{"id":2775,"date":"2024-10-13T20:28:57","date_gmt":"2024-10-13T23:28:57","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/?p=2775"},"modified":"2024-10-13T20:30:45","modified_gmt":"2024-10-13T23:30:45","slug":"leo-benon-do-esporte-ao-cavaquinho-um-show-de-transicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/2024\/10\/13\/leo-benon-do-esporte-ao-cavaquinho-um-show-de-transicao\/","title":{"rendered":"L\u00e9o Benon, do esporte ao cavaquinho:\u00a0um show de transi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz<\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2776\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo1.jpg\" alt=\"\" width=\"235\" height=\"315\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo1.jpg 235w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo1-224x300.jpg 224w\" sizes=\"auto, (max-width: 235px) 100vw, 235px\" \/><\/a><\/strong><strong><em>Aos 41 anos, o brasiliense L\u00e9o Benon passa a integrar a galeria de personagens da mem\u00f3ria da cultura do Distrito Federal. Por merecimento, com certeza<\/em><\/strong><em>.<\/em><\/p>\n<p><em>Mestre em M\u00fasica pela Universidade de Bras\u00edlia, a carreira de L\u00e9o nessa arte come\u00e7ou quando tinha 15 anos. Para isso, ele desistiu do futebol com os amigos para se dedicar aos estudos de m\u00fasica, viol\u00e3o e cavaquinho. J\u00e1 lan\u00e7ou dois CDs, sendo o \u00faltimo, Choros de Roda, com 12 m\u00fasicas, todas autorais. <\/em><\/p>\n<p><strong>As origens<\/strong><\/p>\n<p>O interesse de L\u00e9o Benon pela come\u00e7a com a hist\u00f3ria familiar que precisa ser registrada. Foi assim:<\/p>\n<p>O seu av\u00f4 paterno, Benon Peixoto da Silva, hoje com 89 anos, tinha cultura respeit\u00e1vel. Era professor de Biologia, advogado e capit\u00e3o do Ex\u00e9rcito. E, nas horas de folga, escrevia sambas-enredo para Gr\u00eamio Recreativo\u00a0Escola de Samba\u00a0Acad\u00eamicos do\u00a0Engenho da Rainha, do Rio de Janeiro, fundada em 1949.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-2777\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo2.jpg\" alt=\"\" width=\"156\" height=\"110\" \/><\/a>\u201cNum certo Carnaval, na escolha de um samba-enredo, houve um empate t\u00e9cnico com outra letra, autoria de um filho de Carlos Cacha\u00e7a, parceiro de Mestre Cartola, sambistas cariocas consagrados em todo pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2778\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo3-253x300.jpg\" alt=\"\" width=\"253\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo3-253x300.jpg 253w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo3.jpg 508w\" sizes=\"auto, (max-width: 253px) 100vw, 253px\" \/><\/a>Por esse resultado observa-se que Benon Peixoto era do ramo, entendia do riscado, como se diz. E \u00e9 nesse DNA do samba que est\u00e1 a origem da carreira musical que o neto L\u00e9o viria a seguir, sem esperar, pois na juventude a nata\u00e7\u00e3o era a prioridade dele, seguida do futebol.<\/p>\n<p><strong>Chegando em Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>Certo dia de 1977, quando tinha 40 anos, o hoje Vov\u00f4 Benon Peixoto da Silva lotou dois carros com seus 16 filhos e se mandou do Rio de Janeiro, onde morava, para Bras\u00edlia, onde, mais tarde, nasceriam mais tr\u00eas filhos. Daqui ele seguiria para Cuiab\u00e1, onde assumiria novo posto militar na guarni\u00e7\u00e3o daquela capital. Quando estavam pr\u00f3ximos de Bras\u00edlia, um dos carros sofreu um acidente e a perman\u00eancia da fam\u00edlia por aqui se estendeu para que o carro danificado fosse consertado.<\/p>\n<p>Encantado com a cidade e at\u00e9 para evitar mais 1.135km de estrada at\u00e9 Cuiab\u00e1, Benon Peixoto foi ao Minist\u00e9rio do Ex\u00e9rcito tentar ser realocado para Bras\u00edlia. Por\u00e9m, n\u00e3o obteve sucesso em seus contatos.<\/p>\n<p>Quando sa\u00eda do pr\u00e9dio do Minist\u00e9rio, desanimado com o insucesso de sua investida, Benon cruzou por um ex-colega de guarni\u00e7\u00e3o que o reconheceu e a conversa foi longa.