{"id":3016,"date":"2025-01-31T17:41:49","date_gmt":"2025-01-31T20:41:49","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/?p=3016"},"modified":"2025-02-03T14:30:55","modified_gmt":"2025-02-03T17:30:55","slug":"peladeiros-de-todos-os-tempos-amigos-para-sempre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/2025\/01\/31\/peladeiros-de-todos-os-tempos-amigos-para-sempre\/","title":{"rendered":"Peladeiros de todos os tempos, amigos para sempre"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por<\/strong>\u00a0<strong>Jos\u00e9 Cruz<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Recuperar a mem\u00f3ria do esporte exige paci\u00eancia na busca de personagens; e n\u00e3o se contam hist\u00f3rias ouvindo somente campe\u00f5es ou bem-sucedidos atletas. Leiam que belos exemplos encontramos com quem viveu o futebol peladeiro, l\u00e1 nas origens de Bras\u00edlia<\/em><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luciano1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-3021\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luciano1.jpg\" alt=\"\" width=\"232\" height=\"377\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luciano1.jpg 232w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luciano1-185x300.jpg 185w\" sizes=\"auto, (max-width: 232px) 100vw, 232px\" \/><\/a>Boas lembran\u00e7as daqueles tempos do futebol amador \u2013 em que muitos se tornaram profissionais \u2013 s\u00e3o contadas, tamb\u00e9m, por hoje veteranos peladeiros. Todos aqui chegaram muito cedo e conviveram com a agitada constru\u00e7\u00e3o da Capital da Rep\u00fablica, divertindo-se com a \u00fanica oportunidade de lazer que tinham: jogar bola.<\/p>\n<p>Luciano Martins Gomes (foto), cearense de Caucaia, aqui desembarcou com a fam\u00edlia em 1958. Ele foi um daqueles craques das peladas candangas, quando os \u201ccampos\u201d eram de areia e poeira, na \u00e9poca da seca, ou\u00a0 no barro e na \u00e1gua, nas temporadas de chuvas. Eram espa\u00e7os improvisados para a bola rolar e, assim, fazer a alegria da garotada que formava a primeira popula\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia. Todos muito bem-vindos.\u00a0 O tempo passou&#8230; Hoje, com 74 anos e \u00f3tima mem\u00f3ria, Luciano recupera hist\u00f3rias sobre aqueles momentos de inicia\u00e7\u00e3o esportiva. Ele tamb\u00e9m conta sobre jogos de \u201carrepiar\u201d, na adolesc\u00eancia e na fase adulta.<\/p>\n<p><strong><em>Luciano em visita \u00e1 sede da Aruc<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u201cArrepios\u201d, de verdade, express\u00e3o sem exageros, porque, no bom portugu\u00eas, o \u201cpau quebrava\u201d em peladas de maiores adversidades em que, muitas vezes, nem mesmo uma ta\u00e7a estava em disputa.<\/p>\n<p>Os jogadores entravam em campo por \u201cpura divers\u00e3o\u201d. Mas, com a bola rolando, era \u201ccora\u00e7\u00e3o no bico da chuteira\u201d para se tornar vencedor. Isso quanto tinha algu\u00e9m de chuteira, porque muitos jogavam de t\u00eanis e, at\u00e9, descal\u00e7os&#8230;<\/p>\n<p>Foram disputas t\u00e3o maravilhosas que Luciano n\u00e3o esconde um sorriso com uma mistura de saudosismo quando relembra um daqueles entreveros e arremata:<\/p>\n<p><strong><em>\u201cFoi tudo muito bom\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Chope da harmonia<\/strong><\/p>\n<p>E sabem do melhor dessas mem\u00f3rias? \u00c9 um final feliz para os dois lados que dura at\u00e9 hoje. Tudo acaba em chope! Vamos explicar:<\/p>\n<p>Muitos \u2013 mais de 100 \u2013 daqueles peladeiros que se tapeavam em campo como advers\u00e1rios, hoje se re\u00fanem em confraterniza\u00e7\u00f5es de amigos, que se renovam a cada quarta-feira, quando surgem mais e mais lembran\u00e7as dos tempos das boas jogadas, uma \u00e9poca em todos eram craques. Detalhes sobre isso est\u00e1 mais adiante. Continuem lendo, por favor.