{"id":3142,"date":"2025-04-14T18:09:01","date_gmt":"2025-04-14T21:09:01","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/?p=3142"},"modified":"2025-04-14T18:09:01","modified_gmt":"2025-04-14T21:09:01","slug":"squema-seis-um-show-de-banda-que-deixou-saudade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/2025\/04\/14\/squema-seis-um-show-de-banda-que-deixou-saudade\/","title":{"rendered":"Squema Seis, um show de\u00a0Banda que deixou saudade"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por<\/strong><\/em>\u00a0<strong><em>H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz<\/em><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3143\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema1-233x300.jpg\" alt=\"\" width=\"233\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema1-233x300.jpg 233w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema1.jpg 487w\" sizes=\"auto, (max-width: 233px) 100vw, 233px\" \/><\/a>Filho de pais mineiros, Sebasti\u00e3o Rodrigues (foto) poderia ter sido um craque no futebol, mas \u201ca m\u00fasica foi mais r\u00e1pida\u201d. \u00a0Autodidata desde os 15 anos, ele evoluiu no aprendizado de guitarra e viol\u00e3o e, em 1967, foi convidado para integrar a Orquestra da TV Bras\u00edlia. Foi assim que, com 17 anos, Ti\u00e3o saiu de Silv\u00e2nia, interior de Goi\u00e1s, onde nasceu, e veio para a ainda jovem capital da Rep\u00fablica. Na bagagem e na alma ele trouxe o esp\u00edrito musical de quem ouvia r\u00e1dio desde sempre e a lembran\u00e7a da moda de viola que se acostumou a ouvir na regi\u00e3o onde nasceu.<\/p>\n<p><strong>Ajudas<\/strong><\/p>\n<p>\u201cQuando vim para Bras\u00edlia, em 1967, eu ainda n\u00e3o tinha guitarra. Quem me emprestou foi um foi um amigo, C\u00e9sar Canedo. Eu n\u00e3o tinha nem grana, vim com zero de dinheiro. Canedo liderava um conjunto que se chamava Esquema 5, e me deu esse apoio inicial\u201d, recorda Ti\u00e3ozinho, nome art\u00edstico que ficou.<\/p>\n<p>Talento e simpatia tamb\u00e9m ajudaram para que ele prosperasse na vida art\u00edstica. Assim, al\u00e9m da Orquestra da TV Bras\u00edlia, tocou na banda Raulino e seus Big-Boys, nos primeiros tempos em que aqui estava.<\/p>\n<p>Com boas ideias e outro tanto de entusiasmo Ti\u00e3ozinho levou adiante o seu projeto de se tornar m\u00fasico, at\u00e9 culminar com a cria\u00e7\u00e3o da mais tradicional banda que por aqui surgiu \u201ccom sotaque nacional\u201d, tudo planejado.<\/p>\n<p>T\u00e3o prestigiadas e aplaudidas eram as apresenta\u00e7\u00f5es de sua banda que ela se tornou refer\u00eancia musical. Ti\u00e3ozinho e os outros cinco componentes do grupo ganharam notoriedade fora das fronteiras do Distrito Federal e foram convidados para hist\u00f3ricas apresenta\u00e7\u00f5es e entrevistas aos saudosos J\u00f4 Soares, Chico An\u00edsio e Chacrinha.<\/p>\n<p><strong><em>Com voc\u00eas, a hist\u00f3ria de Ti\u00e3ozinho, criador \u2013 \u201ccom orgulho\u201d \u2013 da inesquec\u00edvel Banda Squema Seis<\/em><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_3144\" aria-describedby=\"caption-attachment-3144\" style=\"width: 567px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3144 size-full\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema2.jpg\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"304\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema2.jpg 567w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema2-300x161.