<\/p>\n<p>O tal ex-colega, sensibilizado com a hist\u00f3ria de Benon, comprou a parada e colocou o seu prest\u00edgio no Minist\u00e9rio a servi\u00e7o do amigo e da fam\u00edlia, dessa vez com sucesso. E foi assim que Cuiab\u00e1 ficou na saudade e Benon se fixou em Bras\u00edlia, sendo contemplado, inclusive, com um apartamento na quadra residencial 102 Norte.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>Entre os 16 filhos daquela jornada estava Roberto, ent\u00e3o com 19 anos, que viria a se casar com Denise, de cuja uni\u00e3o nasceu o brasiliense L\u00e9o Benon, personagem central desta reportagem.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Futebol com amigos<\/strong><\/p>\n<p>L\u00e9o morava na Quadra 411 Norte, onde o futebol rolava diariamente, seguido da nata\u00e7\u00e3o, que ele praticava. At\u00e9 o dia em que surgiram grupos de pagode na cidade, movimento musical que chamava aten\u00e7\u00e3o pelo novo ritmo e o interesse demonstrado tamb\u00e9m pelas garotas, atra\u00eddas por essa novidade surgida no Rio de Janeiro, no final dos anos 1970.<\/p>\n<p>A turma de futebol decidiu investir no Pagode, pois a maioria dos garotos dos blocos daquela Quadra j\u00e1 tinha formado seus grupos. L\u00e9o n\u00e3o tinha sa\u00edda. Os seus colegas do jogo de bola estavam mesmo decididos pela m\u00fasica, at\u00e9 porque, a batida dos pagodeiros atra\u00eda mais garotas do que o futebol. Ainda adolescentes, paquera estava no ar&#8230;<\/p>\n<p><strong>Visita ao morro<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2779\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo4.jpg\" alt=\"\" width=\"353\" height=\"222\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo4.jpg 353w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo4-300x189.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 353px) 100vw, 353px\" \/><\/a>O tempo passou e, certa vez, Benon levou o neto L\u00e9o para conhecer o morro Engenho da Rainha (foto), onde se criou e at\u00e9 fundou uma escola. Foi emocionante para os dois verem que a escola constru\u00edda por Benon continuava l\u00e1, ao p\u00e9 do morro, onde ele ensinou amigos a ler e a escrever.<\/p>\n<p>\u201cVi a molecada cantando o samba-enredo dos anos mil novecentos e tanto, composto por meu av\u00f4. Foi emocionante. nunca tinha subido um morro e foi uma visita emocionante\u201d, conta L\u00e9o.<\/p>\n<p>Quando chegamos ao p\u00e9 do Morro, a Velha Guarda Escola de Samba estava toda l\u00e1 nos esperando. De repente chegou o \u00b4l\u00edder do morro\u00b4 e foi logo na mesa dos coroas.<\/p>\n<p>&#8211; Quem \u00e9 o branco a\u00ed? \u2013 quis saber.<\/p>\n<p>\u201cSou eu\u201d \u2013 respondeu Benon.<\/p>\n<p>&#8211; Eu sou fulano, neto de cicrano. O meu av\u00f4 cresceu na vida porque voc\u00ea o ensinou a ler e a escrever. Como posso lhe retribuir\u201d? \u2013 indagou o reconhecido senhor.<\/p>\n<p>-\u201cT\u00f4 com uma galera que quer subir, conhecer a cabe\u00e7a do morro\u201d, respondeu Benon.<\/p>\n<p>Na verdade, a\u00b4galera\u00b4 era integrada pelos contempor\u00e2neos, amigos das antigas de Benon, que queriam ter a oportunidade de voltar ao local onde moraram.<\/p>\n<p>O \u00b4l\u00edder\u00b4 passou um r\u00e1dio avisando \u00e0 turma que os visitantes subiriam o morro e n\u00e3o era para molest\u00e1-los nem mostrar arma para ningu\u00e9m&#8230;<\/p>\n<p>\u201cQuando subimos a primeira parte, paramos para descansar e aproveitamos para tomar cerveja num boteco\u201d, recorda L\u00e9o. Nesse est\u00e1gio da subida, Benon mostrou aos familiares a casa onde havia morado. Mais emo\u00e7\u00f5es&#8230; E seguiu a caminhada.<\/p>\n<p>\u201cL\u00e1 em cima, na cabe\u00e7a do morro, era uma maravilha. Via-se toda a cidade, a Ba\u00eda da Guanabara\u201d&#8230;<\/p>\n<p>O Velho Benon foi homem de iniciativas. Chegou a ser aprovado para cursar a Faculdade de Medicina da Universidade Gama Filho. Por\u00e9m, n\u00e3o pode cursar, o trabalho para o sustento da casa era prioridade.