{"id":2650,"date":"2024-08-03T22:51:25","date_gmt":"2024-08-04T01:51:25","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/?p=2650"},"modified":"2024-08-03T22:52:15","modified_gmt":"2024-08-04T01:52:15","slug":"fitinha-um-gigante-pioneiro-no-df-que-se-mantem-na-ativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/2024\/08\/03\/fitinha-um-gigante-pioneiro-no-df-que-se-mantem-na-ativa\/","title":{"rendered":"FITINHA:\u00a0Um gigante pioneiro no DF\u00a0que se mant\u00e9m na ativa"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por\u00a0H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Lembram da fama do jogador Neymar, quando ele ca\u00eda muito, ao menor toque de um advers\u00e1rio? <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2651\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f1-300x230.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"230\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f1-300x230.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f1.jpg 719w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Fitinha ri desse per\u00edodo porque lembra que os seus primeiros anos de futebol ou de futebol de sal\u00e3o tamb\u00e9m foram assim como o craque brasileiro. <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Ca\u00eda tanto que at\u00e9 os amigos e colegas de time diziam que n\u00e3o era real, que estava \u201cfazendo fita\u201d. Como era um garoto baixinho, n\u00e3o era fita, era \u201cFitinha\u201d, assim mesmo, com letra mai\u00fascula, porque a brincadeira virou apelido oficial, at\u00e9 hoje, aos 64 anos.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Pioneiro<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0 <\/strong><em>Roberto Goulart Barbosa<\/em>, nome de registro de Fitinha, \u00e9 s\u00f3 alegria ao lembrar dos primeiros anos em Bras\u00edlia, quando aqui chegou com a fam\u00edlia, em 1961. Ele tinha 5 anos de idade. Vieram porque o pai dele, Geraldo, fora contratado para trabalhar no Senado Federal.<\/p>\n<p>Fitinha \u00e9 outro leg\u00edtimo pioneiro que entra para a galeria da Mem\u00f3ria da Cultura e do Esporte em Bras\u00edlia. Mas, tanto tempo depois, ele tamb\u00e9m se emociona visivelmente quando lembra daqueles bons tempos em que, ainda moleque, jogava nos campos de peladas de Bras\u00edlia, uma cidade recentemente inaugurada e, por isso, ainda deserta em suas regi\u00f5es habitacionais.<\/p>\n<p>Atualmente, na vice-presid\u00eancia da APCEF \u2013 Associa\u00e7\u00e3o do Pessoal da Caixa Econ\u00f4mica Federal \u2013, um dos apraz\u00edveis clubes sociais \u00e0 beira do Lago Parano\u00e1, em Bras\u00edlia, Fitinha diz que tem hist\u00f3rias \u201cpara muitas conversas\u201d, como essa do apelido, do tempo das peladas num espa\u00e7o da 409 Sul, todos os dias \u00e0 tarde.<\/p>\n<p>Foi assim, nesse tom alegre, que ele recebeu a reportagem do Mem\u00f3ria da Cultura e do Esporte em Bras\u00edlia. Confira.<\/p>\n<p><strong>Bola, desde sempre<\/strong><\/p>\n<p>Mas, afinal, quando Fitinha descobriu que era talentoso para o jogo de bola? Ele \u00e9 sincero e conta dando risadas:<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o descobri. Inventavam que eu jogava\u201d, diz o personagem, rindo muito. E continua: \u201cNas peladas da quadra, sempre davam um jeito de me colocar no gol, porque eu era muito ruim na linha Eu estava ali quebrando o galho\u201d, recorda. Por\u00e9m, no gol ele se destacava, porque gostava mesmo do futebol.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cNunca soltei pipa, nunca rodei pi\u00e3o, s\u00f3 queria jogar bola\u201d.