<\/p>\n<p><strong>Cicatrizes<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEu jogava futebol de sal\u00e3o e de campo. Gostava mais do de campo, foi o que mais pratiquei, sem d\u00favida. Mas, tamb\u00e9m lutei jud\u00f4 por algum tempo\u201d, disse Luciano apresentando as suas credenciais de desportista inveterado, entre elas cirurgias para colocar duas pr\u00f3teses nos joelhos, cujas cicatrizes ainda est\u00e3o bem vis\u00edveis.<\/p>\n<p>Quando come\u00e7ou a trabalhar, Luciano jogou por duas institui\u00e7\u00f5es que se tornaram refer\u00eancia do futebol amador local: no Correio Braziliense, jornal de prest\u00edgio na cidade e fundado no mesmo dia da inaugura\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, e no time da Gr\u00e1fica do Senado, que tinha na dire\u00e7\u00e3o, \u00e0 \u00e9poca, um dos grandes jogadores do futebol local, o carioca Arnaldo Gomes.<\/p>\n<p>Luciano \u00e9 t\u00e3o arraigado \u00e0 hist\u00f3ria futebol\u00edstica do Distrito Federal, que se tornou eficiente consultor deste site, acompanhando os rep\u00f3rteres em algumas reportagens em entrevistas com ex-jogadores que foram seus contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p><strong>Como era<\/strong><\/p>\n<p>Para o leitor que n\u00e3o conheceu Bras\u00edlia \u201cdaqueles tempos\u201d, \u00e9 bom situar o ambiente de ent\u00e3o, onde viviam os primeiros habitantes vindos de todo os recantos nacionais.<\/p>\n<p>Como era a integra\u00e7\u00e3o entre Luciano e sua turma, ainda estudantes prim\u00e1rios, e qual era o lazer dos candangos, oper\u00e1rios que erguiam a charmosa Capital? Vamos em frente, porque as respostas a essas indaga\u00e7\u00f5es est\u00e3o no texto.<\/p>\n<p><strong>Obras<\/strong><\/p>\n<p>Quando aqui chegou em 1958, dois anos antes da inaugura\u00e7\u00e3o da cidade, Luciano encontrou no centro de Bras\u00edlia um imenso canteiro de obras. Ali surgia a maravilhosa e funcional Esplanada dos Minist\u00e9rios, com seus pr\u00e9dios e pal\u00e1cios, orgulho da mais leg\u00edtima arquitetura nacional, cria\u00e7\u00e3o do g\u00eanio Oscar Niemeyer. O conjunto foi complementado pelas arrojada linhas da Catedral, inigual\u00e1vel no mundo, e do Teatro Nacional, ambos monumentos com vis\u00edveis retoques de pura arte.<\/p>\n<p>Ao redor dessas obras era pura natureza onde dominava o extenso Cerrado, com sua vegeta\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica de \u00e1rvores baixas, caules tortos e galhos retorcidos, resistentes aos tempos de seca. Mas, aos poucos, esse riqu\u00edssimo bioma foi invadido pelas superquadras residenciais, onde surgiam as Asas Norte e Sul. A\u00ed, j\u00e1 era outro projeto, mas, tamb\u00e9m, ousado e in\u00e9dito no mundo, de um arquiteto internacionalmente reconhecido e premiado chamado L\u00facio Costa.<\/p>\n<p><strong>O Gavi\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os trabalhadores e suas fam\u00edlias que aqui vinham morar como a do ainda moleque Luciano, acomodava-se na Cidade Livre \u2013 hoje N\u00facleo Bandeirantes \u2013, na Candangol\u00e2ndia e no \u201cGavi\u00e3o\u201d, comunidade que deu origem ao cultural Bairro do Cruzeiro, reduto do samba, do esporte e da boa vizinhan\u00e7a.