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema2-310x165.jpg 310w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3144\" class=\"wp-caption-text\">SQUEMA SEIS: A PRIMEIRA FORMA\u00c7\u00c3O &#8211; Evaldo Robson (saxofone), Ti\u00e3o Rodrigues (guitarra e viol\u00e3o), Marcelo (teclados\/vocal), Tim (contrabaixo e guitarra), Maur\u00edcio (vocal) e Franka (bateria\/vocal)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>O in\u00edcio<\/strong><\/p>\n<p>O interesse de Ti\u00e3ozinho pela m\u00fasica surgiu ainda na inf\u00e2ncia, incentivado pelos pais que estavam ligados no que havia de melhor nas r\u00e1dios brasileiras: Gilberto Alves, \u00c2ngela Maria, Orlando Silva, Francisco Petr\u00f4nio, Nelson Gon\u00e7alves, An\u00edsio Silva, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dorival Caymmi, Lupic\u00ednio Rodrigues, Ary Barroso&#8230; e os estrangeiros, Nat King Cole e The Platers&#8230; Depois vieram Tito Madi, Johnny Alf, Tom Jobim, Rita Lee, Jo\u00e3o Gilberto com a turma da Bossa Nova e por a\u00ed vai, numa lista de estrelas do nosso cancioneiro, quer na composi\u00e7\u00e3o de letras e ritmos quer na interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como todo garoto, Ti\u00e3ozinho at\u00e9 tentou no futebol jogando nas categorias de base de clubes de Goi\u00e2nia, mas o som musical o cativou primeiro, de forma mais forte e definitiva.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cQuando se nasce na periferia, as chances est\u00e3o voltadas para o futebol ou para a m\u00fasica\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Influ\u00eancias <\/strong><\/p>\n<p>\u201cEu tinha em casa a influ\u00eancia musical. Meu pai, Jo\u00e3o Ant\u00f4nio Rodrigues, tocava com amigos, todos ferrovi\u00e1rios. Ele era m\u00fasico amador e tinha um viol\u00e3o e um cavaquinho. Eu estava com seis anos, era um moleque que brincava na rua, catava garrafas, jogava bola com mais cinco irm\u00e3os, aquelas coisas de crian\u00e7a. Mas, sempre que podia, prestava aten\u00e7\u00e3o nos instrumentos, curioso que ela pelo som, em geral\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema3.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-3145\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema3.png\" alt=\"\" width=\"233\" height=\"151\" \/><\/a>Ti\u00e3ozinho tamb\u00e9m tinha contato com a m\u00fasica enquanto ajudava a av\u00f3, que lavava roupas para clientes ouvindo cantores famosos nas r\u00e1dios. Na \u00e9poca, a R\u00e1dio Nacional do Rio de Janeiro lan\u00e7ava os sucessos em lotad\u00edssimos programas de audit\u00f3rio.<\/p>\n<p>Enquanto Ti\u00e3ozinho crescia, chegavam as novidades e a m\u00fasica ia se renovando. Com os Beatles, por exemplo, ou com a m\u00fasica americana que ganhava espa\u00e7o com Elvis Presley, Bill Halley e seus Cometas, entre outros. O rock and roll chegava provocando grande impacto nas novas gera\u00e7\u00f5es. Por\u00a0 \u00a0aqui tamb\u00e9m se renovava, era tempo da Jovem Guarda, de Roberto Carlos e Erasmo; o embalo de Tim Maia, Jorge Bem, Celi Campello e tantos outros jovens cantores que surgiam.<\/p>\n<p><strong>\u00a0Movimentos<\/strong><\/p>\n<p>Certo \u00e9 que esses movimentos, daqui e do exterior, foram substituindo os estilos e atingiam, principalmente, cora\u00e7\u00f5es enamorados. A descontra\u00e7\u00e3o e a alegria da Jovem Guarda, a batida e o embalo da Bossa Nova e o sucesso mundial dos Beatles contrastavam com o samba-can\u00e7\u00e3o, balada rom\u00e2ntica que provocava dor de cotovelo, saudades, falava de trai\u00e7\u00f5es etc&#8230;<\/p>\n<p>\u201cEu estava com 13, 14 anos e enquanto aprendia a tocar viol\u00e3o tamb\u00e9m acompanhava essa transforma\u00e7\u00e3o de estilos. Cresci ouvindo m\u00fasicas com letras tr\u00e1gicas (\u201cMeu mundo caiu\u201d, por Maysa era um cl\u00e1ssico). A novidade que se apresentava era a mo\u00e7ada da Jovem Guarda e da Bossa Nova, que chegava com O Barquinho, Garota de Ipanema, Festa de Arromba&#8230; Era