{"id":3039,"date":"2025-02-10T18:01:29","date_gmt":"2025-02-10T21:01:29","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/?p=3039"},"modified":"2025-02-10T18:01:29","modified_gmt":"2025-02-10T21:01:29","slug":"as-historias-do-marreta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/2025\/02\/10\/as-historias-do-marreta\/","title":{"rendered":"As hist\u00f3rias do Marreta"},"content":{"rendered":"<p>Por\u00a0H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz<\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-3040\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta1-193x300.jpg\" alt=\"\" width=\"193\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta1-193x300.jpg 193w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta1.jpg 384w\" sizes=\"auto, (max-width: 193px) 100vw, 193px\" \/><\/a>Uma les\u00e3o no joelho tirou o cearense Raimundo Ribeiro dos campos do futebol. Aos 20 anos, ele veio para Bras\u00edlia, integrou-se ao esporte e criou \u201cA Pelada do Marreta\u201d, promo\u00e7\u00e3o anual que encerra a temporada de futebol na cidade. Aos 85 anos, ele contribui para recuperar e preservar a mem\u00f3ria do esporte na Capital da Rep\u00fablica, que ajudou a construir.<\/em><\/p>\n<p>Quando desembarcou no Aeroporto de Bras\u00edlia, em fevereiro de 1960, Raimundo Ribeiro Campos ficou assustado. Vindo de Fortaleza, onde nasceu, em 1940, ele esperava encontrar mais conforto na nova Capital da Rep\u00fablica, que seria inaugurada dois meses adiante, em 21 de abril. Mas n\u00e3o. O Aeroporto, mesmo sendo \u201cinternacional\u201d, era um imenso barrac\u00e3o de madeira, bem pr\u00f3ximo da pista de pouso. Em volta, o cerrado ainda predominava. Bras\u00edlia estava em constru\u00e7\u00e3o e toda m\u00e3o-de-obra era bem-vinda.<\/p>\n<p>Uma hora depois do desembarque, Raimundo estava num carro de Pol\u00edcia, sua primeira carona. \u201cMeu pai, que j\u00e1 morava aqui, era amigo da turma e tratou de arrumar essa carona pra me receber\u201d, recorda.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-3041\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta2.jpg\" alt=\"\" width=\"235\" height=\"156\" \/><\/a>O trajeto do Aeroporto at\u00e9 o Acampamento da Vila Planalto, sua primeira e \u00fanica morada at\u00e9 hoje, foi por uma longa estrada de terra. Assim, saudado com muita poeira, Raimundo foi apresentado \u00e0 cidade onde trabalhou, cresceu e se consagrou como desportista.<\/p>\n<p>Essas lembran\u00e7as t\u00eam, hoje, um misto de aventura. Afinal, ele sa\u00edra da j\u00e1 moderna Fortaleza para viver num projeto de cidade&#8230; \u00a0Agora, 65 anos depois, ele reconhece que a decis\u00e3o da mudan\u00e7a foi pra l\u00e1 de acertada.<\/p>\n<p><strong><em>Vida nova que se iniciava, mas Raimundo n\u00e3o se livrou do apelido que ganhara muito cedo, \u201cMarreta\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong>Nas origens<\/strong><\/p>\n<p>Era um homem forte, corpo atl\u00e9tico e musculoso, mostram as fotos da \u00e9poca em que chegou, quando estava com 20 anos. Em campo, era do estilo que jogava s\u00e9rio, pesado, daqueles que n\u00e3o levava desaforo pra casa. Mm Bras\u00edlia, encontrei muito nordestino trabalhando na constru\u00e7\u00e3o da cidade. Eram os candangos. Alguns j\u00e1 me conheciam dos campos de futebol do Nordeste. E, l\u00e1, eu jogava de forma n\u00e3o muito \u201cdelicada\u201d&#8230; quando entrava numa bola dividida com um advers\u00e1rio\u201d, conta ele.<\/p>\n<p>Marreta ri baixinho e conclui: \u201cA turma dizia que eu batia forte, entrava dando marretada\u201d&#8230; Mais risadas. A compara\u00e7\u00e3o pegou e o apelido ficou, at\u00e9 hoje, j\u00e1 aos 85 anos, agora um homem de conversa d\u00f3cil e gentil.