que o Heraldo Soares, fundador da Aruc e muito amigo da fam\u00edlia, estava junto com eles. T\u00e3o logo falei o ocorrido, eles concordaram e n\u00e3o questionaram em nada, e mais do que isso, ofereceram logo ajuda: \u201cVai dar tudo certo, pode ficar tranquilo.\u201d Foi um al\u00edvio, j\u00e1 n\u00e3o aguentava mais a press\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Uma noite inesquec\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p>Foi em 1979, lembro bem, uma noite inesquec\u00edvel no Gin\u00e1sio Cl\u00e1udio Coutinho. Estava em desenvolvimento do \u201cProjeto Pixinguinha\u201d que trazia \u00e0 cidade os destaques nacionais da MPB. Naquela ocasi\u00e3o, era a vez do grande Paulinho da Viola e eu estava l\u00e1 com um grupo de amigos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do show, t\u00ednhamos um desafio, tentar levar o Paulinho da Viola no ensaio da Aruc, naquela noite. Pedimos ajuda ao cunhado dele, Jo\u00e3o Bosco Rabelo, jornalista que era simp\u00e1tico \u00e0 nossa entidade. Nosso presidente Sabino refor\u00e7ou o pedido e deu certo, ele topou ir \u00e0 Aruc.<\/p>\n<p><strong><em>Sem estrelismos, Paulinho da Viola esbanjou simpatia e mostrou que, al\u00e9m de grande sambista, primava pela gentileza dando aten\u00e7\u00e3o aos sambistas de Bras\u00edlia<\/em><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_3253\" aria-describedby=\"caption-attachment-3253\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio08.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3253\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio08-300x276.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"276\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio08-300x276.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/helio08.jpg 721w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3253\" class=\"wp-caption-text\">Na foto: Leo, Dona Ivone, Helio Tremendani e Paulinho da Viola.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Tive a oportunidade de conversar com ele e uma das perguntas que fiz foi a respeito da bateria da nossa Escola de Samba, que tocava naquela noite. Ele \u00a0respondeu que era boa, mas estava acelerada. Imediatamente corri junto ao diretor de bateria, Jo\u00e3o Nilton, e levei a observa\u00e7\u00e3o. A partir dali, a bateria ficou mais cadenciada e acompanhou Paulinho cantando &#8220;Foi um Rio Que Passou em Minha Vida&#8221;. O p\u00fablico foi ao del\u00edrio e toda a quadra cantou junto.<\/p>\n<p><strong>Presidente da Aruc<\/strong><\/p>\n<p>Em 1980 fui eleito presidente da Aruc e convidei o Robson Silva e Z\u00e9 C\u00e9sar para criar o Departamento Cultural da Aruc. Os dois j\u00e1 participavam das atividades esportivas da Associa\u00e7\u00e3o e promoviam evento musical em frente a Igreja Nossa Senhora das Dores, no Cruzeiro Velho.<\/p>\n<p>Eles aceitaram e come\u00e7aram a organizar o \u201cCanta Gavi\u00e3o\u201d, evento com atividades de lazer pela manh\u00e3 e musical \u00e0 tarde. A id\u00e9ia era fazer sempre um no Cruzeiro Velho e no m\u00eas seguinte no Cruzeiro Novo. A equipe ainda tinha o Ismael C\u00e9sar, Maur\u00edcio, Landin, Cl\u00e1udio Moreno, Walemberg e outros amigos que gostavam de m\u00fasica e show. O nome \u201cCanta Gavi\u00e3o\u201d, por sua vez, foi em homenagem ao primeiro nome do bairro.<\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong>Na minha elei\u00e7\u00e3o disputei com outra chapa, mas venci com 99% dos votos. Sabia que n\u00e3o seria f\u00e1cil comandar a maior Escola de Samba de Bras\u00edlia, at\u00e9 porque estava substituindo o Sabino, maior sambista da hist\u00f3ria do carnaval da cidade. Eu vinha do esporte, pratiquei v\u00e1rias modalidades e, no samba, sempre fui um colaborador do mestre Nilton de Oliveira o popular Sabino.<\/p>\n<p>Um dos primeiros desafios foi reconquistar o t\u00edtulo, uma vez que t\u00ednhamos perdido em 79\/80, em 81 n\u00e3o teve desfile e em 82 o desfile foi em Taguatinga. Convidei v\u00e1rios dirigentes da diretoria anterior, al\u00e9m de lideran\u00e7as comunit\u00e1rias para integrarem a equipe.