<\/p>\n<p><strong>Lembran\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2780\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo5-251x300.jpg\" alt=\"\" width=\"251\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo5-251x300.jpg 251w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo5.jpg 531w\" sizes=\"auto, (max-width: 251px) 100vw, 251px\" \/><\/a>Ainda sobre as origens de sua fam\u00edlia, L\u00e9o guarda uma lembran\u00e7a ocorrida com um amigo de Benon:<\/p>\n<p>\u201cCerta vez, um amigo de vov\u00f4, Tuninho, participou de um concurso de reda\u00e7\u00e3o sobre escolas de samba e ganhou um diploma. Depois, contou ao meu av\u00f4 que a sua reda\u00e7\u00e3o tinha como base o samba-enredo que ele havia criado para Escola de Samba Engenho da Rainha, falando sobre a cultura negra, suas dificuldades na sociedade etc&#8230; e foi em cima daqueles versos que desenvolveu a sua reda\u00e7\u00e3o premiada\u201d. Tempos depois, Tuninho encaminhou ao autor do samba-enredo, o agradecimento, como registra a imagem acima.<\/p>\n<p><strong>\u00a0Depoimento<\/strong><\/p>\n<p>O carioca e pioneiro de Bras\u00edlia,\u00a0H\u00e9lio Tremendani (foto), j\u00e1 estava aqui quando\u00a0Vov\u00f4 Benon chegou. Depois, passou a acompanhar a carreira do cavaquinista L\u00e9o.\u00a0Logo, \u00e9 com conhecimento de fatos que H\u00e9lio\u00a0prestou o seguinte depoimento:<\/p>\n<p><strong><em><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-thumbnail wp-image-2781\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo6-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo6-150x150.jpg 150w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo6-70x70.jpg 70w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo6-120x120.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>\u201cO av\u00f4 de L\u00e9o, mantendo a tradi\u00e7\u00e3o carnavalesca que trouxe do Rio, criou uma escola de samba com outros amigos militares, aqui em Bras\u00edlia. Mas, enfrentou resist\u00eancia, porque os dirigentes das escolas j\u00e1 existentes n\u00e3o queriam novas concorr\u00eancias. Benon Peixoto da Silva se aborreceu com essa oposi\u00e7\u00e3o e acabou desistindo da ideia\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, o prestigiado jornalista Ary Para-Raios (Ary Jos\u00e9 de Oliveira, 1931 \u2013 2011), ent\u00e3o editor de Cultura do jornal Correio Braziliense, publicou uma reportagem \u2013 \u201cA Travessia da Via Crucis\u201d \u2013 contando sobre o carnavalesco e o compositor Benon, j\u00e1 conhecido por seus v\u00ednculos com o Carnaval e escolas de samba.<\/p>\n<p><strong>Presidente da Liga<\/strong><\/p>\n<p>Embora morasse na Asa Norte, Benon Peixoto da Silva frequentava muito a ARUC, no Cruzeiro, reduto do leg\u00edtimo samba carioca, sempre acompanhado por sua esposa, Miriam, onde eram muito queridos \u201ce porque tinham um papo muito legal\u201d, reconhece H\u00e9lio Tremendani.<\/p>\n<p>Dessa rela\u00e7\u00e3o com a comunidade cruzeirense, foi sugerido que ele fizesse parte da diretoria da ARUC. Como Benon n\u00e3o aceitou, fizeram um acordo para que a sua experi\u00eancia de carnavalesco n\u00e3o fosse desperdi\u00e7ada: \u201cSugerimos que ele assumisse a Liga das Escolas de Samba de Bras\u00edlia\u201d, recorda H\u00e9lio. \u201cSeria uma forma de as dire\u00e7\u00f5es das demais escolas demonstrarem o reconhecimento ao trabalho dele\u201d.<\/p>\n<p>Dessa vez, a proposta vingou e ele fez uma \u00f3tima gest\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cOs grandes desfiles de Bras\u00edlia foram com Benon na Presid\u00eancia da Liga. Mas, ele decidiu estudar Direito, depois foi dar aulas e acabou se afastando do movimento carnavalesco. Mas, antes de deixar a presid\u00eancia da Liga, ele trocou o local de desfiles do Carnaval brasiliense, que era na W3 e passou a ser feito no Eix\u00e3o\u201d, recorda o neto L\u00e9o.<\/p>\n<p><strong>L\u00e9o e a m\u00fasica<\/strong><\/p>\n<p>Mas, voltando aos tempos em que L\u00e9o trocou o esporte pela m\u00fasica, l\u00e1 pelos seus 15, 16 anos&#8230;<\/p>\n<p>As reuni\u00f5es para criar o grupo de Pagode com os amigos eram no bar \u201cGargalo\u201d. Foi l\u00e1 que cada integrante escolheu o seu instrumento. A primeira op\u00e7\u00e3o de L\u00e9o foi pela cu\u00edca, mas desistiu. N\u00e3o havia professores desse instrumento, \u00e0 \u00e9poca. Come\u00e7ou, ent\u00e3o, aprendendo banjo, com transi\u00e7\u00e3o r\u00e1pida para o cavaquinho. As aulas eram na Escola Brasileira de Choro, a primeira do g\u00eanero no pa\u00eds, criada em 1997 por Raphael Rabello.