{"id":3195,"date":"2025-06-03T15:35:59","date_gmt":"2025-06-03T18:35:59","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/?p=3195"},"modified":"2025-06-03T15:36:37","modified_gmt":"2025-06-03T18:36:37","slug":"aos-60-dhi-ribeiro-pede-passagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/2025\/06\/03\/aos-60-dhi-ribeiro-pede-passagem\/","title":{"rendered":"Aos 60, Dhi Ribeiro\u00a0pede passagem\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><strong>H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz<\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3196\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi1-230x300.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi1-230x300.jpg 230w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi1.jpg 472w\" sizes=\"auto, (max-width: 230px) 100vw, 230px\" \/><\/a>Perto de festejar 60 anos, Dhi Ribeiro j\u00e1 contou sobre a sua carreira art\u00edstica dezenas de vezes. Centenas, quem sabe. Contou e cantou, aqui e na It\u00e1lia, onde morou por tr\u00eas anos. No Brasil, ela se apresentou em programas de audi\u00eancias nacionais, como no Doming\u00e3o do Faust\u00e3o e no saudoso J\u00f4 Soares, do qual recebeu um espont\u00e2neo \u201c<em>que mo\u00e7a bonita<\/em>\u201d; e foi aplaudida de p\u00e9 pela plateia depois de cantar \u201cDan\u00e7a das M\u00e3os\u201d, de Jorge Arag\u00e3o. Sem exageros, desde crian\u00e7a Dhi faz sucesso onde se apresenta e, h\u00e1 cinco anos investe, com sua mulher Gisele, em projetos culturais de literatura infantil, com textos que envolvem m\u00fasica poesia.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A entrevista<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo sabendo que repetiria o seu roteiro de artista para a reportagem da <em>Mem\u00f3ria da Cultura e do Esporte em Bras\u00edlia<\/em>, Dhi chegou disposta para a entrevista: sorridente, falante e andar de modelo que se sobressai num manequim de 1,78m. Dhi \u00e9 assim, espont\u00e2nea, antes de tudo, resultado \u2013 ou heran\u00e7a \u2013 de uma viv\u00eancia art\u00edstica que inclui, tamb\u00e9m, dez anos desfilando em passarelas de lan\u00e7amentos de modas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Dhi2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-3197\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Dhi2-300x167.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"167\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Dhi2-300x167.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Dhi2.jpg 389w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Dhi \u00e9 o nome art\u00edstico de Edilza Rosa Ribeiro, que nasceu em Nil\u00f3polis, um dos leg\u00edtimos ber\u00e7os do samba carnavalesco no Rio de Janeiro. Com H\u00e9lio e Adalgisa Rosa Ribeiro, seus pais, e os pais irm\u00e3os Helly, Nanny e Luc\u00e9lio ela foi criada em Salvador, desde crian\u00e7a, e fez do Pelourinho (foto) o seu palco de estreia e apresenta\u00e7\u00f5es ao som do Axe Music. Aos 27 anos veio para Bras\u00edlia por livre e espont\u00e2nea paix\u00e3o. Aqui ela decolou na sua carreira de cantora, sambista consagrada que tem em Alcione uma das estrelas em quem se inspira.<\/p>\n<p>Dhi tem fortes ra\u00edzes musicais. Foi criada com r\u00e1dio e TV tocando os cl\u00e1ssicos populares da \u00e9poca, quando o samba come\u00e7ou a cativ\u00e1-la, desde o estilo rom\u00e2ntico ao do Fundo de Quintal, Bezerra da Silva, Cartola, Noel Rosa, Martinho da Vila &#8230;<\/p>\n<p>Por parte da fam\u00edlia tamb\u00e9m teve refor\u00e7os expressivos: o av\u00f4, Herondino Ribeiro, o Seu Dino, foi um dos 11 \u201cestivadores\u201d (fundadores) do Filhos de Gandhy \u2013 hist\u00f3rico bloco afox\u00e9 patrim\u00f4nio cultural da Bahia. O pai de Dhi, H\u00e9lio, destacou-se na percuss\u00e3o. A m\u00e3e Adalgisa Rosa \u201ctinha voz linda, mas s\u00f3 cuidava dos filhos\u201d. Essa foi a base de forma\u00e7\u00e3o musical da garota que cresceu, conquistou o seu p\u00fablico e se tornou internacionalmente famosa.