<\/p>\n<p>Em uma das reuni\u00f5es para a escolha do samba-enredo-enredo de 1982 me deparei com muitas pol\u00eamicas entre os 32 compositores da escola. L\u00e1 pelas tantas, perdi a estribeiras, dei um tapa na mesa e apontei a porta da rua para os insatisfeitos e dei por encerrada a reuni\u00e3o. O motivo da pol\u00eamica era que todos queriam vencer na marra.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a reuni\u00e3o, o conselheiro Felipe Santiago, dirigente muito ponderado, me chamou no canto e fez, educadamente, um alerta: eu n\u00e3o devia agir daquela maneira, pois minha atitude mostrou um certo desequil\u00edbrio diante da dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o. Em um primeiro momento, n\u00e3o gostei da reprimenda, mas ouvi e fiquei na minha.<\/p>\n<p>Depois de refletir, convoquei outra reuni\u00e3o e pedi desculpas, reconhecendo meu erro. O vencedor foi o \u00c9lcio da Praia e a Aruc foi campe\u00e3 com 17 pontos de diferen\u00e7a. A partir do fato, aprendi a li\u00e7\u00e3o que para comandar uma entidade t\u00e3o popular eu teria que ser ponderado, sem perder o comando. MUITO OBRIGADO, FELIPE SANTIAGO!<\/p>\n<p>Atuei como dirigente e colaborador da Aruc de 1974 a 2020.<\/p>\n<p><strong>O presente de meu Pai<\/strong><\/p>\n<p>Ainda crian\u00e7a meu pai, tricolor doente, sempre nos dava de presente camisas e outras coisas do Fluminense. Em um determinado dia avisei que eu n\u00e3o era torcedor do Fluminense, mas botafoguense, pois eu era f\u00e3 do Nilton Santos e do Garrincha.<\/p>\n<p>Obviamente que ele n\u00e3o gostou, mas acabou aceitando. Em 2001 trabalhava na Secretaria de Esportes e propus ao Agr\u00edcio Braga, ent\u00e3o secret\u00e1rio, uma homenagem ao Nilton Santos, que era um dos professores da Escolinha do DEFER de futebol. Fizemos um torneio na AABB e trouxemos a equipe de base do Botafogo, ao mesmo tempo em que prestamos uma homenagem a Enciclop\u00e9dia do Futebol.<\/p>\n<p>Foi um privil\u00e9gio enorme poder ter convivido com Nilton Santos, quando ele aqui morou. Ia seguidamente \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o dos Cronistas Esportivos, no est\u00e1dio Man\u00e9 Garrincha, onde ficava o Defer, onde eu trabalhava. Por isso, era comum encontr\u00e1-lo e viver um pouco ao lado desse grande Homem, antes de tudo, pois car\u00e1ter \u00e9 o que n\u00e3o faltava naquele exemplar jogador de futebol.<\/p>\n<p><strong>O meu irm\u00e3o Mel\u00e3o<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2894\" aria-describedby=\"caption-attachment-2894\" style=\"width: 851px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/orlando2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2894 size-full\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/orlando2.jpg\" alt=\"\" width=\"851\" height=\"451\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/orlando2.jpg 851w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/orlando2-300x159.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/orlando2-768x407.jpg 768w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/orlando2-310x165.jpg 310w\" sizes=\"auto, (max-width: 851px) 100vw, 851px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2894\" class=\"wp-caption-text\">Mel\u00e3o marcou Pel\u00e9, no jogo em que o Santos enfrentou a Sele\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, 1967<\/figcaption><\/figure>\n<p>Essa foto, do incr\u00edvel fot\u00f3grafo Orlando Brito, lembra de um momento muito especial. Acompanhei a carreira de jogador de futebol do meu irm\u00e3o Moacyr Tremendani, o popular Mel\u00e3o, desde o in\u00edcio. Naquela \u00e9poca, a condi\u00e7\u00e3o para que ele me levasse aos jogos era que eu ficasse pr\u00f3ximo das cabines de transmiss\u00e3o das r\u00e1dios para prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 narra\u00e7\u00e3o dos jogos.