uma mudan\u00e7a de estilo muito grande. N\u00e3o sei quando vai ter outro movimento desse que eu vi transformar a m\u00fasica\u201d, lembra Ti\u00e3ozinho, que detalha mais um pouco:<\/p>\n<p>\u201cLembro do dia em que ouvi \u201cChega de Saudade\u201d, com Tom Jobim. Era ultramoderno e ali estava a transforma\u00e7\u00e3o de estilo musical. A gente estava acostumado com uma coisa bem quadradinha, com o samba do Ciro Monteiro, do breque de Moreira da Silva, com a Elizeth Cardoso, com a valsinha&#8230; a\u00ed criam a Bossa Nova e os Beatles. Era uma coisa diferente do chorinho e das valsinhas, que contrastava com a chegada arrasadora da Bosa Nova, dos Beatles e do Bebop, uma das correntes mais influentes do Jazz\u201d.<\/p>\n<p>Nessa onda de novidades musicais, Ti\u00e3ozinho coloca uma refer\u00eancia. Para ele, a m\u00fasica brasileira divide-se em antes e depois de Pixinguinha (1897-1973), do cl\u00e1ssico Carinhoso. \u201cMas, uma de suas interpreta\u00e7\u00f5es mais brilhantes \u00e9 \u201cRosa\u201d, diz Ti\u00e3ozinho, que cantarola um trecho: \u201cTu \u00e9s<br \/>\nDivina e graciosa, est\u00e1tua majestosa<br \/>\nDo amor, por Deus esculturada\u201d&#8230;<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 Pixinguinha na cabe\u00e7a\u201d, resume com admira\u00e7\u00e3o expl\u00edcita. \u201cEle foi pai de todo mundo! N\u00e3o foi letrista, mas essencialmente um grande arranjador, instrumentista, um maestro que tamb\u00e9m deu cara ao choro, g\u00eanero raramente cantado.<\/p>\n<p><strong>Inicia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca de transforma\u00e7\u00f5es musicais, Ti\u00e3ozinho tamb\u00e9m trabalhava em Bras\u00edlia, na loja da Brasilit, engraxava sapatos e vendia doces. Isso aumentava a renda dele e refor\u00e7ava o or\u00e7amento em casa.<\/p>\n<p>\u201cE quando eu podia prestava aten\u00e7\u00e3o vendo os outros tocando viol\u00e3o. Fui metendo a cara, eu era um autodidata. Crian\u00e7a aprende mais r\u00e1pido e foi assim que aprendi a inicia\u00e7\u00e3o. Meu pai sa\u00eda para trabalhar e quando voltava \u00e0 noite eu j\u00e1 mostrava para ele um avan\u00e7o no aprendizado\u201d, recorda.<\/p>\n<p><strong>Primeira m\u00fasica<\/strong><\/p>\n<p>Nesse aprendizado solit\u00e1rio, Ti\u00e3ozinho chegou \u00e0 sua primeira m\u00fasica no viol\u00e3o. Foi a valsa \u201cSe ela perguntar\u201d, de Dilermando Reis e Jair Amorim.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cSe ela um dia, por acaso, perguntar por mim&#8230; <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Diga, por favor, que eu sou feliz&#8230;\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Os consagrados Nelson Gon\u00e7alves, Orlando Silva, Noel Rosa, Pixinguinha, enfim, tamb\u00e9m estavam no repert\u00f3rio do ainda \u201caprendiz\u201d Ti\u00e3ozinho.<\/p>\n<p><strong>A estreia<\/strong><\/p>\n<p>O tempo passava e o aprendizado crescia por interesse do jovem goiano que, nas horas vagas do trabalho, carregava instrumentos da banda Apaches, do amigo Marcos Fontenele.<\/p>\n<p>Certa vez o irm\u00e3o de Marcos teve uma crise de apendicite e foi parar numa cirurgia de emerg\u00eancia. A banda, com compromissos no final de semana, ficou desfalcada.<\/p>\n<p>\u201cMarcos ia procurar substituto e eu me ofereci, dizendo que conhecia o repert\u00f3rio e achava que daria conta do recado\u201d, conta Ti\u00e3ozinho. \u201cMarcos ficou surpreso e eu tremi quando ele confirmou que eu tocaria. Fomos para um ensaio, ele solava e eu fui mostrando o que j\u00e1 sabia. Passei no teste do viol\u00e3o e chegou a vez da guitarra. Foi a primeira vez que peguei numa guitarra de forma oficial. Fiquei das 19h at\u00e9 a meia noite regulando o instrumento e sai do ensaio depois de ter passado o repert\u00f3rio inteirinho. Eu estava confirmado para tocar em tr\u00eas bailes, no fim de semana. Cinco horas cada um, com dois intervalos\u201d.