<\/p>\n<p>Enfim, quando os amigos o viram pelos canteiros de obras logo espalharam, \u201cO Marreta chegou\u201d! E o jogador conhecido no Nordeste instalava-se, em definitivo, na nova capital brasileira, com a for\u00e7a que a palavra sugere:<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>Bem-vindo, Marreta!<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>A decis\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os pais de Marreta tiveram 13 filhos, sendo sete homens. Quando Manuel, o pai, foi contratado por uma construtora de Brasilia, aceitou o desafio e trouxe 100 pe\u00f5es bons de bra\u00e7o para o trabalho que aqui n\u00e3o faltava. Mas, nesse time, nenhum era seu filho fato que ele lamentou, certa vez, com a mulher.<\/p>\n<p>Passado um tempo, depois de ter dado baixa do Quartel, Marreta avisou \u00e0 sua m\u00e3e: \u201cVou encontrar o meu pai. Vou l\u00e1 ajud\u00e1-lo a construir a capital\u201d. Estava com 20 anos. Os amigos at\u00e9 o alertaram que a cidade n\u00e3o estava pronta, havia muito barro, muita poeira, mas n\u00e3o adiantou. Marreta estava decidido e se mandou. E aqui est\u00e1, neste 7 de fevereiro de 2025, cabelos brancos contando sobre a sua trajet\u00f3ria, narrativa de valor que entra para a <em>Mem\u00f3ria da Cultura e do Esporte de Bras\u00edlia. \u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>No esporte<\/strong><\/p>\n<p>O cen\u00e1rio desta entrevista \u00e9 uma ampla \u00e1rea de entrada de sua casa, na rua DFL da hist\u00f3rica Vila Planalto, hoje um valorizados endere\u00e7o gastron\u00f4mico da capital Bras\u00edlia. A rua \u00e9 completa de casas bem constru\u00eddas, diferente daqueles tempos, quando Marreta aqui chegou: \u201cEra s\u00f3 barraco\u201d&#8230;. Afinal, l\u00e1 se v\u00e3o 65 anos&#8230;<\/p>\n<p>Na grande mesa onde estamos acomodados e conversando falta espa\u00e7o para Marreta espalhar as pastas e arquivos com recortes de jornais e fotografias de sua trajet\u00f3ria esportiva. Numa bancada pr\u00f3xima h\u00e1 outro tanto de material guardado, registros que a imprensa brasiliense fez ao longo de sua carreira.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3042\" aria-describedby=\"caption-attachment-3042\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3042 size-medium\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta3-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta3-300x225.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta3-768x576.jpg 768w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta3.jpg 847w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3042\" class=\"wp-caption-text\">Marreta, em entrevista a H\u00e9lio Tremendani \u00a0e Jos\u00e9 Cruz<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nas paredes dessa \u00e1rea est\u00e3o quadros com jornais da \u00e9poca, contando mais sobre os seus principais feitos, como \u201cA Pelada do Marreta\u201d, motivo de um cap\u00edtulo mais adiante.<\/p>\n<p>Em cada p\u00e1gina, em cada recorte, em cada imagem h\u00e1 lembran\u00e7as maravilhosas que reconstroem os tempos em que Bras\u00edlia tinha no futebol o seu principal ponto de lazer. Marreta se delicia com essas lembran\u00e7as e vai contanto \u201ccausos\u201d e fatos.<\/p>\n<p><strong>O joelho<\/strong><\/p>\n<p>Peladeiro em Fortaleza, Marreta at\u00e9 tentou investir no futebol candango, logo que aqui chegou. Mas um problema s\u00e9rio no joelho o impediu, o que n\u00e3o o deixou longe do futebol, contudo. \u201cEra uma situa\u00e7\u00e3o muito feia no joelho. Tentar corrigir n\u00e3o ajudaria\u201d, conforta-se, ainda hoje.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, ele conta que o fato de ter emprego e n\u00e3o jogar era coisa muito s\u00e9ria naqueles tempos. Afinal, a vaga era ocupada, preferencialmente, por quem era bom de bola, para refor\u00e7ar o time da empresa nas temporadas de bons campeonatos.