<\/p>\n<p>A Escola funciona no Clube do Choro, refer\u00eancia da m\u00fasica em Bras\u00edlia, que se tornou mundialmente conhecida quando o Beatle Paul McCartney (foto) ali se apresentou, em novembro de 2023<strong>.\u00a0<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2782\" aria-describedby=\"caption-attachment-2782\" style=\"width: 733px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo7.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2782 size-full\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo7.jpg\" alt=\"\" width=\"733\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo7.jpg 733w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo7-300x184.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 733px) 100vw, 733px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2782\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia Brasil &#8211; EBC<strong style=\"font-size: 16px;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Pioneira<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEssa escola \u00e9 pioneira no ensino do Chorinho. E foi nela que eu me apaixonei pela m\u00fasica e acabei ficando, conta L\u00e9o, sobre o in\u00edcio de sua trajet\u00f3ria, evoluindo at\u00e9 se tornar m\u00fasico profissional. \u00a0No in\u00edcio, teve aulas com Ricardo Farias, violonista de 7 cordas e cavaquinista, professor da Escola Parque 210\/211 Norte, onde criou um projeto de aulas de choro para a comunidade, entre 1997 e 2001, que originou o grupo Novos Chor\u00f5es, fato que a imprensa publicou, conforme o registro abaixo:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo8.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2783 size-full\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo8.jpg\" alt=\"\" width=\"805\" height=\"486\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo8.jpg 805w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo8-300x181.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo8-768x464.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 805px) 100vw, 805px\" \/><\/a>Na medida em que avan\u00e7ava nos estudos, L\u00e9o foi conhecendo outros instrumentos, como caixa e surdo, que tocou na bateria da Acad\u00eamicos da Asa Norte. Foi para essa Escola que ele integrou o grupo que comp\u00f4s o samba-enredo do Carnaval de 2005, <em>\u201cN\u00f3s somos Bras\u00edlia, a capital da Esperan\u00e7a<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Paralelamente, L\u00e9o cursava o segundo e o terceiro anos do ensino m\u00e9dio, no Col\u00e9gio Compacto, pelas manh\u00e3s e estagiava no Superior Tribunal Federal \u00e0 tarde, quando j\u00e1 pensava em fazer Direito. No est\u00e1gio, por\u00e9m, ele n\u00e3o gostava da forma como os advogados por ele atendidos tratavam os funcion\u00e1rios do gabinete, com ar de superioridade, sobretudo, e aquilo foi minando a sua vontade de estudar Direito. Acabou desistindo do Tribunal, mas seguiu ajudando o av\u00f4 Benon.<\/p>\n<p><strong>Valioso apoio<\/strong><\/p>\n<p>Em casa, Dona Denise, a m\u00e3e de L\u00e9o, observava que crescia o envolvimento do filho com a m\u00fasica, que j\u00e1 era um caso de paix\u00e3o irrevers\u00edvel. Foi quando fez a sugest\u00e3o que, partindo dela, representou um expressivo apoio \u00e0 carreira que se desenhava: \u201cPorque voc\u00ea n\u00e3o estuda m\u00fasica\u201d, indagou Denise, em tom de um \u201cv\u00e1 em frente, meu filho\u201d&#8230;<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cEssa sugest\u00e3o me surpreendeu, pois havia uma resist\u00eancia muito grande de papai, Roberto, para que eu ingressasse na carreira de m\u00fasico\u201d, diz L\u00e9o.