<\/p>\n<p>Assim, com a Esplanada em obas e essas pequenas comunidades residenciais fecha-se o mapa geogr\u00e1fico que Luciano, sua turma e os primeiros moradores de Bras\u00edlia dispunham para circular, estudar e se divertir, mas que rapidamente foi crescendo e fixando espa\u00e7os espec\u00edficos.<\/p>\n<p>Mas, h\u00e1 um detalhe: antes de se chamar Cruzeiro, o bairro se chamava \u201cCemit\u00e9rio\u201d. Segundo o historiador Helio Tremendani, o nome foi porque o bairro \u201cera formado por casinhas brancas em meio \u00e0 poeira vermelha do cerrado\u201d, dando ao local um ambiente des\u00e9rtico e desanimador.<\/p>\n<p>Helio Tremendani continua:<\/p>\n<p>\u201cNaquele tempo, al\u00e9m de afastado, o lugar parecia uma selva, com mato alto e animais circulando pelas ruas, como veados, cobras e gavi\u00f5es. Surgiu, da\u00ed, seu segundo apelido: Bairro do Gavi\u00e3o. Mas os moradores n\u00e3o gostavam daquela alcunha, pois consideravam-na depreciativa. Ent\u00e3o, em 1960, o bairro foi batizado oficialmente de Cruzeiro\u201d, pela proximidade com a Pra\u00e7a do Cruzeiro, local da Primeira Missa em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Pronto, est\u00e1 fechado o mapa geogr\u00e1fico daqueles anos iniciais da nova Capital, onde o futebol surgiu como primeira op\u00e7\u00e3o de lazer para os moradores, para as crian\u00e7as e para os oper\u00e1rios, principalmente. Luciano retoma a narrativa de suas aventuras esportivas.<\/p>\n<p><strong>Lazer: jogar bola<\/strong><\/p>\n<p>Para oferecer lazer aos seus oper\u00e1rios nos fins de semana, as construtoras instaladas em Bras\u00edlia formavam times de futebol e organizavam campeonatos, incentivando o surgimento de novas equipes: Rabello, Defel\u00ea, Cruzeiro do Sul, Campineira, Coenge &#8230; e por a\u00ed vai.<\/p>\n<p>Luciano aqui chegou tamb\u00e9m com o seu primo e irm\u00e3o de cria\u00e7\u00e3o, Nelson Mota Gomes, jornalista que circulou pelas reda\u00e7\u00f5es dos jornais e, mais tarde, ganhou destaque como rep\u00f3rter de esportes da TV Globo local.<\/p>\n<p>Com sete anos, Luciano foi estudar na escola onde sua m\u00e3e, Maria Am\u00e9lia Mota Gomes, lecionava.\u00a0 O pai, Jos\u00e9 Orestes Martins Gomes, trabalhava na Secretaria de Via\u00e7\u00e3o e Obras do Governo do Distrito Federal (GDF).<\/p>\n<p>O tempo passou, o futebol evolu\u00eda, os peladeiros cresciam e Luciano come\u00e7ou a trabalhar. Inicialmente, na pagina\u00e7\u00e3o do Correio Braziliense, de 1968 a 1976. Depois, no Di\u00e1rio Oficial do GDF.<\/p>\n<p>\u201cMais tarde, pela minha experi\u00eancia em artes gr\u00e1ficas, fui parar na Gr\u00e1fica do Senado, que tinha um grande parque de impress\u00e3o\u201d, conta Luciano.<\/p>\n<p>\u201cEu j\u00e1 conhecia o diretor dessa Gr\u00e1fica, Arnaldo Gomes. Jog\u00e1vamos num time de futsal, o Carioca, que era a base da Sele\u00e7\u00e3o Universit\u00e1ria de Bras\u00edlia. O time era formado por Waltinho, Walmir, Axel, Arnaldo e Guairac\u00e1, um grande time, quem sabe o melhor que j\u00e1 teve em Bras\u00edlia. Eu era reserva, mais o goleiro Roberto, o Solon e o Gugu, que era irm\u00e3o do Arnaldo.<\/p>\n<p>Tem mais:<\/p>\n<p>\u201cEu ainda arrumava tempo para jogar no time do Gr\u00eamio Esportivo Brasiliense. Foi em 1976. Era um time em que o dono s\u00f3 trazia jogadores de fora, de outras cidades. Eu era o \u00fanico de Bras\u00edlia que jogava como titular\u201d, conta Luciano.