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cPara completar, fui criada no Pelourinho, em Salvador, e sempre atr\u00e1s da banda Chiclete com Banana\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>O in\u00edcio <\/em><\/strong><\/p>\n<p>Quando tinha 10 anos, Dhi cantou em corais infantil e jovem. Tinha um timbre de voz como o de uma cantora de m\u00fasica gospel norte-americana.<\/p>\n<p>Mas, o ponto de partida para \u201cabrir a boca\u201d e se tornar profissional foi atrav\u00e9s do Ax\u00e9 Music, quando estava com 21 anos. Dhi conheceu um grupo que participava de festivais escolares. Ela ajudava na organiza\u00e7\u00e3o. E, t\u00edmida, cantava \u201cs\u00f3 no backstage\u201d (bastidores). Um dia, foi chamada para um ensaio, quando encontrou amigos e deu uma canja, com m\u00fasica do ax\u00e9, claro. Cantou \u201cAlegria da Cidade\u201d, consagrada por Ara Ketu, \u00e0 \u00e9poca. Quem estava por perto sentenciou: \u201cSurge uma voz\u201d&#8230;<\/p>\n<p><strong>Desfiles de moda<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-3198\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi3.jpg\" alt=\"\" width=\"370\" height=\"208\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi3.jpg 370w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi3-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/><\/a>Por\u00e9m, os primeiros aplausos na carreira art\u00edstica de Dhi vieram das passarelas, onde come\u00e7ou quando tinha 16 anos. \u201cAli, eu n\u00e3o precisava abrir a boca para cantar\u201d, afirma, revelando inibi\u00e7\u00e3o, ainda na adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>Negra, bonita, elegante e com muito charme ela exibia as novidades da grife Benetton, confec\u00e7\u00e3o italiana que usava cores vibrantes em suas cria\u00e7\u00f5es e promovia campanhas com mensagens sobre a diversidade. Em 1985, Dhi veio participar de um desfile na festa de dois anos do ParkShopping, com a banda Paralamas do Sucesso, quando se apaixonou por Bras\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>\u201cJamais imaginei que, um dia, viria morar em Bras\u00edlia\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Discrimina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u201cTrabalhei num meio predominantemente branco\u201d, recorda. E foi a\u00ed que come\u00e7ou a observar o que era discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong>Certa vez, por ser negra, a loja que havia contratado o grupo de desfile n\u00e3o admitia que ela vestisse os lan\u00e7amentos. O core\u00f3grafo Di\u00f3genes Magalh\u00e3es protestou alegando que as modelos eram as suas contratadas. Os argumentos e a insist\u00eancia de Di\u00f3genes foram mais fortes e o desfile ocorreu com Dhi vestindo a tal grife sobre a passarela.<\/p>\n<p>Dhi Ribeiro j\u00e1 conhecia hist\u00f3rias de discrimina\u00e7\u00e3o contadas por sua av\u00f3. E guarda lembran\u00e7as nada agrad\u00e1veis, como os chutes no est\u00f4mago que recebeu na inf\u00e2ncia, enquanto usava um bebedouro exclusivo para brancos&#8230; \u201cEu estava no 2\u00ba ano escolar e minha m\u00e3e, mais uma vez, foi uma leoa naquela ocasi\u00e3o\u201d<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>\u201cA situa\u00e7\u00e3o, hoje, \u00e9 pior. Quanto mais negros na sociedade maior \u00e9 a discrimina\u00e7\u00e3o. Os brancos mandam. Antes, as agress\u00f5es eram \u00e0s escondidas; hoje, s\u00e3o na cara, s\u00e3o expl\u00edcitas\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A mudan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-3199\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi4.jpg\" alt=\"\" width=\"410\" height=\"249\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi4.jpg 410w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi4-300x182.