<\/p>\n<p>Pois o registro de Brito mostra exatamente uma dessas cabines, ao fundo. Aos 14 anos, eu ia aos jogos e prestava muita aten\u00e7\u00e3o no coment\u00e1rio dos narradores, pois essa era minha miss\u00e3o: ao chegarmos em casa, eu tinha que contar ao meu irm\u00e3o o que acharam de sua atua\u00e7\u00e3o e, em especial, se continuavam comparando o estilo de jogo dele ao do zagueiro Pav\u00e3o, que atuou no Flamengo e Santos.<\/p>\n<p>Acabei tendo a simpatia da equipe de esportes formada por Wanderlei Matos Ricardo Alfredo, S\u00e9rgio e outros.<\/p>\n<p>A foto me levou de volta \u00e0quele per\u00edodo, onde tamb\u00e9m come\u00e7ava a ser escrita a hist\u00f3ria do futebol em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Mel\u00e3o protagonizou essa bela hist\u00f3ria do futebol de Bras\u00edlia, registrada por Orlando Brito, no momento em que troca fl\u00e2mula de seu time com Pel\u00e9, no jogo em que o Santos venceu a Sele\u00e7\u00e3o local por 5&#215;1.<\/p>\n<p>Ainda morando no Rio de Janeiro, ele chegou a treinar no Fluminense, at\u00e9 que o meu pai foi transferido para Bras\u00edlia, em 1961. Morando no Cruzeiro Velho foi convidado para jogar na A.E.Cruzeiro do Sul e em 1963 foi campe\u00e3o do DF. No ano seguinte foi para o Rabelo onde tamb\u00e9m conquistou o t\u00edtulo de campe\u00e3o e participou de todas as Sele\u00e7\u00f5es de Brasilia enquanto jogou.<\/p>\n<p>Mel\u00e3o est\u00e1 sempre no Cruzeiro apesar de morar no Guar\u00e1, foi conselheiro da Aruc e fez parte da harmonia nos desfiles da escola de samba.<\/p>\n<p><strong>No Defer<\/strong><\/p>\n<p>No ano 1999 fui indicado para ser o Diretor do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica da Secretaria de Esportes. Com apoio do Chefe de Gabinete, Marco Aur\u00e9lio Guedes,\u00a0 o Marquinhos, tive todo suporte para implementar as medidas que consider\u00e1vamos necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>O departamento, hoje Secretaria de Esportes do Distrito Federal, administrava as escolinhas esportivas p\u00fablicas. Na ocasi\u00e3o, criamos o Projeto Esporte Solid\u00e1rio (depois chamado de &#8220;Amigo da Gente&#8221;), que envolvia mais de 10 mil alunos, 500 monitores e 48 professores requisitados da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o para as Escolinhas do DEFER.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m tivemos a oportunidade de criar o Circuito de Corridas de Rua e Ciclismo nas Cidades Sat\u00e9lites, Festival da Paz de Futsal reunindo 240 equipes, Copa do Mundo JK, reunindo os N\u00facleos do Projeto Amigo da Gente, Toneio Nilton Santos, com a presen\u00e7a do Junior do Botafogo e Corrida de Reis.<\/p>\n<p>Para que o trabalho fosse realizado contei com o apoio de professores altamente capacitados tais como, Ezequias Vasconcelos, Professora Beth, Francisco Xavier, Ildeu, Cidinha, Cidona e Sueli, e do ex-deputado distrital, Agr\u00edcio Braga, e do ex-presidente do Gama, Wagner Marques, ligados ao futebol do DF.<\/p>\n<p><strong>Novas hist\u00f3rias<\/strong><\/p>\n<p>Com frequ\u00eancia mais ass\u00eddua voltarei a ocupar este espa\u00e7o para contar novas passagens que acompanhei ou delas participei. Na m\u00fasica, no Carnaval, no futebol, no handebol ou mesmo com gestor estive presente nos maiores acontecimentos da nossa querida Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Daqueles tempos, que ainda s\u00e3o recentes para todos n\u00f3s, guardo, de muitos eventos, recortes de jornais que me ativam a mem\u00f3ria e dali escrevo essas hist\u00f3ricas lembran\u00e7as. Breve estarei de volta com novas narrativas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Cruz Durante muitos anos, os jornalistas de Bras\u00edlia se acostumaram com a colabora\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica de H\u00e9lio Tremendani (foto), um carioca que aqui chegou crian\u00e7a, com nove anos de idade, em 1961. \u00a0Veio com a fam\u00edlia, pois o seu pai Jo\u00e3o Melo era funcion\u00e1rio da C\u00e2mara dos Deputados. 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