{"id":2608,"date":"2024-07-28T18:12:58","date_gmt":"2024-07-28T21:12:58","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/?p=2608"},"modified":"2024-08-19T21:05:12","modified_gmt":"2024-08-20T00:05:12","slug":"a-familia-da-casa-de-bamba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/2024\/07\/28\/a-familia-da-casa-de-bamba\/","title":{"rendered":"A Fam\u00edlia da \u201cCasa de Bamba\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Por\u00a0H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-2609 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex1-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex1-150x150.jpg 150w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex1-70x70.jpg 70w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex1-120x120.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>Quando desembarcou em Bras\u00edlia com a fam\u00edlia, em 1963, vindo do Rio de Janeiro, Alex, ent\u00e3o com seis anos, foi morar no mais carioca dos bairros da Capital da Rep\u00fablica, o \u201cGavi\u00e3o\u201d, hoje \u201cCruzeiro\u201d, reduto da m\u00fasica e do samba, em especial, e onde morou a consagrada cantora e compositora C\u00e1ssia Eller. Hoje, com 67 anos, Alex \u00e9 um leg\u00edtimo pioneiro brasiliense. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>E \u00e9 dele a retrospectiva da vez, sobre a sua andan\u00e7a pela Capital, que j\u00e1 dura seis d\u00e9cadas, e o seu envolvimento com o esporte, a publicidade e a artes, a m\u00fasica, principalmente, express\u00e3o que traz do ber\u00e7o familiar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>O in\u00edcio<\/strong><\/p>\n<p>Como todo garoto brasileiro, Alexandre Jorge da Silva, o Alex, um dia ganhou uma bola. Mas, apesar do perfil que tinha para se tornar jogador de futebol, n\u00e3o foi al\u00e9m das peladas de rua e dos campos na deserta Bras\u00edlia, ainda em constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA cidade era um enorme canteiro de obas, poucas superquadras e muitos blocos ainda em constru\u00e7\u00e3o, parecia meio fantasma, com muitos espa\u00e7os, poucas \u00e1rvores, poucos carros e poucas pessoas\u201d.<\/p>\n<p>Alex era bom de bola e, por isso, disputado pelos times amadores da cidade. Chegou a ser cogitado para a base do Flamengo, do Rio de Janeiro, sua cidade natal. Mas, a negativa dos pais \u00e0 proposta deixou o futebol no sonho do ainda garoto, lembran\u00e7as de hoje&#8230;<\/p>\n<p><strong><em>\u201cNa \u00e9poca, fiquei frustrado. Eu sou flamenguista e gostava muito de jogar bola. Mas, hoje, sem m\u00e1goas, reconhe\u00e7o a decis\u00e3o de meus pais, Dona Yayana e Seu Nelson: \u201cEles agiram certo\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Na mem\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>\u201cFui lateral esquerdo dos bons, pode escrever a\u00ed, sugere ao rep\u00f3rter, com seguran\u00e7a. Joguei nos times do Col\u00e9gio Elefante Branco, no Defel\u00ea, na AABB e at\u00e9 na Sele\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia\u201d, conta Alex sobre os seus anos no futebol das categorias de base. No Defel\u00ea, Alex sagrou-se campe\u00e3o do Distrito Federal, com direito \u00e0 foto na capa do Correio Braziliense, onde ele aparece \u00e0 direita do goleiro (abaixo).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2610\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex2-300x191.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex2-300x191.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex2.jpg 532w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O convite para jogar no time base do Flamengo veio em 1970, quando Alex estava com 13 anos, depois de um jogo da Sele\u00e7\u00e3o do Distrito Federal pelo campeonato Dente de Leite, no est\u00e1dio Pelez\u00e3o, patrim\u00f4nio da Capital que, inacreditavelmente, foi demolido h\u00e1 poucos anos, trocando-se uma \u00e1rea de esporte e lazer por um gigantesco condom\u00ednio residencial.