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 410px) 100vw, 410px\" \/><\/a>Em 1993, Dhi recebeu o t\u00edtulo de Cantora Revela\u00e7\u00e3o do Carnaval Baiano. A m\u00fasica crescia em sua agenda. No mesmo ano, Dhi voltou a Bras\u00edlia para nova apresenta\u00e7\u00e3o musical, dessa vez a convite da Banda Mel. Os convites para se vincular a grupos musicais surgiram e a mudan\u00e7a de Salvador para Bras\u00edlia foi inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Aqui ela se casou e teve uma filha, Luna Vit\u00f3ria, hoje com 26 anos. \u201cLuna seguiu para a \u00e1rea da sa\u00fade, \u00e9 farmac\u00eautica. Mas, como desenha muito bem, est\u00e1 entrando no segmento da tatuagem\u201d, diz a mam\u00e3e, orgulhosa.<\/p>\n<p>Aos 59 anos, Dhi demonstra emocionante entusiasmo pelo que faz, agora \u201cao lado de minha mulher\u201d, Gisele Gama, com a qual tem um projeto po\u00e9tico-musical, contado em detalhes, mais adiante.<\/p>\n<p><strong>Vida no circo<\/strong><\/p>\n<p>Convidada por um grande circo europeu, a sambista foi para a It\u00e1lia, em 2000. Viajou com a trupe de norte ao sul daquele pa\u00eds cantando em v\u00e1rios idiomas, entre eles o portugu\u00eas. Era um misto de circo e teatro, dan\u00e7a e m\u00fasica, com repert\u00f3rios da nossa MPB, inclusive. A estrutura era enorme, com duas pistas \u2013 uma de gelo \u2013 para a apresenta\u00e7\u00e3o dos artistas.<\/p>\n<p>\u201cMorei tr\u00eas anos na It\u00e1lia. Viajava num trem de circo ou em caminh\u00f5es. Era bom demais! Certa vez, numa dessas mudan\u00e7as de cidade, fui atropelada por um camelo. Em outra ocasi\u00e3o dei de cara com um le\u00e3o\u201d, recorda Dhi, rindo de suas aventuras circenses.<\/p>\n<p>Cantando em v\u00e1rios idiomas, Dhi diz que se tornou \u201ccidad\u00e3 do mundo\u201d. E n\u00e3o cansa de elogiar a sua conviv\u00eancia com a trupe.<\/p>\n<p>\u201cO povo de circo \u00e9 fant\u00e1stico. S\u00e3o pessoas que n\u00e3o desistem nas dificuldades. Criam os seus figurinos, novos n\u00fameros para as apresenta\u00e7\u00f5es dos espet\u00e1culos, ensinam as crian\u00e7as que crescem artisticamente no pr\u00f3prio circo. Eu n\u00e3o posso dizer que sou uma pessoa de circo, mas estive naquele ambiente e foi uma grande li\u00e7\u00e3o na minha vida. Eu mesmo fazia a minha maquiagem teatral. Tamb\u00e9m trabalhei como costureira, fazia reparos nas roupas dos artistas, fiz at\u00e9 novos figurinos\u201d.<\/p>\n<p><strong>A p\u00e1tria do samba <\/strong><\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Dhi, \u201ca p\u00e1tria do samba em Bras\u00edlia \u00e9 o bairro do Cruzeiro\u201d. Ela recorda os primeiros tempos na cidade.<\/p>\n<p>\u201cO Cruzeiro \u00e9 um reduto bem carioca, teve influ\u00eancia muito forte do Rio de Janeiro. Havia muitos shows e rodas de samba por l\u00e1, onde conheci m\u00fasicos como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e outros, que vinham a Bras\u00edlia e cantavam na Aruc\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ontem e hoje <\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-3200\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi5.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"233\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi5.jpg 350w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi5-300x200.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi5-310x205.jpg 310w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a>Comparando com os espa\u00e7os existentes na cidade na virada do s\u00e9culo para apresenta\u00e7\u00f5es em shows noturnos, agora h\u00e1 menos palcos para os artistas.<\/p>\n<p>\u201cEstamos com menos palcos, mas em compensa\u00e7\u00e3o abriram outros espa\u00e7os, como a m\u00fasica no Eix\u00e3o, aos domingos, executada durante o dia, n\u00e3o \u00e9 mais s\u00f3 \u00e0 noite. H\u00e1 novos h\u00e1bitos do p\u00fablico. Tamb\u00e9m h\u00e1 uma gera\u00e7\u00e3o que gosta de novos estilos. Gosto dessa movimenta\u00e7\u00e3o, pois \u00e9 onde surgem novos ritmos. Mas o samba&#8230; esse nunca ser\u00e1 amea\u00e7ado\u201d.