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Foi com esse empurr\u00e3o que L\u00e9o prestou vestibular em 2001 e ingressou no Curso de M\u00fasica da Universidade de Bras\u00edlia, onde ele foi pioneiro em introduzir o cavaquinho naquele prestigiado ambiente acad\u00eamico. \u201cL\u00e1 era muita m\u00fasica erudita. A\u00ed, numa prova pr\u00e1tica, toquei cavaquinho, que acabou sendo aprovado, tornando-se refer\u00eancia nas provas de Habilidades Espec\u00edficas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o e doc\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Depois de uma interrup\u00e7\u00e3o nos estudos \u2013 \u201cestava ganhando um bom cacau tocando cavaquinho na noite de Bras\u00edlia\u201d \u2013 L\u00e9o Benon retornou \u00e0 UnB, em 2010, licenciando-se em 2014. Em seguida, come\u00e7ou o curso de mestrado, que concluiu em 2017. Resultado dessa trajet\u00f3ria educacional: L\u00e9o foi professor por 18 anos, at\u00e9 janeiro de 2024, da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello, quando foi nomeado pelo concurso que prestou para Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Distrito Federal.<\/p>\n<p>\u00c9 importante registrar, que na sua pesquisa de mestrado escolheu o tema \u201c<em>O Estilo Interpretativo de Waldir Azevedo \u2013 Aspectos t\u00e9cnicos e expressivos<\/em>\u201d, pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o M\u00fasica em Contexto, da UnB.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo9.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-2784\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo9-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo9-150x150.jpg 150w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo9-70x70.jpg 70w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo9-120x120.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>Ao longo da carreira, que j\u00e1 dura 26 anos, o cavaquinista e compositor L\u00e9o Benon estudou com renomados professores, entre eles Evandro Barcellos \u2013 1961-2016 \u2013 (foto), tamb\u00e9m um dos fundadores do Clube do Choro, Jorge Cardoso, Ricardo Farias, o Brito 7 Cordas e Henrique Cazes, em curso de ver\u00e3o, na Escola de M\u00fasica de Bras\u00edlia, e o Alencar 7 Cordas. \u201cEvandro abriu espa\u00e7o para muita gente. Al\u00e9m de meu professor, eu tinha uma amizade muito forte com ele\u201d, conta L\u00e9o.<\/p>\n<p><strong>Grupos<\/strong><\/p>\n<p>L\u00e9o integrou a composi\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios grupos, at\u00e9 aqui, como consta em seu portf\u00f3lio:<\/p>\n<p><strong><em>Os Novos Chor\u00f5es, Sorrindo \u00e0 Toa, \u00c9 do que h\u00e1, V\u00ea se Gostas, Sete na Linha, Feij\u00e3o de Bandido, Cac\u00e1 Pereira, Choro Positivo, Cavaco &amp; Choro, Pernambuco do Pandeiro e os Candangos do Choro, O Jaissambou, Casa Brasil, Caminhos do Basil, Cacai Nunes e Regional Chora Viola. Nesse embalo, L\u00e9o tamb\u00e9m participou de v\u00e1rias grava\u00e7\u00f5es de CDs e DVDs de artistas brasileiros.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo10.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2785\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo10.jpg\" alt=\"\" width=\"775\" height=\"527\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u201cNa minha trajet\u00f3ria, acompanhei muita gente, samba, forr\u00f3 e choro, e isso me orgulha muito. Acompanhei Dona Ivone Lara, Diogo Nogueira, Jorge Arag\u00e3o, Nelson Sargento, Elton Medeiros, Roberto Silva, Toninho Gerais, Chico Sales, uma turma grande do samba e do choro, com quem dividi o palco, entre eles Silv\u00e9rio Pontes, Sebastiao Tapaj\u00f3s, Ronaldo do Bandolim.<\/p>\n<p><strong>Lan\u00e7amentos<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 como solista de cavaquinho, lan\u00e7ou em 2013 o seu \u00e1lbum de estreia, <em>L\u00e9o Benon; e, e<\/em>m 2022, <em>Choros de Roda<\/em>, seu primeiro \u00e1lbum autoral. Tamb\u00e9m participou de grava\u00e7\u00f5es com Carlos Poyares, Evandro Barcellos, Fernando C\u00e9sar, Jorge Cardoso, Carlinhos Bombril, Dolores Tom\u00e9, Cac\u00e1 Pereira, Marcelo Sena, Her\u00f3is de Botequim, Dudu 7 Cordas, Cacai Nunes e Patubat\u00ea.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo11.