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong><em>Quando eu estava come\u00e7ando a andar, a minha m\u00e3e, Yara, me deu uma bola para brincar e nunca mais parei. J\u00e1 garoto, vivia na rua com os amigos, sempre jogando peladas\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Fitinha jogava na rua, depois no Col\u00e9gio Setor Leste, onde estudou, quando criaram um time infanto-juvenil e onde teve o seu primeiro contato com o futebol de sal\u00e3o, hoje futsal.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f13.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2655\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f13-300x191.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f13-300x191.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f13.jpg 685w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201cEm 1968, por a\u00ed, o Velho Abreu, que era treinador e \u00e1rbitro, criou um time dente de leite na Ascade \u2013 Associa\u00e7\u00e3o dos Servidores da C\u00e2mara dos Deputados \u2013, mas era para jogar futebol de campo\u201d, relembra. E foi ent\u00e3o que come\u00e7aram as suas andan\u00e7as por outros clubes. Na foto, Fitinha \u00e9 o segundo jogador da esquerda para a direita. \u201cEm 1972, quando eu estava com 16 anos, eu jogava no Setor Leste e perdemos um campeonato de futebol de campo para a Novacap\u201d<\/p>\n<p><strong>Gol e altura<\/strong><\/p>\n<p>Fitinha se adaptou no gol por dois motivos: a altura da trave (2,44 metros) era proporcional ao seu tamanho, 1,70m. Ele estava em crescimento e tudo indicava que ali seria o seu lugar; e porque a imprensa dava boa cobertura, principalmente atrav\u00e9s do rep\u00f3rter Nilson Nelson, do Jornal de Bras\u00edlia, \u00e0 \u00e9poca o principal jornal da cidade. Com o tempo, o Correio Braziliense tomou esse lugar.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, quando parou de crescer, observou que o gol no futebol de campo ficou grande para a sua baixa estatura e foi a\u00ed que ele se decidiu pelo futebol de sal\u00e3o, com trave menor, 2 metros de altura, mais adequada \u00e0 sua estatura.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cCom 1,70 metro de altura fiquei pequeno para o tamanho do gol do futebol de campo e a\u00ed fui para o futsal\u201d, conforta-se, sem lamentos.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Surpresa <\/strong><\/p>\n<p>Em 1972, quando estava com 16 anos, Fitinha jogava na Ascade. \u00c9 dele a seguinte e surpreendente lembran\u00e7a:<\/p>\n<p>\u201cNum dos jogos que fizemos, o H\u00e9lio (Tremendani) me viu no aquecimento e se assustou. Eu era baixinho, franzino. Era o primeiro jogo do Campeonato Brasiliense. Assustado, H\u00e9lio foi conversar com Seu Camerino, que era diretor da Ascade.<\/p>\n<p>&#8211; O Senhor t\u00e1 doido colocar aquele garoto no gol num jogo contra adultos? Isso n\u00e3o vai dar certo \u2013 alertou.<\/p>\n<p>Camerino, que j\u00e1 me conhecia bem, sugeriu:<\/p>\n<p>&#8211; Meu filho, voc\u00ea vai ver nesta noite o futuro maior goleiro do Distrito Federal. Vamos falar sobre isso depois do jogo?<\/p>\n<p>H\u00e9lio concordou, mas ficou apreensivo.<\/p>\n<p>Ao final do jogo, a Ascade derrotou a Aruc por 4&#215;0. Fitinha fechou o gol. Humildemente, H\u00e9lio atravessou a quadra e se dirigiu ao Senhor Camerino:<\/p>\n<p>&#8211; Desculpe, desculpe, o Senhor estava certo!<\/p>\n<p><strong>Dan\u00e7a dos clubes<\/strong><\/p>\n<p>Fitinha fala sobre os clubes que atuou:<\/p>\n<p>\u201cJoguei futsal pela Ascade, onde me tornei campe\u00e3o invicto de Bras\u00edlia. Depois fui para o Iate Clube, atuando um ano com Axel e Guairac\u00e1, dois grandes craques que tivemos. Nessas quadras conheci o H\u00e9lio \u2013 presente nesta entrevista \u2013 e ficamos amigos, at\u00e9 hoje\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2652 size-full\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f2.jpg\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"410\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f2.jpg 567w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f2-300x217.