<\/p>\n<p><strong>Profissionais<\/strong><\/p>\n<p>Foi nas peladas dos campos de areia ou de barro que surgiram excelentes craques no futebol local e se tornaram destaques nacionais.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luciano2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-3022 size-medium\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luciano2-253x300.jpg\" alt=\"\" width=\"253\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luciano2-253x300.jpg 253w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luciano2.jpg 445w\" sizes=\"auto, (max-width: 253px) 100vw, 253px\" \/><\/a>\u201cPaulo Victor, que fez \u00e9poca como goleiro titular do Fluminense na d\u00e9cada de 1980 e atuou pela Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, foi um desses peladeiros que se destacou no futebol profissional local\u201d, conta Luciano, que pertencia a uma gera\u00e7\u00e3o dez anos a mais que a de Paulo Vitor.<\/p>\n<p>\u201cPaulo Victor \u00e9 paraense que veio com a fam\u00edlia para Bras\u00edlia e chegou aos campos de peladas. Queria jogar na linha, l\u00e1 no campo do Cruzeiro. Mas, como \u00e9ramos maiores, ele nos obedecia e ia para o gol, resmungando, mas ia\u201d, recorda Luciano esses momentos que viveu ao lado de H\u00e9lio Tremendani, amigos at\u00e9 hoje. Eram os \u201cmand\u00f5es\u201d do time, como se diz.<\/p>\n<p>Paulo Victor cresceu como goleiro e acabou indo para o Time do Ceub, primeiro clube de Bras\u00edlia a ganhar destaque nacional; Depois, foi para o E.C. Vit\u00f3ria ponte para chegar ao Fluminense, do Rio de Janeiro, em 1981 e dali para a Sele\u00e7\u00e3o, onde atuou entre 1984 e 1986. Atualmente, ele est\u00e1 com 68 anos e presta consultorias esportivas.<\/p>\n<p><strong>Craque no Santos<\/strong><\/p>\n<p>Outro brasiliense que destacou e chegou ao Santos Futebol Clube foi Salom\u00e3o Alves do Couto.<\/p>\n<p>\u201cSalom\u00e3o era de uma gera\u00e7\u00e3o 10 anos mais velha que a nossa\u201d, conta Luciano. Al\u00e9m de jogar muito bem, era um \u00f3timo conselheiro. Era o nosso \u201cmestre\u201d que ensinava a n\u00e3o ser violento nas jogadas, evitar brigas com os advers\u00e1rios etc. Aquilo funcionava como uma ordem para n\u00f3s\u201d, diz Luciano.<\/p>\n<p>H\u00e9lio tamb\u00e9m tem \u00f3timas lembran\u00e7as da conviv\u00eancia com esse craque e at\u00e9 j\u00e1 escreveu um depoimento, a seguir reproduzido:<\/p>\n<p><strong><em>\u201cSalom\u00e3o Jogou no N\u00e1utico, de Recife, no Santos\/SP e no Vasco\/RJ. Nos anos 70, Salom\u00e3o teve uma passagem pelo Cruzeiro Velho e jogamos juntos no Tocantins, que tinha um campo em frente \u00e0\u00a0 3\u00b0 DP, e no time da R\u00e1dio Alvorada, comandado pelo locutor Neco de Almeida. Na \u00e9poca, o craque Pernambucano ficou uma temporada no Cruzeiro, na casa de parentes, pois veio a Bras\u00edlia fazer um curso de especializa\u00e7\u00e3o em medicina\/neurologia. A conviv\u00eancia com Salom\u00e3o foi muito boa. Ele passava para o nosso time toda experi\u00eancia por ter jogado nos melhores times do Brasil. Muito tranquilo, craque com a bola nos p\u00e9s, n\u00e3o aceitava indisciplina dentro de campo.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luc3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3017\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luc3.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"294\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luc3.jpg 420w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luc3-300x210.