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cEu n\u00e3o jogava, mas o Seu Didi segurou a peteca e me garantiu a vaga na empresa, foi um grande cara\u201d, conta Marreta, recordando os apoiadores de ent\u00e3o.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Didi Valdir de Carvalho era pai de P\u00e9ricles, um craque de bola, que chegou a jogar no Am\u00e9rica Mineiro. E foi Seu Didi quem arrumou emprego para Marreta no Departamento de For\u00e7a e Luz (Defel\u00ea), dessa vez como eletricista, com direito a carteira assinada e as vantagens da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Nesse novo cargo, Marreta conheceu Fuminho, que era um fisioterapeuta famoso. Com ele, aprendeu as \u201cmalandragens\u201d para ser um bom massagista, atividade que carecia de profissionais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3043\" aria-describedby=\"caption-attachment-3043\" style=\"width: 219px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3043\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta4-219x300.jpg\" alt=\"\" width=\"219\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta4-219x300.jpg 219w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta4.jpg 308w\" sizes=\"auto, (max-width: 219px) 100vw, 219px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3043\" class=\"wp-caption-text\">Numa passagem por Bras\u00edlia, Zico foi\u00a0atendido pelo ent\u00e3o massagista Marreta<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cCom Fuminho aprendi muito. Peguei a malandragem de onde apertar os m\u00fasculos, massagear e recuperar uma les\u00e3o. Gostei do que fazia, comecei a ler e estudar sobre o assunto e foi assim que consegui o meu primeiro emprego de massagista, no pr\u00f3prio time do Defel\u00ea. Mas Fuminho e Seu Didi sempre me ajudando\u201d, reconhece Marreta.<\/p>\n<p><strong>O primeiro jogo<\/strong><\/p>\n<p>Resid\u00eancia em ordem, emprego garantido Marreta apresentou-se tempos depois em outro emprego, uma construtora, claro. Era anotador fiscal. Daqueles que anotava todo tipo e quantidade de material que entrava no canteiro de obras. O movimento era fren\u00e9tico, Bras\u00edlia estava a dois meses de ser inaugurada (21 de abril de 1960). Havia filas de caminh\u00f5es carregando areia, brita, cimento, cal, tijolos&#8230; Marreta anotava tudo.<\/p>\n<p>Ali, conversando com os pe\u00f5es, soube que no domingo seguinte haveria um cl\u00e1ssico no campo da Vila Planalto entre os times do Pederneiras e do DFL. Essa sigla \u00e9 conhecida at\u00e9 hoje como \u201cDefel\u00ea\u201d e se referia ao Departamento de For\u00e7a e Luz de Bras\u00edlia, que tinha um forte time de futebol.<\/p>\n<p><strong>Atra\u00e7\u00e3o maior<\/strong><\/p>\n<p>Marreta lembra que a grande atra\u00e7\u00e3o daquele cl\u00e1ssico seria a presen\u00e7a do ent\u00e3o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, o ousado empreendedor que periodicamente visita as obras da nova capital.<\/p>\n<p>Domingo de jogo e, de fato, l\u00e1 estava JK, bem \u00e0 vontade e longe dos protocolos presidenciais, vestindo cal\u00e7a Jeans e camisa branca, que logo se tornaria amarela devido a poeirada do \u201ccampo\u201d de jogo. \u201cEra campo de areia, de barro, mesmo! Barro! \u2013 repete Marreta.<\/p>\n<p>\u201cA peonada era apaixonada por JK\u201d, conta Marreta. E o desafio era chegar perto do presidente. Se poss\u00edvel, driblar a seguran\u00e7a e passar a n\u00e3o na camisa dele, dar um tapinha nas costas. Muitos conseguiam e isso era a consagra\u00e7\u00e3o, a gl\u00f3ria, festejada por longo tempo, \u201ctocar no presidente\u201d&#8230;<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cJK era um \u00eddolo entre os pe\u00f5es. <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Ele abra\u00e7ava todo mundo, gostava de estar entre pessoas\u201d, lembra Marreta.