<\/p>\n<p>Ti\u00e3ozinho estreou num baile no Clube Braslipo, de Jata\u00ed, Goi\u00e1s. Foi um sucesso, segundo ele. Depois, o segundo baile, em Rio Verde, clube Santa Helena, e \u2013 surpresa! \u2013 j\u00e1 recebendo o seu primeiro aumento salarial. O garoto mostrara que era mesmo do ramo e estava no caminho certo.<\/p>\n<p>\u201cFiquei empolgado com aquele resultado\u201d, conta Ti\u00e3ozinho. \u201cOs 40 dias em que toquei com o grupo me deram muita cancha, aprendi muito, porque baile \u00e9 como uma cl\u00ednica geral, na medicina, aparece de tudo, Bossa Nova, Samba, Bolero&#8230; E o momento era mesmo de aprendizado\u201d&#8230;<\/p>\n<p><strong>Apoio<\/strong><\/p>\n<p>\u201cMeu pai n\u00e3o criou caso porque comecei a faltar aos estudos para atender aos compromissos da m\u00fasica. Nas fam\u00edlias pobres isso ocorre muito, o importante \u00e9 trazer dinheiro para casa e eu come\u00e7ava a fazer isso. Era pouco, no in\u00edcio, mas ajudava. N\u00e3o tinha isso de s\u00f3 estudar. Era preciso correr, trabalhar e ajudar fam\u00edlia. E era o que eu estava fazendo\u201d.<\/p>\n<p><strong>Em S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p>No final dos anos 1970, Ti\u00e3ozinho fez uma pausa na programa\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia. Ele havia alcan\u00e7ado a \u201cmaturidade musical\u201d e foi conhecer as novidades em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u201cHouve um tempo em que o m\u00fasico tinha que ir para S\u00e3o Paulo viver o ambiente e conhecer as novidades que surgiam naquela capital\u201d, conta Ti\u00e3ozinho.<\/p>\n<p>\u201cVivi uma temporada com a banda Jongo Trio reduto de grandes m\u00fasicos e arranjadores brasileiros e tive convites para tocar com Roberto Carlos e Ivan Lins. Depois de um ano e meio em S\u00e3o Paulo e com muitas participa\u00e7\u00f5es conclui que eu era um m\u00fasico de verdade e que poderia trabalhar em n\u00edvel nacional\u201d.<\/p>\n<p><strong>Squema Seis<\/strong><\/p>\n<p>Quando retornou de S\u00e3o Paulo e j\u00e1 no mercado musical, Ti\u00e3ozinho pode avaliar as diferen\u00e7as profissionais. Por exemplo, em S\u00e3o Paulo ele ganhava R$ 2 mil por apresenta\u00e7\u00e3o. Em Bras\u00edlia, ganhou apenas R$ 200,00 numa apresenta\u00e7\u00e3o na Galeria dos Estados (Setor de Divers\u00f5es Sul), \u201cpara n\u00e3o ficar parado\u201d.<\/p>\n<p>Nesse retorno, ele participou da Superson 2000 e depois criou a banda Tom Maior, que durou um ano. Em seguida, Ti\u00e3ozinho come\u00e7ou a \u201cmaturar a ideia\u201d de uma banda daqui, com a cara e o jeito da gente de Bras\u00edlia, algo que ele j\u00e1 vinha estruturando na temporada paulista.<\/p>\n<p>Nessa proposta, Ti\u00e3ozinho tinha algumas exig\u00eancias: o novo grupo deveria ter representantes regionais de todo pa\u00eds; e a maioria dos integrantes, al\u00e9m de tocar o seu instrumento, deveria saber cantar. Na avalia\u00e7\u00e3o dele, Bras\u00edlia, que recebia gente de todos os cantos do pa\u00eds, era a cidade com perfil para encontrar esse tipo de profissional, o que daria \u00e0 banda uma dimens\u00e3o de representatividade nacional, como havia idealizado. Conversou com outros m\u00fasicos, fez pesquisas e montou o grupo.