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Time da R\u00e1dio Alvorada de Bras\u00edlia &#8211; 1970<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Da esquerda para a direita:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>EM P\u00c9:<\/strong> Neci de Almeida, L\u00facio, Dercival, Helio<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Tremendani, Talmare e Z\u00e9 Carlos;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>AGACHADOS:<\/strong> Jo\u00e3o, Salom\u00e3o, Manoel, Arthur e China<\/p>\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o de craques<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 outro exemplo de que as peladas em Bras\u00edlia n\u00e3o eram s\u00f3 disputas de momento, brigas etc. Isso \u00e9 pr\u00f3prio dos peladeiros, n\u00e3o tinha problema. Mas, os que tinham talento levavam aquilo a s\u00e9rio e se projetaram como craques para grandes equipes nacionais\u201d, refor\u00e7am Luciano e H\u00e9lio. Luciano traz outro exemplo, o goleiro Nego.<\/p>\n<p>\u201cNo primeiro semestre de 1976, eu jogava no Gr\u00eamio Esportivo Brasiliense. Nego era o goleiro, que acabou sendo contrato pelo Cruzeiro de Minas Gerais, como reserva do grande Raul Plassmann\u201d.<\/p>\n<p>Luciano lembra outros nomes numa escala\u00e7\u00e3o que tinha Luiz Carlos, ele mesmo, Luciano, na zaga, com Grimaldi, que foi jogar no Nacional de Manaus; no meio de campo eram Marquinhos, Jaime e Hamilton. Na frente tinha Gon\u00e7alves, L\u00e9o, que jogou no Bras\u00edlia Esporte Clube, e Moacir, que foi para a Portuguesa paulista. \u201cEsse Moacir jogava muito\u201d, refor\u00e7a Luciano. In\u00e1cio Milani era o treinador.<\/p>\n<p>Com esse grupo o Brasiliense conquistou o primeiro turno do campeonato candango, o Trof\u00e9u Imprensa na \u00e9poca. Tamb\u00e9m ganhou o segundo turno e foi para a disputa do t\u00edtulo com o Bras\u00edlia E.C. mas terminando como vice-campe\u00e3o. Os jogos eram disputados no campo da Metropolitana, s\u00e1bados \u00e0 tarde, e no do Pelez\u00e3o.<\/p>\n<p>Desses campeonatos participavam, tamb\u00e9m, o Ceub, o Gama, Taguatinga, Humait\u00e1, Canarinho, Flamenguinho, Bras\u00edlia, Sobradinho e Gr\u00eamio. Quando os jogos eram no Pelez\u00e3o, o p\u00fablico chegava a oito, dez mil pessoas, sem exageros\u201d garante Luciano.<\/p>\n<p><strong>Prazer de jogar<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA gente jogava muito e em muitos times porque se tinha prazer em jogar bola. Conhec\u00edamos uns aos outros, havia interc\u00e2mbio de jogadores. Quando n\u00e3o tinha campeonato, havia peladas todos os s\u00e1bados \u00e0 tarde no Clube Unidade Vizinhan\u00e7a, na 308 Sul. O time era formado pelo Montenegro, que depois entrou para a Pol\u00edcia Federal. Ele n\u00e3o jogava muito bem, mas bancava tudo no futebol so\u00e7aite, pagava at\u00e9 a cerveja depois as peladas. E campo era muito bom&#8230; \u00e9 bom at\u00e9 hoje\u201d, reconhece Luciano. \u201cFoi esse time que jogavam verdadeiros craques, como Axel, Waltinho e Solon, todos meus amigos\u201d.