<\/p>\n<p>Dhi continua a sua avalia\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cAntes, a m\u00fasica era muito autoral, quando se tocava samba eram os cl\u00e1ssicos de grandes int\u00e9rpretes, como Jorge Arag\u00e3o, por exemplo. A fam\u00edlia se reunia para ouvir. Tinha a boemia, coisa gostosa e saudosa. Mas, n\u00e3o acho errado o que acontece hoje. Se tem novos nomes e grupos se destacando em n\u00edvel nacional e rodas muito jovens surgindo \u00e9 porque tem p\u00fablico e uma renova\u00e7\u00e3o acontecendo. Isso \u00e9 muito bom. O certo \u00e9 que temos excelentes m\u00fasicos em Bras\u00edlia gra\u00e7as, tamb\u00e9m, \u00e0 Escola de M\u00fasica e ao Clube do Choro. S\u00e3o bandolinistas, cavaquinistas, pandeiristas, violonistas e as revela\u00e7\u00f5es v\u00e3o surgindo\u201d.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cConheci e trabalhei com muitos mestres da m\u00fasica e do samba, em Bras\u00edlia\u201d<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Grande saudade<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3201\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi6-212x300.jpg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi6-212x300.jpg 212w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi6.jpg 364w\" sizes=\"auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/a>Lembrando os grandes nomes da m\u00fasica brasiliense, Dhi citou J\u00fanior do Cavaco (foto), que morreu num acidente de carro, no in\u00edcio dos anos 1990. \u201cEle comp\u00f4s uma m\u00fasica \u2013 De mim pra voc\u00ea \u2013 que canto em todos os meus shows\u201d, afirmou. Tenho uma amiga que chora todas as vezes que ouve essa m\u00fasica.<\/p>\n<p>H\u00e9lio Tremendani, que estudou com o pai de J\u00fanior, Seu Rem\u00e9dio, tamb\u00e9m m\u00fasico, afirma: \u201cJ\u00fanior foi o maior compositor de samba de Bras\u00edlia. Outras duas de suas composi\u00e7\u00f5es s\u00e3o \u201cDe mim para voc\u00ea\u201d, com Evandro Barcelos, gravado pelo Negritude J\u00fanior, e \u201cIndefini\u00e7\u00f5es, pelo grupo Coisa Nossa. Dificilmente algu\u00e9m que ouve essas m\u00fasicas e conheceu J\u00fanior do Cavaco n\u00e3o se emociona com suas letras fortes\u201d<\/p>\n<p><strong>Rela\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 sobre Dhi Ribeiro, H\u00e9lio H\u00e9lio afirma que ela \u00e9 unanimidade como cantora. Tem um f\u00e3 clube fiel e, em recente show de artistas na Esplanada dos Minist\u00e9rios, em Bras\u00edlia, l\u00e1 estavam mais de 100 mil pessoas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEsse carinho que recebo onde me apresento me deixa feliz. S\u00e3o senhoras que me acompanham h\u00e1 muito tempo e jovens. Em ambientes menores, vou \u00e0s mesas conversar com o pessoal. Eles est\u00e3o l\u00e1 me aplaudindo, me prestigiando, \u00e9 preciso agradecer esse p\u00fablico\u201d.<\/p>\n<p><strong>Em Angola<\/strong><\/p>\n<p>Em julho, Dhi Ribeiro far\u00e1 mais uma viagem a Angola, pa\u00eds sul-africano, contratada para cantar num casamento. Em 2019 esteve naquele pa\u00eds para um show no anivers\u00e1rio do ent\u00e3o presidente Jos\u00e9 Eduardo dos Santos (1942-2022).<\/p>\n<p>\u201cO tema central da festa do presidente de motivos gregos. Eu decidi cuidar do meu visual. Comprei uma sand\u00e1lia, linda, maravilhosa, mas&#8230; esqueci de coloc\u00e1-la na mala. Em Angola, fui ao com\u00e9rcio comprar uma, car\u00edssima, paguei pre\u00e7o em d\u00f3lar\u201d, recorda, rindo muito daquela aventura.<\/p>\n<p><strong>Conquistas<\/strong><\/p>\n<p>\u201cToda menina quer ser modelo ou miss, eu fui modelo.<\/p>\n<p>&#8230; Toda mulher sonha cantar, eu cantei e canto.<\/p>\n<p>&#8230; Eu fiquei apaixonada pela It\u00e1lia e queria ir para a Europa quando terminei de ler Os \u00faltimos dias de Pomp\u00e9ia; eu morei e trabalhei por tr\u00eas anos num circo italiano.<\/p>\n<p>&#8230; Um dia estou em casa e o telefone n\u00e3o parava de tocar. Queriam me avisar que a m\u00fasica \u201cPara Uso Exclusivo da Casa\u201d, que gravei, estava tocando como trilha sonora da novela Lado a Lado (Globo), tema do casal Celinha (Isabela Garcia) e Guerra (Em\u00edlio de Mello)\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u201cMais calminha\u201d<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi7.