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Havia outros \u201ccampos\u201d em Bras\u00edlia, a maioria por iniciativa das construtoras: Rabello, Nacional, Pederneiras. Mas o primeiro que recebeu gramado foi o do Defel\u00ea, segundo Marreta.<\/p>\n<p><strong>Craques<\/strong><\/p>\n<p>Era um tempo em que os craques da primeira gera\u00e7\u00e3o do futebol Brasiliense eram Beto Prestes, Bimba, Bet\u00e3o, o goleiro Matil, Gaguinho, outro goleiro famoso, que morreu em 2024. Mel\u00e3o, irm\u00e3o de H\u00e9lio Tremendani, Jo\u00e3o Dutra, Z\u00e9 Walter, esse sim considerado o melhor goleiro dos anos 1960.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3044\" aria-describedby=\"caption-attachment-3044\" style=\"width: 438px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3044\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta5.jpg\" alt=\"\" width=\"438\" height=\"298\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta5.jpg 438w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta5-300x204.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta5-110x75.jpg 110w\" sizes=\"auto, (max-width: 438px) 100vw, 438px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3044\" class=\"wp-caption-text\">Marreta, com uniforme branco, foi o massagista do Ceub, que derrotou o Botafogo\/RJ, por 2&#215;1, no est\u00e1dio Pelez\u00e3o, em 1972<\/figcaption><\/figure>\n<p>Enquanto isso, Marreta crescia na profiss\u00e3o de massagista. E como havia poucos profissionais desses na cidade, ele acabou indo fazer \u201cum bico\u201d no time de futebol de Sal\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o Acad\u00eamica da Universidade de Bras\u00edlia, (Faunb), mas sem perder a vaga no Defel\u00ea. A estreia de Marreta no time da Faunb foi no Campeonato Brasileiro de 1960, quando se formava a primeira gera\u00e7\u00e3o de craques dessa modalidade na capital da Rep\u00fablica.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3045\" aria-describedby=\"caption-attachment-3045\" style=\"width: 567px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3045\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta6.jpg\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta6.jpg 567w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta6-300x212.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3045\" class=\"wp-caption-text\">Marreta, pen\u00faltimo da esquerda para a direita, na delega\u00e7\u00e3o do time da Faunb<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>No basquete<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta7.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3046\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta7.jpg\" alt=\"\" width=\"582\" height=\"356\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta7.jpg 582w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta7-300x184.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 582px) 100vw, 582px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Fora do futebol e do futebol de sal\u00e3o, Marreta tamb\u00e9m foi massagista do time de basquete do Universo, de Bras\u00edlia, time que marcou \u00e9poca nessa modalidade, entre os anos de 2008 e 2019. Nesse per\u00edodo, o Universo sagrou-se campe\u00e3o brasileiro em 2007. Depois, entre 2009 e 2011 conquistou o tricampeonato do Novo Basquete Brasil.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3047\" aria-describedby=\"caption-attachment-3047\" style=\"width: 567px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta8.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3047\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta8.jpg\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"322\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta8.jpg 567w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta8-300x170.