<\/p>\n<p>Naquele jogo, o \u201cColored\u201d, como Alex era conhecido no grupo do futebol, tinha 13 anos e marcaria Celsinho, apontado como o principal astro rubro negro.<\/p>\n<p>\u201cNuma das jogadas, Celsinho come\u00e7ou a pedalar na minha frente, mas, na boa, ganhei a bola dele e ainda dei um chap\u00e9u. A torcida vibrou e me enchi de orgulho. O lateral do Flamengo era Alo\u00edsio, cujo pai era amigo de um tio meu. Isso ajudou a sair o convite para eu ir para o Rio, que acabou n\u00e3o vingando\u201d recorda Alex.<\/p>\n<p><strong>Novos rumos<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2611\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex3.jpg\" alt=\"\" width=\"152\" height=\"208\" \/><\/a>Essa decis\u00e3o dos pais ajudou que a vida de Alex ganhasse novos rumos. Aos 15 anos, ele foi trabalhar numa ag\u00eancia de publicidade, onde come\u00e7ou um aprendizado constante que se estende at\u00e9 hoje. Nessa carreira, frequentou algumas das principais ag\u00eancias e conviveu em com alguns dos melhores profissionais do pa\u00eds. Nesse embalo, ele criou a primeira logomarca do Clube do Choro de Bras\u00edlia, assim como a do conjunto Squema 6 e capas de v\u00e1rios discos LPs, entre eles um de Clodo Ferreira, recentemente falecido em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Dessa forma, entre uma pelada de fim de semana, os estudos e o trabalho publicit\u00e1rio ele tamb\u00e9m desenvolveu o gosto pela m\u00fasica, heran\u00e7a de fam\u00edlia, como contou nesta entrevista de muitas lembran\u00e7as. \u00c9 assim que Alex sintetiza os seus 67 anos bem vividos:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Futebol foi projeto, \u00e9 prazer!<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Publicidade \u00e9 profiss\u00e3o!<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>M\u00fasica \u00e9 alimento para a alma!<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Mas, dessas atividades a que ainda \u201ctoca o cora\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 a m\u00fasica. <\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Futebol t\u00e1 um porre. T\u00e1 chato. Nem o Flamengo&#8230;\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong>Entre amigos<\/strong><\/p>\n<p>Alex n\u00e3o chegou a ser jogador profissional. A publicidade e a m\u00fasica agradecem, pois o talento dele na criatividade e na cultura est\u00e3o comprovados. Nem por isso, ele se desligou totalmente do futebol, mas parou de jogar h\u00e1 quatro ou cinco anos, reservando bom tempo ao filho L\u00e9o Galv\u00e3o e ao neto, j\u00e1 com 7 anos.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais de dois anos, Alex participa de um grupo de 25 jogadores que come\u00e7aram as suas carreiras em Bras\u00edlia. Nen\u00ea, do Gama, e Paulo Victor, que chegou a ser goleiro da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, fazem parte do grupo, entre outros craques que Bras\u00edlia revelou.<\/p>\n<p><strong>Reconhecimento <\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u201cAinda bem que a vida me deu caminhos e consegui fazer publicidade como profiss\u00e3o. Desde os 15 anos vivo as rotinas de uma ag\u00eancia\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Alex trabalhou quatro anos na EBN (Empresa Brasileira de Not\u00edcias) como chefe da divis\u00e3o de M\u00eddia. Depois tornou-se s\u00f3cio da Ratto Propaganda, uma das grandes empresas nesse setor. Tamb\u00e9m atuou na MPM, a grande ag\u00eancia no cen\u00e1rio nacional, e na Atual, tamb\u00e9m de destaque entre as melhores do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Roupa nova<\/strong><\/p>\n<p>Desde cedo, Alex mostrou determina\u00e7\u00e3o e que estava disposto a buscar espa\u00e7o naquilo que gostava de fazer. Come\u00e7ou cedo no trabalho. Aos 15 anos, foi aprovado em concurso para ocupar cargo de auxiliar operacional, na Cobal (Companhia Brasileira de Alimentos).