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3202\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi7-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi7-300x300.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi7-150x150.jpg 150w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi7-70x70.jpg 70w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi7-120x120.jpg 120w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi7.jpg 576w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Com sua mulher Gisele, Dhi desenvolve o projeto \u201cFalando de Amor\u201d, que este ano, sendo exibido em Planaltina para alunos do ensino m\u00e9dio, completa cinco temporadas de apresenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cFalando de Amor junta as poesias de Gisele \u00e0s m\u00fasicas do meu repert\u00f3rio, com um fundo audiovisual rebuscado que traduz todas as emo\u00e7\u00f5es com palavras \u2013 uni\u00e3o e paz, por exemplo \u2013 sintetizando o amor. Na parte musical, temos sucessos de Gilberto Gil e de Faf\u00e1 de Bel\u00e9m, mas sem deixar de cantar sambas\u201d.<\/p>\n<p>O espet\u00e1culo inclui cl\u00e1ssicos internacionais, como La Vie em Rose (\u00c9dith Piaf) e Gracias a la Vida (Mercedes Sosa).<\/p>\n<p>Dhi fala com carinho sobre Gisele Gama, educadora, escritora e poetisa, com a qual desenvolve v\u00e1rios projetos, liter\u00e1rios, inclusive, como o \u201cSara e sua Turma\u201d, livros infantis j\u00e1 traduzido para seis idiomas.<\/p>\n<p><strong><em>\u00c9 nesse ritmo que Dhi Ribeiro, perto dos 60 anos, afirma estar \u201cmais calminha\u201d. <\/em><\/strong><\/p>\n<p>Mas, quem conhece Dhi Ribeiro acredita ver essa Mulher em ritmo de calmaria?<\/p>\n<figure id=\"attachment_3203\" aria-describedby=\"caption-attachment-3203\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi8.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3203\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dhi8-300x290.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"290\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3203\" class=\"wp-caption-text\">Dhi, com Jos\u00e9 Cruz e H\u00e9lio Tremendani<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para o bem da m\u00fasica \u2013 o samba em especial \u2013, ela est\u00e1 feliz, inventiva e pede passagem<strong><em>. <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Muito obrigado, Dhi, por sua generosa aten\u00e7\u00e3o nos concedendo esta entrevista. <\/strong><\/p>\n<p><strong>O seu roteiro de vida, o exemplo de artista e a sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica, \u00e0 cultura afro e \u00e0 literatura, em especial, a colocam na galeria da <em>Mem\u00f3ria da Cultura e do Esporte em Bras\u00edlia<\/em>.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz Perto de festejar 60 anos, Dhi Ribeiro j\u00e1 contou sobre a sua carreira art\u00edstica dezenas de vezes. Centenas, quem sabe. Contou e cantou, aqui e na It\u00e1lia, onde morou por tr\u00eas anos. No Brasil, ela se apresentou em programas de audi\u00eancias nacionais, como no Doming\u00e3o do Faust\u00e3o e no saudoso &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3203,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13,2,3,6,16,14],"tags":[],"class_list":["post-3195","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-colunistas","category-cultura","category-destaque","category-entrevistas","category-helio-tremendani","category-jose-cruz"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3195","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3195"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3195\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3205,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3195\/revisions\/3205"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3203"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3195"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3195"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3195"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}