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Depois da Ascade, Fitinha foi para o Unidade Vizinhan\u00e7a,quando ele j\u00e1 estava com 19 anos. Em 1978, j\u00e1 com 21 anos, foi para a ARUC.<\/p>\n<p>\u201cO falecido Heitor reuniu a galera que tinha jogado na Ascade e negociou com o H\u00e9lio Tremendani e o Paulinho Gordo para montar um time que era a base da Ascade de 1975 e que tinha sido campe\u00e3o invicto\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Esse time tinha o Toinha, Hugo, Lourinho, Pantera e o Massaroto, que tamb\u00e9m era goleiro. Esse time foi campe\u00e3o da cidade em 1981. No ano seguinte, no Campeonato Brasileiro, em Fortaleza, o time ficou em quinto lugar. Nessa competi\u00e7\u00e3o, a ARUC perdeu para a Sumov (Superintend\u00eancia de Via\u00e7\u00e3o e Obras), que era a base da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, tendo C\u00e9sar Vieira como treinador.<\/p>\n<p><strong>Brasileiro<\/strong><\/p>\n<p>Fitinha e H\u00e9lio conversam sobre o Campeonato Brasileiro de 1975, em Sete Lagoas (MG).<\/p>\n<p>\u201cA sele\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia tinha pontua\u00e7\u00e3o para jogar a final, contra o vencedor das equipes de Minas Gerais x Rio de Janeiro. Por\u00e9m, num jogo de compadres, o jogo acabou empatado e n\u00f3s terminamos a competi\u00e7\u00e3o em quinto lugar\u201d, lembra H\u00e9lio Tremendani. \u201cMas em 1971, fizemos \u00f3tima campanha no Brasileiro mas perdemos para a Sele\u00e7\u00e3o do Cear\u00e1. Para mim, foi a melhor fase do futebol de sal\u00e3o em Bras\u00edlia. Quando jog\u00e1vamos o gin\u00e1sio da Aruc ficava sempre lotado\u201d, diz Fitinha.<\/p>\n<p><strong>Convoca\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u201cFui convocado para todas as Sele\u00e7\u00f5es de Bras\u00edlia at\u00e9 1987. Nos campeonatos brasileiros, jog\u00e1vamos contra equipes profissionais, mas n\u00f3s \u00e9ramos amadores, todos tinham o seu emprego e muitos \u00a0estudavam \u00e0 noite&#8230; \u00c0s vezes, trein\u00e1vamos depois das aulas, \u00e0s 11 da noite&#8230; Nos jogos, \u00edamos at\u00e9 um ponto, mas a certa altura do jogo nos faltava condicionamento f\u00edsico, que os outros tinham de sobra. Eu estudava Administra\u00e7\u00e3o de Empresas. Levei 15 anos pra me formar por causa do futebol\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2653\" aria-describedby=\"caption-attachment-2653\" style=\"width: 741px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2653\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f3.jpg\" alt=\"\" width=\"741\" height=\"700\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f3.jpg 741w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f3-300x283.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 741px) 100vw, 741px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2653\" class=\"wp-caption-text\">Fitinha, recuperando uma lembran\u00e7a de 22 anos como jogador de futebol de sal\u00e3o, na quadra do\u00a0gin\u00e1sio que ajudou a construir.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong>Gestor<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-2654 size-medium\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f4-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f4-225x300.jpg 225w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/f4.jpg 658w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a>Fitinha levou para a gest\u00e3o do esporte social da APCEF o que aprendeu ao longo de sua carreira de atleta, al\u00e9m do curso de Administra\u00e7\u00e3o de Empresas, que concluiu.