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2786\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo11.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a>L\u00e9o tamb\u00e9m foi cavaquinista da cantora Dhi Ribeiro (foto) por nove anos, quanto atuou como diretor musical e arranjador das apresenta\u00e7\u00f5es da cantora.<\/p>\n<p>O portf\u00f3lio de L\u00e9o Benon \u00e9 extenso e inclui a fase em que foi m\u00fasico, diretor musical e arranjador de Cac\u00e1 Pereira, de quem se tornou parceiro e venceu o festival da CUT-DF com o samba <em>Inquieta\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><strong>Gesto de poeta<\/strong><\/p>\n<p>Certa ocasi\u00e3o, depois de um compromisso em Campinas, em S\u00e3o Paulo, L\u00e9o aguardava embarque para Bras\u00edlia no aeroporto de Viracopos. Caminhava pelo sagu\u00e3o assobiando quando, inspirado pela lembran\u00e7a do reencontro que teria com a namorada, em Bras\u00edlia, come\u00e7ou a compor uma m\u00fasica dedicada a ela. Aprimora daqui, ajusta dali e saiu <em>Nota de Saudade<\/em>, que ele presenteou \u00e0 mulher amada em seu regresso. Gesto de poeta, claro.<\/p>\n<p><strong>Baguncinha e Sapequinha\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>L\u00e9o tem duas filhas, Cec\u00edlia, 10 anos, a Sapequinha, de seu primeiro casamento, com B\u00e1rbara, e Elisa, de dois aninhos, a Baguncinha, da atual esposa, Val\u00e9ria. \u00c9 um papai que mostra olhos brilhando quando fala das garotinhas, em especial sobre as m\u00fasicas que para elas comp\u00f4s.<\/p>\n<p>\u201cTudo era novidade naqueles anos de 2014 para a chegada da primeira filha. A mam\u00e3e B\u00e1rbara j\u00e1 no oitavo m\u00eas de gravidez. De repente, veio a inspira\u00e7\u00e3o, que materializei em m\u00fasica, \u201c<em>Choro da Vinda<\/em>\u201d. Foi a primeira m\u00fasica para Cec\u00edlia, retratando a expectativa da vinda de uma crian\u00e7a, todo mundo aguardando, imaginando-se como ela seria&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Antes de L\u00e9o gravar <em>Choro da Vinda<\/em>, Fernando C\u00e9sar, um dos 7 Cordas aqui de Bras\u00edlia, irm\u00e3o do Hamilton de Holanda, gravou a m\u00fasica num CD chamado <em>Tudo Novamente<\/em>, lan\u00e7ado em 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>\u201cFiquei feliz de ele ter gravado essa m\u00fasica, pois <\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Fernando \u00a0C\u00e9sar \u00e9 uma das refer\u00eancias do Choro\u201d, <\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>reconhece L\u00e9o.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Depois, quando Sapequinha j\u00e1 estava com dois aninhos, L\u00e9o comp\u00f4s e gravou outra m\u00fasica, A \u201cFarra do Grilo\u201d, que teve inspira\u00e7\u00e3o diferente.<\/p>\n<p>\u201cCecilia estava doentinha, tomava antibi\u00f3tico, n\u00e3o queria comer e a gente no desespero. Numa dessas situa\u00e7\u00f5es, vi o cavaquinho em cima do sof\u00e1 e resolvi distra\u00ed-la. E comecei a tocar, chamando a aten\u00e7\u00e3o dela. O cavaquinho tem um efeito de segunda menor, tlin, tlin&#8230; que sugere o som de um grilo. Eu fazia aquele som e dizia, olha o grilo. Ela gostava e ria. Ao abrir a boca, a mam\u00e3e ia colocando a comida na boquinha&#8230; at\u00e9 terminar o prato. Um al\u00edvio\u201d<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo12.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-2787\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo12-300x260.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo12-300x260.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo12.jpg 605w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Foi assim que nasceu <em>A Farra do Grilo<\/em>, tamb\u00e9m chorinho, que est\u00e1 em <em>Choro de Roda<\/em> \u2013, o primeiro autoral de L\u00e9o Benon, com apresenta\u00e7\u00e3o de Henrique Cazes.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 dois meses, acabei de compor a primeira m\u00fasica pra minha ca\u00e7ula, Elisa, chamada Baguncinha. Vou lan\u00e7ar dia 10 de outubro, com m\u00fasicos amigos do grupo <em>Aperto de M\u00e3o<\/em>. O pessoal j\u00e1 reclamava, que faltava uma m\u00fasica pra Elisa. Agora n\u00e3o falta mais, resolvi essa quest\u00e3o dom\u00e9stica\u201d.