<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cMeu pai comprou dois ternos para eu estrear no trabalho\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>com roupa nova\u201d<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Uma reuni\u00e3o no primeiro dia decidiu que Alex seria \u201cauxiliar operacional\u201d na Cobal da Candangol\u00e2ndia.<\/p>\n<p>\u201cA fun\u00e7\u00e3o era para varrer o mercado, remarcar pre\u00e7os, o que se fazia at\u00e9 duas vezes por dia, e outras atividades. No segundo dia, j\u00e1 n\u00e3o fui mais de terno, mas de cal\u00e7a Jeans e camiseta\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Alex n\u00e3o aguentou mais que um m\u00eas na Cobal. Ao findar os 30 dias, quando saiu o primeiro pagamento, ele pediu as contas \u00e0 chefia.<\/p>\n<p>\u201cNo dia seguinte contei a hist\u00f3ria para o pai. E disse, tamb\u00e9m, que j\u00e1 estava empregado numa ag\u00eancia de publicidade, de uma amiga, onde eu seria office boy, mas com chances de crescer. Eu estava com 16 anos. Mas, deu azar, a ag\u00eancia \u2013 Regis Representa\u00e7\u00f5es Gerais e Publicidade \u2013 faliu e ela foi trabalhar na SGM, mas me levou junto.<\/p>\n<p>E foi assim, conhecendo todos os setores de uma empresa de propaganda que Alex foi crescendo nessa profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 1988, aos 31 anos, avan\u00e7ou, quando foi ser s\u00f3cio de Luiz Antunes de Souza, o Rat\u00e3o, da ag\u00eancia Ratto Propaganda.<\/p>\n<p><strong>O \u201cchato\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Logo no in\u00edcio, Alex era \u201co cara chato\u201d da Ag\u00eancia. Trabalhava no setor de \u201cTr\u00e1fego\u201d. \u00c9 assim:<\/p>\n<p>\u201cTodo o trabalho que entra na ag\u00eancia \u00e9 acompanhado pelo Tr\u00e1fego. Ele cobra o cumprimento de prazos, por exemplo, desde o atendimento, cria\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o, m\u00eddia, etc. Nessa \u00e9poca eu j\u00e1 desenhava bem, gostava da arte, mas me envolvi com as quest\u00f5es operacionais da ag\u00eancia e produzi pouco naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>O teste<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cNo final dos anos 1970, fui fazer um teste para a casa de show Odara, que seria inaugurada na 405 Sul. Eu trabalhava na ag\u00eancia SGB Propaganda, mas fui l\u00e1 tentar uma vaga na casa, que ainda estava em obras\u201d<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>O avaliador dos tetes era o \u201cgenial e talentoso e irreverente\u201d Ary Jos\u00e9 de Oliveira, conhecido como Ary P\u00e1ra-Raios, diretor musical da casa mas que tamb\u00e9m foi diretor de teatro, jornalista e ambientalista. Ele trabalhava no jornal Correio Braziliense e era um contundente defensor do Cerrado.<\/p>\n<p>\u201cQuando terminei a minha apresenta\u00e7\u00e3o-teste, ele falou, sem rodeios: `Sua voz \u00e9 boa, voc\u00ea canta bem, mas seu viol\u00e3o \u00e9 med\u00edocre. Fica por a\u00ed que a gente conversa\u00b4. E eu fiquei\u201d.<\/p>\n<p>Alex acompanhou outros tetes e conclui, que, de fato, o seu toque de viol\u00e3o era fraco. S\u00f3 tinham feras no teste. \u201cNo final, ficaram tr\u00eas concorrentes, eu e as maravilhosas Nice Brown e a Cissa (Ana Cec\u00edlia Tavares), forjando o trio de cantores das noites odarenses\u201d.<\/p>\n<p><strong>Mam\u00e3e cantora<\/strong><\/p>\n<p>No jornal Correio Braziliense, o jornalista musical Irlan Rocha Lima registrou que foi aos 62 anos que Dona Yayana (Sebastiana Ferreira da Silva), estreava como cantora nas noites brasilienses.