<\/p>\n<p>Foi com essa filosofia que surgiu a banda Squema Seis, que ganhou prest\u00edgio at\u00e9 hoje reconhecido, tanto pelo entrosamento do grupo, o ritmo, o repert\u00f3rio e o embalo de suas alegres apresenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cBras\u00edlia era uma cidade jovem estava aberta para ter uma banda com esse perfil. Escolhemos seis m\u00fasicos um de cada regi\u00e3o: um carioca, um pernambucano, um baiano, um goiano, que sou eu, um paulista e um tecladista de Uruguaiana, l\u00e1 do interior do Rio Grande do Sul. T\u00ednhamos contemplado todo o Brasil e, assim, apresentamos a primeira escala\u00e7\u00e3o: Evaldo Robson (saxofone), Ti\u00e3o Rodrigues (guitarra e viol\u00e3o), Marcelo (teclados\/vocal), Tim (contrabaixo e guitarra), Maur\u00edcio (vocal) e Franka (bateria\/vocal).<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, v\u00e1rias bandas faziam rod\u00edzio pela cidade, como no Clube 200, por exemplo, em Taguatinga, uma esp\u00e9cie de discoteca, sempre muito bem frequentada. Por l\u00e1 se apresentavam a Banda do Zuza, depois Banda do Sol, Paix\u00e3o e Sua Banda entre outras.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cBras\u00edlia tinha \u00f3timas bandas porque eram compostas, claro, por \u00f3timos m\u00fasicos\u201d, diz Ti\u00e3ozinho, hoje aposentado das apresenta\u00e7\u00f5es, mas sempre valorizando os profissionais do som. <\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Surge a Banda<\/strong><\/p>\n<p>Ti\u00e3ozinho era s\u00f3cio da Banda Tom Maior, mas n\u00e3o estava satisfeito. Enquanto isso, pensava na banda que havia idealizado formar. At\u00e9 o dia em que saiu da sociedade e come\u00e7ou a formar o novo grupo, j\u00e1 cumprindo a ideia de ter representantes regionais e que soubessem cantar, tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Coincidentemente, surgiu uma festa na AABR (Associa\u00e7\u00e3o Atl\u00e9tica Banco de Bras\u00edlia), e Ti\u00e3ozinho foi convidado para tocar, mas a nova banda que se formava ainda n\u00e3o tinha nome.<\/p>\n<p>\u201cO nome era fundamental, pois os organizadores da festa precisavam distribuir os cartazes anunciando a festa\u201d, lembra Ti\u00e3ozinho.<\/p>\n<p>Foi quando ele lembrou que em 1967, quando chegou em Bras\u00edlia, teve o apoio do amigo C\u00e9sar Canedo, que era o dono de uma banda chamada Esquema 5. Certa noite, Ab\u00edlio, que organizava a festa na AABR ligou para Ti\u00e3ozinho insistindo com o nome da banda, era um ultimato. \u201cComo \u00e9ramos seis no novo grupo que se formava, falei pra que que o nome era \u201cSkema 6, assim mesmo, com k e o n\u00famero 6, que se transformaria, mais tarde, em Squema Seis\u201d.<\/p>\n<p>Na semana seguinte, o m\u00fasico Clodo Ferreira (1951-2024) sugeriu que o \u00cdtalo, dono da ag\u00eancia de publicidade \u201cOficina de Comunica\u00e7\u00e3o\u201d preparasse os cartazes de divulga\u00e7\u00e3o do novo \u201cconjunto\u201d \u2013 como eram chamadas as hoje conhecidas \u201cbandas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEst\u00e1vamos pr\u00f3ximo da festa e \u00cdtalo n\u00e3o aceitou\u201d, recorda Ti\u00e3ozinho, que fez uma proposta irrecus\u00e1vel: \u201cVoc\u00ea cria os cartazes e eu retribuo na sua festa de encerramento de final do ano, sem cobrar\u201d, sugeriu.\u00a0 \u201c\u00cdtalo aceitou na hora, o problema estava resolvido.<\/p>\n<p>O fot\u00f3grafo Get\u00falio Rom\u00e3o comandou a primeira sess\u00e3o de imagens com o grupo na Pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes, pr\u00f3ximo ao Supremo Tribunal Federal com a Torre de TV ao fundo. A divulga\u00e7\u00e3o estava encaminhada e foi um sucesso.<\/p>\n<p>\u201cO poster foi uma cria\u00e7\u00e3o t\u00e3o espetacular que n\u00e3o tinha nada parecido. \u00cdtalo fugiu das cria\u00e7\u00f5es tradicionais, das poses dos m\u00fasicos sempre t\u00e3o iguais. Al\u00e9m disso, ele trabalhou o texto de forma estilizada, um show\u201d! \u2013 lembra Ti\u00e3ozinho. E lembra tamb\u00e9m, que precisou vender o seu carro Corcel para pagar o servi\u00e7o. Mas, era o lan\u00e7amento da Banda, ponto de partida de um grande neg\u00f3cio que com o tempo se confirmou.