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201c&#8230; Choros de Roda mostra que com talento, estudo e um ambiente favor\u00e1vel o Choro floresce no cerrado, mantendo sua face alegre e suas portas abertas ao novo\u201d. <\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Do consagrado cavaquinista Henrique Cazes,\u00a0<\/strong><strong>na apresenta\u00e7\u00e3o desse CD\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nova produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>L\u00e9o Benon anuncia que em breve come\u00e7ar\u00e1 a produzir um novo CD, com m\u00fasicas em parceria com outros m\u00fasicos e as homenagens que ganhou em forma de m\u00fasica.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cPor exemplo, Dudu 7 Cordas fez um bai\u00e3o, Breu na Carona do Fole. O Augusto Contreras e o Augustinho Rodrigues, tamb\u00e9m fizeram uma homenagem com um choro chamado L\u00e9o Cad\u00ea o Waldir? Tamb\u00e9m vou incluir outra m\u00fasica em minha homenagem, de um multi-instrumentista do Estado de S\u00e3o Paulo, Alessandro Penezzi. E tem uma que veio de Minas Gerais, chamada O Cavaquinho do Benon, composi\u00e7\u00e3o de Toinho Gomes. Tudo isso mesclado com m\u00fasicas novas. N\u00e3o vejo a hora de estar no est\u00fadio para gravar\u201d, conta Benon sobre a novidade<\/em><\/strong>.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>O Chorinho em Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>Afinal, por que essa identidade do Chorinho com a Capital da Rep\u00fablica? O que fez o Choro invadir Bras\u00edlia? Did\u00e1tico, L\u00e9o explica:<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o tem divis\u00e3o entre o samba e o choro. Logo no in\u00edcio de Bras\u00edlia, muitos funcion\u00e1rios p\u00fablicos que para c\u00e1 vieram eram chor\u00f5es e trouxeram, claro, a cultura musical do Rio de Janeiro para a nova cidade que se formava\u201d.<\/p>\n<p>Na hist\u00f3ria, segundo L\u00e9o, Heitor Avena de Castro (1919 \u2013 1981), que tocava c\u00edtara, foi o primeiro presidente da Ordem dos M\u00fasicos de Bras\u00edlia e reuniu o primeiro n\u00facleo de chor\u00f5es aqui na nova capital.\u00a0 Ao longo de sua carreira, Heitor fez amizade com m\u00fasicos importantes, como Jacob do Bandolim e Waldir Azevedo, tendo realizado grava\u00e7\u00f5es com ambos. A presen\u00e7a dessas \u201cferas\u201d na cidade era incentivo para que o ritmo seguisse em alta.<\/p>\n<p>Jacob do Bandolim teve influ\u00eancia significativa nessa identidade do Chorinho com Bras\u00edlia, principalmente quando passou seis meses por aqui, em tratamento de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Durante essa temporada, Jacob realizada saraus com instrumentalistas, muitos dos quais funcion\u00e1rios p\u00fablicos, transferidos do Rio para a nova capital. Da mesma forma, influenciou a francesa Odete Ernest Dias, fundadora do curso de flauta na cidade.<\/p>\n<p>\u201cForam essas reuni\u00f5es e contribui\u00e7\u00f5es de nomes expressivos de nossa m\u00fasica que foi formando um grupo que, mais tarde, daria origem ao Clube do Choro, fundado em 9 de setembro de 1977, com a primeira sede nos vesti\u00e1rios do Centro de Conven\u00e7\u00f5es Ulysses Guimar\u00e3es\u201d, recorda L\u00e9o.<\/p>\n<p>\u201cE eu crescia acompanhando essa velha guarda, elite da nossa m\u00fasica, verdadeiras refer\u00eancias\u201d, conclui L\u00e9o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2788\" aria-describedby=\"caption-attachment-2788\" style=\"width: 476px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo13.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2788\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo13.jpg\" alt=\"\" width=\"476\" height=\"282\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo13.jpg 476w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo13-300x178.