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3047\" class=\"wp-caption-text\">Sele\u00e7\u00e3o de futebol do DF, anos 1960. Em p\u00e9, da esquerda para a direita:<br \/>Atarciso Andrade, Aderbal, L\u00facio, \u00cdndio, Bimba, Sir Perez, Gaguinho e Seu Didi (Treinador); agachados: Marreta, Sabar\u00e1, Baiano, Beto Preti, Arnaldo Gomes e Eme\u00edlo<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>No ringue <\/strong><\/p>\n<p>Nessas andan\u00e7as, Marreta conheceu Francisco \u00cdndio, um judoca famoso nos primeiros anos de Bras\u00edlia que acabou se tornando destacado seguran\u00e7a do general Jo\u00e3o Figueiredo, que ocupava o cargo presidencial no regime ditatorial.<\/p>\n<p>Marreta tratou de uma les\u00e3o em \u00cdndio, quando soube que era ele quem trazia o grande lutador Waldemar Santana para se apresentar em Bras\u00edlia. Al\u00e9m do futebol, as lutas eram outro atrativo para a popula\u00e7\u00e3o ainda sem maiores espa\u00e7os de lazer.<\/p>\n<p>Santana era destaque nacional no boxe, na luta livre, no jiu jitsu, na capoeira e no vale tudo. Foi ele que, com a Fam\u00edlia Gracie, ajudou a difundir as lutas no Brasil.<\/p>\n<p>Essa novidade aproximou Marreta das lutas, mas sem chegar ao profissionalismo. \u201cEra s\u00f3 para fazer apresenta\u00e7\u00f5es preliminares e ganhar mais uns trocados\u201d, diz ele.<\/p>\n<p><strong>Pelada do Marreta<\/strong><\/p>\n<p>Era nesse ambiente que Marreta circulava, at\u00e9 que num certo final de ano, \u00e9poca das f\u00e9rias, ele observou que muita gente viajava para passar as festas natalinas com os seus familiares. Bras\u00edlia ficava deserta.<\/p>\n<p>Numa dessas, j\u00e1 nos anos 1980, Marreta observou que um bom n\u00famero de visitantes vinha para Bras\u00edlia. Eram jogadores que daqui tinham sa\u00eddo para outras cidades e voltavam, tamb\u00e9m de f\u00e9rias, para matar a saudade da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Foi quando Marreta teve a ideia de juntar a turma de visitantes e fazer uma \u201cpelada\u201d. Com isso, ele ofereceria um atrativo para o p\u00fablico, na \u00e9poca da \u201cseca\u201d do futebol. Fez a primeira \u201cpelada\u201d, contra uma sele\u00e7\u00e3o local. A turma gostou e a proposta se repetiu e dura at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>As atra\u00e7\u00f5es eram muitas: J\u00fanior Bras\u00edlia, Toni, que jogou no Botafogo, Nen\u00e9m, que estava num time de Portugal, Moura, Maurinho, do futebol de sal\u00e3o que integrou a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, Carlos Alberto, do Coritiba, o artilheiro Beijoca, que come\u00e7ou no Tiradentes e se consagrou no Bahia, Rildo, Dinarte, Cl\u00e1udio Garcia&#8230; e por a\u00ed vai. \u201cS\u00f3 tinha fera\u201d, diz Marreta, orgulhoso de seu feito.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cNuma dessas peladas, at\u00e9 o grande bicampe\u00e3o mundial, Nilton Santos, que morou dez anos em Bras\u00edlia, entrou em campo para refor\u00e7ar o time da cidade\u201d, conta Marreta<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta9.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-3048\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta9.jpg\" alt=\"\" width=\"219\" height=\"329\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta9.jpg 219w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta9-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 219px) 100vw, 219px\" \/><\/a>A ideia de criar \u201cA Pelada do Marreta\u201d foi apoiada logo pelo filho Jo\u00e3o Alberto (foto), que \u00e0 \u00e9poca ensaiava se tornar goleiro. Aos poucos, a proposta ganhou novos adeptos, entre eles o empres\u00e1rio Tatico, do ramo de alimentos, em Bras\u00edlia. \u201cTatico foi um pai para o sucesso da Pelada. Ele perguntava sobre o que precis\u00e1vamos e nos atendia. Certa vez, eu disse que queria ter uma \u201ccarninha\u201d pra oferecer um churrasquinho aos jogadores, depois da pelada. Ele mandou um boi inteiro. Foi uma festa, comida pra todo mundo\u201d. A Pelada do Marreta foi inclu\u00edda no calend\u00e1rio oficial do Distrito Federal a ser realizada a cada final de ano, encerrando a temporada de futebol.