<\/p>\n<p>Aposentado da Caixa Econ\u00f4mica Federal, ele atuou por 12 anos como diretor de esportes da APCEF. E se orgulha da gest\u00e3o que participou que construiu um belo gin\u00e1sio (<em>na foto<\/em>). Atualmente, ele \u00e9 o vice-presidente do Clube. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m j\u00e1 desempenhou as fun\u00e7\u00f5es de vice-presidente na Federa\u00e7\u00e3o de Futebol de Sal\u00e3o do Distrito Federal.<\/p>\n<p><strong>Ontem e hoje<\/strong><\/p>\n<p>\u201cHoje, futsal \u00e9 outro esporte, n\u00e3o \u00e9 o mesmo futebol de sal\u00e3o que eu joguei. A regra, a bola, as quadras s\u00e3o diferentes. Acompanho pouco a modalidade hoje em dia. Aqui no Clube temos uma equipe feminina que disputa a Liga e competi\u00e7\u00f5es nacionais, em parceria com a Associa\u00e7\u00e3o de Desportiva de Futsal\u201d, explica Fitinha.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIA <\/strong><\/p>\n<p>\u201cTivemos um grande l\u00edder no esporte, Heitor Gomes, que foi jogador e trinador, jogador, um cara que era a nossa refer\u00eancia, O Heitor fora da quadra manjava de tudo. Ele jogou no Imperial Esporte Clube, do Rio de Janeiro, uma das grandes equipes do pa\u00eds, na \u00e9poca. Foi um dos primeiros do futsal do Brasil, come\u00e7ou no Vila Isabel, campeonato forte\u201d<\/p>\n<p><strong>Fitinha pausa na conversa e faz uma revela\u00e7\u00e3o<em>:<\/em><\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cFoi Heitor que me formou. Ele foi o meu formador, me ensinou muito. Foi a minha refer\u00eancia, ficou para sempre\u201d.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>A defesa e a vingan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>O que \u00e9 ser goleiro?<\/p>\n<p>Na verdade, s\u00f3 quem foi ou quem \u00e9 goleiro \u00e9 que sabe, a posi\u00e7\u00e3o \u00e9 um neg\u00f3cio fascinante. Nada melhor quando um goleiro cala um gin\u00e1sio. Lembro de um jogo da Sele\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia contra a Sele\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo, que chegou ao final em 0x0. Faltavam cinco segundos para o juiz finalizar a partida quando foi marcada falta para eles, na entrada da \u00e1rea. Douglas era um atacante, deles, que chutava pra cacete. Quem sabe, foi o melhor jogador paulista de futebol de sal\u00e3o. A barreira foi formada e veio a cobran\u00e7a, com a bola em dire\u00e7\u00e3o a Douglas, em jogada ensaiada&#8230; Ele pegou de cheio, veio aquela cacetada. E eu consegui segurar a bola firme. Quando levantei a cabe\u00e7a, vi Douglas desabafando na minha dire\u00e7\u00e3o: \u201cFilho da **** &#8230; Consegui ouvir porque calei o gin\u00e1sio&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Tempos depois, Douglas se vingou de Fitinha. Num jogo em Bras\u00edlia, ele marcou quatro gols na vit\u00f3ria de 5&#215;0 da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira contra um combinado local.