<\/p>\n<p><strong>Sele\u00e7\u00e3o Sindical<\/strong><\/p>\n<p>Adorei jogar na Sele\u00e7\u00e3o Sindical. Ganhamos o Zonal, em Belo Horizonte, \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 que tinha representa\u00e7\u00f5es do Distrito Federal, de Minas Gerais, Goi\u00e1s, do ent\u00e3o Estado da Guanabara e do Estado do Rio de Janeiro. A decis\u00e3o foi em Bras\u00edlia, com as sele\u00e7\u00f5es do Paran\u00e1, Bahia, Cear\u00e1 e a do Distrito Federal. Fizemos 3&#215;0 no Bahia no primeiro jogo. No segundo, contra o Sindicato dos Estivadores do Paran\u00e1 n\u00f3s ganh\u00e1vamos de 2&#215;0 e t\u00ednhamos um p\u00eanalti para cobrar. Eles partiram para cima do juiz e brigaram at\u00e9 com o policiamento. Inconformados, abandonaram a quadra. No jogo final (contra quem?), empatamos em dois gols. Como jog\u00e1vamos pelo empate nos tornamos campe\u00f5es sindicais\u201d, recorda Luciano.<\/p>\n<p>O time base dessa competi\u00e7\u00e3o era formado por Itamar, Maninho, J\u00falio Itacarambi, Toninho e Serginho; Luciano, Raimundinho e Banana; Mineirinho, Roberto C\u00e9sar e Zequinha. \u201cRoberto C\u00e9sar era muito bom no ataque e mais se profissionalizou indo jogar no Cruzeiro\u201d, conta Luciano.<\/p>\n<p><strong>Desacelerando <\/strong><\/p>\n<p>\u201cDepois das pr\u00f3teses nos joelhos, comecei a desacelerar. Foi em 1978, eu jogada no Corinthians, do Guar\u00e1.\u00a0 Joguei cinco nesses sem receber. A\u00ed decidi ficar s\u00f3 com as peladas nos campos de areia l\u00e1 no Cruzeiro. O futebol profissional aqui de Bras\u00edlia exigia muito, mas dava muito pouco\u201d.<\/p>\n<p>Com o avan\u00e7ar da idade, era prudente parar. E passou a acompanhar o futebol universit\u00e1rio, onde o seu filo, Hugo Costa Gomes, que estudava no curso de Com\u00e9rcio Exterior, atuava. \u201cHugo em homenagem ao meu grande amigo Hug\u00e3o\u201d, revela Luciano.<\/p>\n<p>\u201cFoi quando outro amigo, Abelardo, que me chamava de Mulambo, s\u00f3 pra me sacanear, me chamou para trabalhar no time de futebol juvenil do Bras\u00edlia. E eu fui. E com eles fui ao Brasileiro Universit\u00e1rio de 2003 e 2004, quando nos sagramos bicampe\u00f5es. Em 2005, fomos \u00e0 Univers\u00edade, na Turquia, mas perdemos na semifinal para a It\u00e1lia. Perdemos tamb\u00e9m para o Marrocos, nos p\u00eanaltis, na disputa pelo terceiro lugar. Nessa \u00e9poca, Paulo Victor era o treinador de goleiros\u201d, recorda Luciano.<\/p>\n<p>Abelardo, que se destacou tamb\u00e9m como grande t\u00e9cnico e gestor de handebol, formado em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica pela Faculdade Dom Bosco, morreu no ano passado. Foi uma grande perda para o esporte brasiliense e brasileiro.<\/p>\n<p><strong>JUD\u00d4<\/strong><\/p>\n<p>\u201cNo jud\u00f4, o Ant\u00f4nio Santana de Abreu foi um dos maiores judocas de Bras\u00edlia, depois tornou-se treinador e foi o meu t\u00e9cnico. Era amigo de meu pai. Depois se juntou com outro grande judoca, o Mi\u00fara e fundaram a Academia Sanmi (Santana e Mi\u00fara)\u201d, relembra Luciano.<\/p>\n<p>O jud\u00f4 n\u00e3o era o forte de Luciano, mas nesse esporte disputou competi\u00e7\u00f5es importantes, com o Brasileiro juvenil de 1968 e 1969, quando a delega\u00e7\u00e3o ficou alojada no quarto andar do monumental est\u00e1dio do Maracan\u00e3. Tamb\u00e9m lutou na Olimp\u00edada do Ex\u00e9rcito, em 1970, em Curitiba, categoria peso m\u00e9dio,<\/p>\n<p><strong>Tempo bom<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luc4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-3018 size-medium\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luc4-294x300.jpg\" alt=\"\" width=\"294\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luc4-294x300.jpg 294w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luc4-70x70.jpg 70w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luc4.jpg 