<\/p>\n<p><strong>Fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>Com J\u00falia, Marreta teve tr\u00eas filhos, Carlos Alberto, que que se destacou como goleiro, Paulo C\u00e9sar e K\u00e1tia Cristina, que se formou em Administra\u00e7\u00e3o de Empresas e hoje mora nos Estados Unidos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3049\" aria-describedby=\"caption-attachment-3049\" style=\"width: 225px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta10.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3049 size-medium\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta10-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta10-225x300.jpg 225w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta10.jpg 423w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3049\" class=\"wp-caption-text\">Na foto, o casal com o insepar\u00e1vel netinho Jo\u00e3o Felipe.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 2005, j\u00e1 separado, Marreta conheceu Leide Barros (foto), \u201ca mulher de valor que segura a barra aqui em casa\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>Em 2016 eles se casaram, j\u00e1 na presen\u00e7a dos filhos Ivan e Jo\u00e3o Pedro.<\/p>\n<p><strong>A surpresa <\/strong><\/p>\n<p>Nas suas andan\u00e7as pela Vila Planalto, Marreta parou, outro dia, no Restaurante da Tia Z\u00e9lia. Trata-se de um dos endere\u00e7os mais conhecidos da gastronomia da regi\u00e3o, atraindo clientes de toda capital pela qualidade do card\u00e1pio e ambiente ao ar livre, com mesas sobre frondosas \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Presen\u00e7a ilustre com alguma frequ\u00eancia \u00e9 a do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. Com esse prestigiado cliente, o restaurante tornou-se um consagrado reduto de petistas e simpatizantes.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta11.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3050\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta11-300x225.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta11-300x225.png 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta11-768x576.png 768w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta11.png 845w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Tia Z\u00e9lia (<em>na foto, com vestido em listras rosa e vermelho)<\/em> contou que certa vez Lula perguntou por Marreta. Queria saber sobre o personagem hist\u00f3rico da Vila Planalto. Marreta encheu-se de alegria com a not\u00edcia e encontrou o Presidente tempos depois, no mesmo espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Lula, ex-peladeiro, prometeu comparecer \u00e0 pr\u00f3xima Pelada, final de 2024. Por\u00e9m, com problemas de sa\u00fade que o levaram \u00e0 uma interna\u00e7\u00e3o de trinta dias, Marreta n\u00e3o realizou a Pelada da \u00faltima temporada. Assim, a atra\u00e7\u00e3o maior do pr\u00f3ximo jogo, em dezembro, dever\u00e1 ser a presen\u00e7a do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva.<\/p>\n<p><strong>Grandes nomes<\/strong><\/p>\n<p>Com o conhecimento de quem vivenciou de perto o futebol de Bras\u00edlia, desde as suas origens, h\u00e1 65 anos, Marreta faz a sua sele\u00e7\u00e3o, escolhe os melhores que viu jogar.<\/p>\n<p>Mel\u00e3o \u00e9 o primeiro que lhe vem \u00e0 lembran\u00e7a. \u201cEra um grande zagueiro. Marcou Pel\u00e9, num jogo da Sele\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia contra o Santos\u201d, recorda. Era da gera\u00e7\u00e3o de ouro das origens do futebol em Bas\u00edlia, segundo Marreta. Mel\u00e3o fez teste e teve a oportunidade de assinar com o Fluminense, jogou ao lado de Carlos Alberto Torres. Ele estava no juvenil, pronto pra subir aos profissionais. Mas n\u00e3o quis ficar por l\u00e1, alegou que \u201cn\u00e3o se adaptava\u201d, disse H\u00e9lio Tremendani, irm\u00e3o de Mel\u00e3o.