<\/p>\n<p><strong>Prest\u00edgio palaciano<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio de carreira, a cada conjunto\u00a0 que integrava, na guitarra, no viol\u00e3o ou vocal, Ti\u00e3ozinho ia formando o seu f\u00e3-clube; e se orgulha de uma performance muito especial: apresentou-se em festas palacianas de Bras\u00edlia por v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es presidenciais, a partir do general Costa e Silva (1967 a 1969) at\u00e9 Dilma Rousseff (2011 a 2016).<\/p>\n<p>\u201cA primeira vez que toquei no Pal\u00e1cio da Alvorada, em 1969, foi com a Deodato e sua Orquestra, no anivers\u00e1rio de Dona Yolanda Costa e Silva, mulher do general Arthur da Costa e Silva. Ela era muito alegre, gostava de m\u00fasica e de dan\u00e7ar\u201d, disse Ti\u00e3ozinho referindo-se \u00e0 primeira-dama do ditador.<\/p>\n<p>Em resumo: por 49 anos Ti\u00e3ozinho frequentou a agenda musical dos governos que se sucederam, desde os da ditadura at\u00e9 os do regime democr\u00e1tico, quando tamb\u00e9m colocou o Squema Seis, em especial, como refer\u00eancia no cen\u00e1rio pol\u00edtico-musical da cidade.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3146\" aria-describedby=\"caption-attachment-3146\" style=\"width: 558px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3146 size-full\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema4.jpg\" alt=\"\" width=\"558\" height=\"419\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema4.jpg 558w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema4-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 558px) 100vw, 558px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3146\" class=\"wp-caption-text\">O Squema Seis em nova forma\u00e7\u00e3o, tendo Ti\u00e3ozinho, com camisa xadrez e \u00f3culos escuros, como l\u00edder. O Squema Seis era o show<\/figcaption><\/figure>\n<p>Foi nesse contexto que o grupo se apresentou na visita do ex-presidente norte-americano, Ronald Reagan, em dezembro de 1982, no governo do general Figueiredo.<\/p>\n<p><strong>Contraste<\/strong><\/p>\n<p>Ti\u00e3ozinho faz uma pausa nas narrativas dos tempos dos generais no Poder e ri muito contando sobre as atividades paralelas por ele desenvolvidas, quando era lanterninha do Cine Teatro Goi\u00e2nia e fazia um \u201cbico\u201d, numa casa ao lado, camuflada, para assessorar reuni\u00f5es escondidas do PCB \u2013 Partido Comunista do Brasil.<\/p>\n<p>\u201cTocando nos Pal\u00e1cios da Alvorada e no do Planalto, eu lembrava que tamb\u00e9m atendia a um grupo de comunistas, em suas reuni\u00f5es \u00e0s escondidas. Eram todos do PCB, quando eu ouvia as discuss\u00f5es com base nas teses de Marx, Lenin e do anarquista Proudhon. Certa vez, at\u00e9 com a presen\u00e7a do ent\u00e3o l\u00edder do partido, Luiz Carlos Prestes. Eles se reuniam numa casa ao lado de um cine-teatro onde eu era lanterninha e pude acompanhar um pouco daqueles momentos. Ou seja, tocando em festas de generais da ditadura me vinha \u00e0 lembran\u00e7a os discursos do pessoal do PCB, quando aprendi um pouco sobre pol\u00edtica\u201d.