<\/p>\n<p>O relato \u00e9 de Alex Silva, em seu livro:<\/p>\n<blockquote><p>\u201c<em>Certa madrugada, por volta das duas da manh\u00e3, cheguei com um grupo de amigos no bar Singular, do Zeca Magalh\u00e3es, na Quadra 315 Norte, que era um dos muitos redutos da boa m\u00fasica de Bras\u00edlia. L\u00e1 fora, ouvimos uma bela voz feminina muito bem acompanhada por m\u00fasicos de primeira, quando falei: acho que \u00e9 mam\u00e3e! O grupo desmanchou-se em gargalhadas achando que era uma piada. Dentro do bar, a surpresa do grupo foi maior e mais agrad\u00e1vel. Era a mam\u00e3e!\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2613\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex5.jpg\" alt=\"\" width=\"381\" height=\"347\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex5.jpg 381w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex5-300x273.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 381px) 100vw, 381px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>A irm\u00e3 \u00e9 uma estrela<\/strong><\/p>\n<p>Na inaugura\u00e7\u00e3o do Odara, a casa estava lotada por jornalistas e convidados especiais. A irm\u00e3 de Alex, Angela Regina, deu uma canja e cantou pela primeira vez no microfone e em p\u00fablico.<\/p>\n<p>Quando ela terminou a apresenta\u00e7\u00e3o, um dos diretores do Odara, R\u00f4mulo Marinho, \u201cadvogado, portelense, amante da boa m\u00fasica, com o seu jeitinho educadamente truculento\u201d exclamou em voz alta:<\/p>\n<p><strong><em>\u201cQuem \u00e9 essa cantora? Quero ela cantando aqui<\/em><\/strong><strong><em>na semana que vem\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Depois da primeira \u201ccanja\u201d, Angela Regina tornou-se a cantora oficial da fam\u00edlia. Inclusive, fez show com Ivone Lara, Mart\u00b4n\u00e1lia e Elza Soares, no Memorial da Am\u00e9rica Latina; cantou com Jo\u00e3o Bosco, Joyce e com Z\u00e9lia Duncan e Rosinha Valen\u00e7a, assim como participou do especial Cantoras Negras. Angela Regina estar\u00e1 no show \u201cEssa Era dos Festivais\u201d, em 30 de agosto, no Clube do Choro, em Bras\u00edlia, cantando em parceria com Myrian Greco.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2614\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex6.jpg\" alt=\"\" width=\"757\" height=\"341\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex6.jpg 757w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex6-300x135.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 757px) 100vw, 757px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Irm\u00e3os artistas<\/strong><\/p>\n<p>Seu Nelson e Dona Yayana tiveram seis filhos, todos cresceram com o DNA da m\u00fasica em fam\u00edlia: Arlindo, o mais velho, toca cavaquinho, Alex, no canto e no viol\u00e3o, Angela Regina, canto, Ant\u00f4nio Carlos, o Thonde, core\u00f3grafo, bailarino e tocava pandeiro, o Andr\u00e9 Neg\u00e3o, baterista, DJ e percursionista, e o Petit, que morreu em acidente de tr\u00e2nsito, aos 14 anos, garoto inteligente que era a fonte de pesquisa da fam\u00edlia.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex7.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-2615\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex7-296x300.jpg\" alt=\"\" width=\"296\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex7-296x300.jpg 296w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex7-70x70.jpg 70w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex7.jpg 473w\" sizes=\"auto, (max-width: 296px) 100vw, 296px\" \/><\/a>Alex diz em seu livro (\u201cMinha Trilha Sonora \u2013 Do vinil ao digital\u201d), que a letra da m\u00fasica \u201cCasa de Bamba\u201d, um dos cl\u00e1ssicos de Martinho da Vila, \u201crepresenta muito bem este fragmento da grande fam\u00edlia da Silva\u201d.