651w\" sizes=\"auto, (max-width: 294px) 100vw, 294px\" \/><\/a>Luciano e H\u00e9lio Tremenadani est\u00e3o lado a lado h\u00e1 d\u00e9cadas. A dupla abre a cachola e conta hist\u00f3rias e mais hist\u00f3rias. De fato, eram viv\u00eancias muito al\u00e9m do futebol e que, com o tempo, contribuiu para fortalecer a amizade dos peladeiros brig\u00f5es daquela \u00e9poca. Veja a\u00ed os \u201ccausos\u201d do Luciano&#8230; H\u00e9lio ouve e vai concordando:<\/p>\n<p><strong><em>Luciano e H\u00e9lio na sede da Aruc<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u201cTempo bom era quando o jogo terminava e o pau comia. Ainda hoje, quando encontro com amigos, lembramos muito daquelas brigas. Era futebol amador mesmo: futebol, briga e depois cerveja com todo mundo junto.<\/p>\n<p>No Cruzeiro tinha um time, a Ferrovi\u00e1ria. Seu Cardoso era o dono. O cl\u00e1ssico da \u00e9poca por l\u00e1 era Horto Florestal x Ferrovi\u00e1ria. J\u00e1 o dono do Horto era o Agnelo. O jogo era no barr\u00e3o. N\u00e3o se via futebol, era porrada mesmo. Teve uma jogada que levantei a perna para dar uma janela no Agnelo, mas ca\u00ed e gritei. Seu J\u00falio, presidente da Ferrovi\u00e1ria, j\u00e1 meio b\u00eabado, entrou em campo, e falou: `Pode matar o Neg\u00e3o. Ele chutou voc\u00ea e voc\u00ea n\u00e3o reagiu\u00b4. A barra ficava pesada! O Edivaldo mandou parar tudo, fechava o tempo. Eu sa\u00eda cedinho de casa e chegava de madrugada. Aqui na Aruc tinha um barrac\u00e3o de madeira. N\u00e3o era s\u00f3 pra reunir a turma do futebol, era a turma do samba tamb\u00e9m, samba direto, todo mundo junto\u201d.<\/p>\n<p><strong>As lembran\u00e7as continuam&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEra um tempo em que se jogava de chuteira, de t\u00eanis descal\u00e7o. Uma vez emprestei minha chuteira para um amigo, o Gentil. No final, ele falou que n\u00e3o ia devolver, mas eu n\u00e3o ficaria no preju\u00edzo. Todo fim de semana ele me daria de presente, uma pe\u00e7a de pernil e um queijo. Comi sandu\u00edche do bom por muito tempo\u201d, relembra Luciano.<\/p>\n<p>Gentil foi parar no Bangu, do Rio de Janeiro. Num certo jogo, levou um soco t\u00e3o forte que a dentadura saltou longe, caiu dentro de uma caixa de areia. Na vontade de continuar jogando ele pegou a pe\u00e7a recolocou na boca, mas sem limpar. Como estava cheia de gr\u00e3o de areia a dentadura n\u00e3o se ajustava direito e os dentes rangiam&#8230; Ele corria esfregando a boca\u201d.<\/p>\n<p>\u201cGentil tinha c\u00e3ibra demais. Pra amenizar as dores, ele colocava \u00e9ter nas pernas, at\u00e9 nas ataduras. Um dia, Z\u00e9 Carlos, companheiro do time, acendeu uma vela pra av\u00f3, antes do jogo. Com o \u00e9ter por perto o fogo correu solto e queimou as canelas do Gentil, que ficou bom tempo sem jogar\u201d<strong>. <\/strong><\/p>\n<p><strong>E hoje?<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luc5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-3019\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luc5.jpg\" alt=\"\" width=\"284\" height=\"260\" \/><\/a>Muitos dos personagens aqui citados re\u00fanem-se semanalmente no bar Fausto &amp; Manoel, em Bras\u00edlia. Quarta-feira \u00e9 o dia, e quando chegam, por volta das 19h, a mesa j\u00e1 est\u00e1 organizada. Os gar\u00e7ons conhecem a turma e o atendimento \u00e9 especial.\u00a0 Quem teve a ideia de reagrupar a turma de 50, anos atr\u00e1s foi Non\u00f4, o Luiz Carlos Silva, <em>\u00e0 esquerda de Luciano, na foto.