<\/p>\n<p>Segue a sele\u00e7\u00e3o de Marreta, agora no futsal: Axel, \u201cn\u00e3o tinha pra ningu\u00e9m, era ele\u201d . No mesmo time ele cita Guairac\u00e1 e Arnaldo Gomes. No gol, tr\u00eas destaques, Lula, Fitinha e Waltinho.<\/p>\n<p><strong>Com Garrincha<\/strong><\/p>\n<p>Em maio de 1972, j\u00e1 encerrando carreira, Garrincha veio refor\u00e7ar o time do Ceub num jogo contra o Cruzeiro (0x0). A vinda do consagrado ponta direita do Botafogo e da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira foi articulada por Arnaldo Gomes, um experiente ponta esquerda do futebol de Bras\u00edlia. Arnaldo articulou para que Marreta acompanhasse Garrincha, que ficou hospedado no Bras\u00edlia Palace, \u00e0s margens do Lago Parano\u00e1.<\/p>\n<p>\u201cFoi uma passagem muito tumultuada, pois a companheira de Man\u00e9, a cantora Elza Soares, veio para Bras\u00edlia e atrapalhou as negocia\u00e7\u00f5es com o Ceub. Ela queria que, pela participa\u00e7\u00e3o no jogo, Garrincha ganhasse um apartamento na 308 Sul, o que n\u00e3o conseguiu\u201d, lembra Marreta.<\/p>\n<p><strong>Os melhores<\/strong><\/p>\n<p>De sua viv\u00eancia no futebol brasiliense, Marreta faz uma sele\u00e7\u00e3o dos melhores:\u00a0 Goleiro: Z\u00e9 Walter; \u00a0 Lateral direito: Aderbal; Zagueiro central: Mel\u00e3o; Quarto zagueiro: Bimba; Lateral esquerdo: Serginho; Meio campo: Z\u00e9 Maria e Jo\u00e3o Dutra; Ponta direita: Zez\u00e9; Centroavante: Beto Preti; Ponta esquerda: Arnaldo Gomes.<\/p>\n<p><strong>Obrigado, Marreta<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_3051\" aria-describedby=\"caption-attachment-3051\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta12.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3051\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta12-249x300.jpg\" alt=\"\" width=\"249\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta12-249x300.jpg 249w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/marreta12.jpg 590w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3051\" class=\"wp-caption-text\">na foto: Jos\u00e9 Cruz, Marreta, H\u00e9lio Tremendani e Jo\u00e3o Felipe, netinho de Marreta<\/figcaption><\/figure>\n<p>A Vila Planalto, assim como o N\u00facleo Bandeirantes e o Cruzeiro s\u00e3o redutos onde ainda hoje moram pioneiros brasilienses e seus familiares.<\/p>\n<p>Nesses locais, que por suas origens fogem ao tra\u00e7ado moderno de Bras\u00edlia, o esp\u00edrito comunit\u00e1rio predomina e o saud\u00e1vel princ\u00edpio de cumprimentar o \u201cvizinho\u201d ainda resiste \u00e0s modernidades.<\/p>\n<p>Foi a\u00ed, na Vila Planalto, ber\u00e7o do futebol candango, que encontramos Marreta, porta aberta nos esperando para uma conversa de duas horas. Ele faz parte da gera\u00e7\u00e3o pioneir\u00edssima da cidade e suas manifesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o valiosas para a hist\u00f3ria de Bras\u00edlia, desde o tempo em que estava sendo constru\u00edda. Marreta participou, com seu pai, Manuel, dessa constru\u00e7\u00e3o. Obrigado, Amigo, pela recep\u00e7\u00e3o e pelos relatos, valiosos para o prop\u00f3sito deste espa\u00e7o em que se recupera a \u201c<em>Mem\u00f3ria da Cultura e do Esporte em Bras\u00edlia\u201d. <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz Uma les\u00e3o no joelho tirou o cearense Raimundo Ribeiro dos campos do futebol. Aos 20 anos, ele veio para Bras\u00edlia, integrou-se ao esporte e criou \u201cA Pelada do Marreta\u201d, promo\u00e7\u00e3o anual que encerra a temporada de futebol na cidade. 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