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 476px) 100vw, 476px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2788\" class=\"wp-caption-text\">L\u00e9o, sorridente, com o seu cavaquinho<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong>E continua a aula:<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o, a for\u00e7a do Choro tem a ver com isso, a influ\u00eancia dos pioneiros. E a Escola de M\u00fasica, antes erudita, abriu espa\u00e7o para a MPB, a evolu\u00e7\u00e3o foi natural. Hoje a Escola de Choro tem quase dois mil alunos nos cursos de sanfona, bandolim, viol\u00e3o, viola caipira, flauta\u201d&#8230;<\/p>\n<p><strong>Homenagem<\/strong><\/p>\n<p>Em 16 de mar\u00e7o, Benon Peixoto da Silva completou 89 anos. Seu neto, L\u00e9o, seguidor de sua arte musical, escreveu:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>\u201cParab\u00e9ns, Vov\u00f4 Benon! <\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>89 anos de muita experi\u00eancia, pai de 19 filhos, professor de biologia, advogado, capit\u00e3o do Ex\u00e9rcito, comp\u00f3sito, ex-presidente da Acad\u00eamicos do Engenho da Rainha e ex-presidente da Liga das Escolas de Samba de Bras\u00edlia. <\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Vov\u00f4 \u00e9 refer\u00eancia\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2789\" aria-describedby=\"caption-attachment-2789\" style=\"width: 411px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo14.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2789\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo14.jpg\" alt=\"\" width=\"411\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo14.jpg 411w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo14-300x219.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 411px) 100vw, 411px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2789\" class=\"wp-caption-text\">L\u00e9o, ao viol\u00e3o, com o Vov\u00f4 Benon, exemplo que\u00a0tamb\u00e9m inspirou a carreira do neto<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Muito obrigado<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2790\" aria-describedby=\"caption-attachment-2790\" style=\"width: 203px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo15.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2790 size-medium\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo15-203x300.jpg\" alt=\"\" width=\"203\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo15-203x300.jpg 203w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/leo15.jpg 552w\" sizes=\"auto, (max-width: 203px) 100vw, 203px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2790\" class=\"wp-caption-text\">H\u00e9lio, L\u00e9o e Jos\u00e9 Cruz<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Obrigado, L\u00e9o, pela entrevista, ao Mem\u00f3ria da Cultura e do Esporte em Bras\u00edlia. Muito obrigado. <\/em><\/p>\n<p><em>Foi uma aula, antes de tudo, ministrada na mesa de um caf\u00e9 em tarde quente, mas de conversa agrad\u00e1vel, com informa\u00e7\u00f5es valios\u00edssimas sobre boa parte da forma\u00e7\u00e3o musical de nossa Bras\u00edlia. <\/em><\/p>\n<p><em>L\u00e9o n\u00e3o esconde a paix\u00e3o pela m\u00fasica quando lembra a sua forma\u00e7\u00e3o e comenta sobe os seus \u201ccausos\u201d vividos ao longo da carreira, at\u00e9 aqui. <\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 dif\u00edcil acreditar que nessa cabe\u00e7a que hoje forma novas gera\u00e7\u00f5es musicais esteve, por bom tempo, um craque do futebol, jogado nas quadras ainda desertas de Bras\u00edlia, logo o seu in\u00edcio. \u00a0Bendito Pagode, que chegou \u00e0 Capital para motiv\u00e1-lo a mudar de ramo. A m\u00fasica, em geral, e o choro, em\u00a0<\/em> <em>especial, agradecem, obrigado, L\u00e9o!<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz Aos 41 anos, o brasiliense L\u00e9o Benon passa a integrar a galeria de personagens da mem\u00f3ria da cultura do Distrito Federal. Por merecimento, com certeza. Mestre em M\u00fasica pela Universidade de Bras\u00edlia, a carreira de L\u00e9o nessa arte come\u00e7ou quando tinha 15 anos. 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