<\/em> E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 gente do futebol, tem um alt\u00e3o, o Augusto C\u00e9sar Rodrigues, do basquete, que tamb\u00e9m est\u00e1 l\u00e1 para contar \u201ccausos\u201d de sua modalidade. Mas, ele tamb\u00e9m ri muito com as boas lembran\u00e7as, pois acompanhava os entreveros do futebol.<\/p>\n<p>\u201cFoi em 2018 que tive a ideia de juntar os amigos porque fomos parceiros de uma \u00e9poca muito boa e n\u00e3o achava legal ficarmos distanciados\u201d, conta Non\u00f4.<\/p>\n<p>\u201cNesses encontros, juntamos amigos que jogavam em v\u00e1rios times, brigavam por v\u00e1rios times e hoje cada um conta a sua hist\u00f3ria e a gente vai revivendo aqueles tempos com bom papo, muita risada e a amizade de sempre\u201d, diz Non\u00f4 satisfeito com a sua iniciativa.<\/p>\n<p><strong>AMIGOS PARA SEMPRE<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luc6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3020\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luc6.jpg\" alt=\"\" width=\"438\" height=\"275\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luc6.jpg 438w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/luc6-300x188.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 438px) 100vw, 438px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Da esquerda para a direita:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><u>Jokka<\/u><u>, Luciano<strong>, <\/strong>Esquerdinha <strong>, <\/strong>Non\u00f4, H\u00e9lio Tremendani e August\u00e3o<\/u><\/p>\n<p>O grupo j\u00e1 chegou a ter mais de 100 ex-peladeiros. Nem todos comparecem todas as semanas. A maioria j\u00e1 est\u00e1 aposentada, mas cada um com seus compromissos, eles v\u00e3o aparecendo e se revezando nas cadeiras em volta da mesa. Quem n\u00e3o falta \u00e9 o chope, a cerveja, bebidas que se firmaram como marcas registradas de um tempo em que Bras\u00edlia nascia e permaneceram testemunhando a amizade de quem viveu a felicidade de ter sido um peladeiro, brig\u00f5es em campos de muito barro mas mesmo assim priorizaram a amizade\u00a0 ao longo dos anos.<\/p>\n<p>Parab\u00e9ns, Peladeiros de todos os tempos!\u00a0 A contribui\u00e7\u00e3o de voc\u00eas para a hist\u00f3ria esportiva de Bras\u00edlia \u00e9, de fato, espetacular.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Jos\u00e9 Cruz Recuperar a mem\u00f3ria do esporte exige paci\u00eancia na busca de personagens; e n\u00e3o se contam hist\u00f3rias ouvindo somente campe\u00f5es ou bem-sucedidos atletas. Leiam que belos exemplos encontramos com quem viveu o futebol peladeiro, l\u00e1 nas origens de Bras\u00edlia Boas lembran\u00e7as daqueles tempos do futebol amador \u2013 em que muitos se tornaram profissionais \u2013 &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13,6,4,14],"tags":[],"class_list":["post-3016","post","type-post","status-publish","format-standard","","category-colunistas","category-entrevistas","category-esporte","category-jose-cruz"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3016","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3016"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3016\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3033,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3016\/revisions\/3033"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3016"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3016"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3016"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}