<\/p>\n<p><strong>Leituras<\/strong><\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, Ti\u00e3ozinho tamb\u00e9m se instru\u00eda com leituras, de Khalil Gibran (autor de O Profeta), do baiano Jorge Amado, lia cl\u00e1ssicos, como O Grande Sert\u00e3o Veredas, citado pelos \u201ccamaradas\u201d nas reuni\u00f5es do PCB. \u201cIsso me facilitou nas rela\u00e7\u00f5es pessoais, pois eu j\u00e1 era um professor de viol\u00e3o que sabia e conhecia autores, o que me dava espa\u00e7o em algumas mesas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Aulas<\/strong><\/p>\n<p>Em Bras\u00edlia Ti\u00e3ozinho aumentava a renda dando aulas de viol\u00e3o para mulheres, que queriam aprender a batida da Bossa Nova. \u201cEu s\u00f3 dava aula para mulheres. Marmanjos n\u00e3o! Dois maridos me descobriram ensinando as esposas e mandaram eu vazar. Sa\u00ed fora logo\u201d&#8230;<\/p>\n<p><strong>Na Torre de TV<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-3147\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema5.jpg\" alt=\"\" width=\"279\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema5.jpg 279w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema5-226x300.jpg 226w\" sizes=\"auto, (max-width: 279px) 100vw, 279px\" \/><\/a>Em 1982, no anivers\u00e1rio de Bras\u00edlia, governo de Jos\u00e9 Ornellas, o Squema Seis foi convidado para animar uma apresenta\u00e7\u00e3o na Torre de TV, antecedendo a apresenta\u00e7\u00e3o de Gal Costa. Seria a sua primeira grande apresenta\u00e7\u00e3o externa, pois at\u00e9 ent\u00e3o tocava em clubes. Uma cr\u00f4nica publicada pelo jornalista Paulo Pestana (1958-2024), no Correio Braziliense, dizia que \u201cTi\u00e3ozinho topou na hora. Nem discutiu o cach\u00ea. Era uma retribui\u00e7\u00e3o a tudo o que a cidade tinha dado ao Squema Seis\u201d. Marcos Vin\u00edcius, assessor de Comunica\u00e7\u00e3o do GDF, \u00e0 \u00e9poca, pediu que o conjunto tocasse um jingle que a ag\u00eancia MPM tinha feito para a cidade. Ti\u00e3ozinho retrucou, dizendo que gostaria de tocar uma m\u00fasica de sua autoria para o anivers\u00e1rio, o \u201cCanto Bras\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p>Marcos Vinicius ficou curioso e pediu para que entoasse a in\u00e9dita composi\u00e7\u00e3o. \u201cSem viol\u00e3o n\u00e3o d\u00e1\u201d, disse ele. E concluiu: \u201cAmanh\u00e3 vou a Goi\u00e2nia, mas na quara feira eu lhe ostro a m\u00fasica\u201d, garantiu.<\/p>\n<p>\u201cNa verdade, eu queria era ganhar tempo, pois n\u00e3o tinha m\u00fasica nenhuma. Ia criar e tinha que ser r\u00e1pido\u201d, contou Ti\u00e3ozinho, rindo muito.<\/p>\n<p>Mas, a palavra foi cumprida. Em 24 horas ele fez a m\u00fasica e outro tanto foi destinado para que o poeta brasiliense, Nestor Kirschner fizesse a letra. Um sucesso! O GDF adorou a cria\u00e7\u00e3o musical. No mesmo dia os integrantes do Squema Seis viajaram para S\u00e3o Paulo onde gravaram a m\u00fasica da festa do anivers\u00e1rio da cidade e retornaram \u00e0 noite para Bras\u00edlia, quando entregaram para o jornalista Marcos Vin\u00edcius uma fita K7 com a grava\u00e7\u00e3o t\u00e3o esperada.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3148\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema6-300x191.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema6-300x191.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema6.jpg 361w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>No dia seguinte, com v\u00e1rias c\u00f3pias no bolso, Marcos Vin\u00edcius inundou as r\u00e1dios de Bras\u00edlia com o hino da festa. A m\u00fasica foi executada com tanta frequ\u00eancia que no dia da apresenta\u00e7\u00e3o, na Torre de TV, 200 mil pessoas presentes (segundo o Correio Braziliense) entoaram a Canto Bras\u00edlia. \u201cA melodia era f\u00e1cil e tinha um refr\u00e3o forte. Foi um espet\u00e1culo inesquec\u00edvel\u201d, lembra Ti\u00e3ozinho.