<\/p>\n<p><strong>Julgamento<\/strong><\/p>\n<p>\u201cCerta vez, enfrentei um julgamento e o Heitor, advogado do Iate Clube me defendeu. Ele era \u00f3timo. Eu havia desacatado o bandeirinha no jogo anterior e a pena seria pegar seis meses de suspens\u00e3o. Eu n\u00e3o poderia jogar a Ta\u00e7a do Brasil. Mas o Heitor era fera, mesmo! Ele usou um argumento t\u00e3o bem colocado que n\u00e3o peguei puni\u00e7\u00e3o alguma. E ainda conseguiu punir o bandeirinha. Foi um al\u00edvio, pois o meu time ia disputar a Ta\u00e7a Brasil em janeiro. Eu vivia em julgamento&#8230;\u201d<\/p>\n<p><strong>O bicho pegava<\/strong><\/p>\n<p>\u201cTeve um jogo do Minas x Ascade, l\u00e1 por 1974, 75, n\u00e3o tenho certeza. Tinha muita mulher assistindo, e saiu uma briga daquelas entre os torcedores, at\u00e9 uma guerra de latinhas de cerveja. O Minas, at\u00e9 ent\u00e3o, era o ex-time da Faunb, tinha Axel, Arac\u00e1, Arnaldo, s\u00f3 fera. Hoje, todos somos muito amigos. Nos encontramos e rimos muito daqueles tempos. O bicho pegava mesmo, mas era tudo resolvido dentro da quadra\u201d.<\/p>\n<p><strong>O melhor<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>O melhor jogador da hist\u00f3ria do futebol de sal\u00e3o de Bras\u00edlia?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Pra mim continua sendo o Axel. Ele era completo.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Logo no in\u00edcio de carreira, quando eu comecei no futebol de sal\u00e3o, eu tremia mais que vara verde. E lembrava que h\u00e1 algum tempo atr\u00e1s eu pagava ingresso pra ver aqueles caras que estavam em quadra jogar. Agora, eu estava ali, ao lado deles, uns como companheiros de clube, outros como advers\u00e1rios. Naquele jogo, eu jogava contra Axel e Guarac\u00e1, excelentes. Mas ganhamos por 2&#215;1. Axel foi o mais completo que vi jogar. As tinha o Maurinho, o Zequinha, Dirceu, Gils\u00e3o, \u00c1tila, Edinho, Rochinha&#8230; Nossa! Tivemos jogadores muito bons, alguns que at\u00e9 foram jogar na Espanha. Mas o Axel era fora de s\u00e9rie\u201d.<\/p>\n<p><strong>GOLEIROS<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e9lio Tremendani quis saber de Fitinha quais foram os melhores goleiros de futebol de sal\u00e3o que ele viu jogar.<\/p>\n<p>\u201cTinha muito goleiro bom. O Lula, do Minas T\u00eanis, o Luiz Henrique, do Iate, Z\u00e9 Filho, da Apcef, Washington, do time do Sobradinho. Depois apareceu o Tarje o Ma\u00e7aroto e o Alfredo, outro excelente goleiro. Lembro do Waltinho, que se revezava com Lula\u201d.<\/p>\n<p><strong>Despedida<\/strong><\/p>\n<p>Mas, afinal, o que ficou na boa lembran\u00e7a daqueles tempos do futebol de sal\u00e3o, na ainda jovem Bras\u00edlia?<\/p>\n<p>Fitinha se emociona. Baixa a cabe\u00e7a, fica alguns segundos em sil\u00eancio e se manifesta:<\/p>\n<p><strong><em>\u201cO que ficou? Foram muitos amigos&#8230; e muita saudade, com certeza. Sobre isso \u00e9 dif\u00edcil falar, eu me emociono\u201d &#8230;<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz \u00a0 Lembram da fama do jogador Neymar, quando ele ca\u00eda muito, ao menor toque de um advers\u00e1rio? Fitinha ri desse per\u00edodo porque lembra que os seus primeiros anos de futebol ou de futebol de sal\u00e3o tamb\u00e9m foram assim como o craque brasileiro. Ca\u00eda tanto que at\u00e9 os amigos e colegas &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13,3,6,4,16,14],"tags":[],"class_list":["post-2650","post","type-post","status-publish","format-standard","","category-colunistas","category-destaque","category-entrevistas","category-esporte","category-helio-tremendani","category-jose-cruz"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2650","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2650"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2650\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2659,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2650\/revisions\/2659"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2650"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2650"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2650"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}