<\/p>\n<p><strong>O atraso<\/strong><\/p>\n<p>Conforme o combinado, o Squema Seis aninou a festa na Torre de TV antes da apresenta\u00e7\u00e3o de Gal Costa. Ocorre que a artista baiana atrasou e o Squema Seis deitou e rolou. Como tinha uma banda com representantes de v\u00e1rios estados, Ti\u00e3ozinho comandou o espet\u00e1culo cantando os cl\u00e1ssicos mais conhecidos de cada um. \u201cO pessoal adorou. Ocorre que um popular pr\u00f3ximo ao palco reclamou que n\u00e3o hav\u00edamos cantado sobre o seu estado, Piau\u00ed. N\u00e3o tivemos d\u00favidas e sacamos <em>um \u201cO meu boi morreu, o que ser\u00e1 de mim, vou buscar outro, morena, l\u00e1 no Piau\u00ed\u201d&#8230; <\/em>Como a brincadeira estava boa, avan\u00e7amos, enquanto Gal esperava numa barraca improvisada, embaixo do palco\u201d, conta Ti\u00e3ozinho.<\/p>\n<p>\u201cDominamos a plateia e encerramos com Cidade Maravilhosa\u201d e abrimos espa\u00e7o para a artista da noite. Um show inesquec\u00edvel\u201d, lembra Ti\u00e3ozinho. apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O final<\/strong><\/p>\n<p>Em 2002, Ti\u00e3ozinho foi internado no hospital Santa L\u00facia para tratar de uma estafa \u2013 \u201choje \u00e9 estresse\u201d, diz ele. O ritmo de ensaios e apresenta\u00e7\u00f5es era alucinante. \u201cHouve uma \u00e9poca que tocamos em 228 eventos em um s\u00f3 ano. O cansa\u00e7o era enorme e come\u00e7amos a desacelerar\u201d, recorda Ti\u00e3ozinho.<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o, o n\u00famero de apresenta\u00e7\u00f5es foram reduzidas, at\u00e9 2004, quando a Banda Squema Seis encerrou as suas apresenta\u00e7\u00f5es, depois de 25 anos sob o comando de seu idealizador, Ti\u00e3o Rodrigues.<\/p>\n<p><strong><em>O som do Squema Seis, criado em 29 de outubro de 1979, que tocava com embalo e alegria, ficou na saudades<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Pioneiro<\/p>\n<p>Ti\u00e3ozinho, envolveu-se de tal forma com produ\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o art\u00edstica que o seu nome est\u00e1 entre os pioneiros da m\u00fasica de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>No seu curr\u00edculo musical, constam que ele tocou em mais de duas mil formaturas, entre col\u00e9gios, academias militares, faculdades e universidades; no ambiente pol\u00edtico, tocou para todos os ocupantes do Pal\u00e1cio do Planalto, desde os tempos da ditadura, a partir do general Arthur da Costa e Silva, que decretou o Ato Institucional n\u00ba 5, at\u00e9 a democrata Dilma Rousseff. Na esfera jur\u00eddica, Ti\u00e3ozinho tocou na posse de ministros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justi\u00e7a e no Tribunal Superior do Trabalho. No Itamaraty foram incont\u00e1veis apresenta\u00e7\u00f5es em recep\u00e7\u00f5es de presidentes de outros pa\u00edses em visitas oficiais, em festas de casamento etc.<\/p>\n<p><strong>Com esse desempenho, Ti\u00e3ozinho teve o seu trabalho reconhecido e numa iniciativa do deputado Chico Vigilante foi homenageado pela C\u00e2mara Legislativa do Distrito Federal, em setembro de 2024, quando recebeu o t\u00edtulo de\u00a0<\/strong><strong><em>\u201cCidad\u00e3o Honor\u00e1rio de Bras\u00edlia\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema7.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3149\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema7.jpg\" alt=\"\" width=\"850\" height=\"640\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema7.jpg 850w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema7-300x226.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/squema7-768x578.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz Filho de pais mineiros, Sebasti\u00e3o Rodrigues (foto) poderia ter sido um craque no futebol, mas \u201ca m\u00fasica foi mais r\u00e1pida\u201d. \u00a0Autodidata desde os 15 anos, ele evoluiu no aprendizado de guitarra e viol\u00e3o e, em 1967, foi convidado para integrar a Orquestra da TV Bras\u00edlia. 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