<\/p>\n<p><strong>Origens da fam\u00edlia cantante<\/strong><\/p>\n<p>Esse DNA tem origem nos anos 1930, no Rio de Janeiro, quando o Tio-av\u00f4 Synval Silva era o motorista da j\u00e1 famosa Carmem Miranda, a \u201cPequena Not\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Synval era o compositor da Escola de Samba Imp\u00e9rio da Tijuca. Quando completou 60 anos, ele recebeu o t\u00edtulo de \u201cBacharel do Samba\u201d, com anel e diploma outorgados pelo prestigiado Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Tornou-se um dos cantores preferidos de Carmem Miranda, que gravou v\u00e1rias de suas composi\u00e7\u00f5es. Morreu no Rio de Janeiro em 1994, aos 83 anos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex8.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-2616\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex8-300x272.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"272\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex8-300x272.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex8.jpg 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>No livro \u201cMinha Trilha Sonora\u201d, Alex presta homenagem ao tio-av\u00f4 e lembra que, al\u00e9m do <em>Adeus Batucada<\/em> gravou mais 15 sambas. Deixou de ser motorista para ser compositor.<\/p>\n<p>Ainda em fam\u00edlia: certa vez, Yayana se apresentou num programa do tamb\u00e9m compositor Ary Barroso (autor de Aquarela do Brasil), na R\u00e1dio Nacional do Rio de Janeiro e ganhou nota 4,5 do exigente Ary. Ele dava no m\u00e1ximo nota 5 aos concorrentes. E foi no Rio que ela se casou e veio para Bras\u00edlia, j\u00e1 com quatro filhos. Aqui nasceram mais dois.<\/p>\n<p>Dona Yayana vivia a m\u00fasica intensamente.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cTenho um amigo que at\u00e9 hoje lembra que, quando desc\u00edamos para jogar bola, ouv\u00edamos mam\u00e3e assoviando, enquanto fazia a comida. Assoviando e cantando. A base musical dos filhos vem tamb\u00e9m da\u00ed, do gosto dela pelo canto! \u00a0Eu, em particular, tamb\u00e9m sou iniciado pela black m\u00fasica americana. Ouvia muito Tina Turner, Diana Ross, James Brown\u201d&#8230;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Mestre da gafieira<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex9.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2617 size-medium\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex9-209x300.jpg\" alt=\"\" width=\"209\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex9-209x300.jpg 209w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex9.jpg 337w\" sizes=\"auto, (max-width: 209px) 100vw, 209px\" \/><\/a>J\u00e1 o pai de Alex n\u00e3o tocava um s\u00f3 instrumento. Por\u00e9m, era \u00f3timo na afina\u00e7\u00e3o de viol\u00f5es. \u201cEle afinava de ouvido, com precis\u00e3o enorme. E foi um grande incentivador nas carreiras dos filhos.<\/p>\n<p><em>\u201cPapai foi um grande incentivador das nossas carreiras. Era mineiro e dan\u00e7ava muito bem, o rock raiz, principalmente. Destacou-se, como professor das gafieiras Estudantina e a do Bola Preta\u201d, conta Alex. Seu Nelson faleceu jovem, com 57 anos, em 1979.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Fundada em 1928, a Estudantina, hoje na Pra\u00e7a Tiradentes, integra o Patrim\u00f4nio Cultural do Rio de Janeiro<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Bar da Val<\/strong><\/p>\n<p>Em 2015, Alex voltou a cantar, com Gilberto Lopes no cavaquinho, mais Arlindo Ferreira e Marcos Kuebas, na percuss\u00e3o. Foi quando criou um projeto chamado \u201cSegundandeira\u201d, que batia ponto no Bar da Val, na 407 Norte, um boteco pra l\u00e1 de legal, todas as segundas-feiras.<\/p>\n<p>O projeto previa que um artista da cidade sempre dividisse o palco com Alex e a m\u00fasica estava garantida das 19h \u00e0s 22h. Depois de certo tempo o grupo se mudou para outro bar, o Ful\u00f4 do Sert\u00e3o, na 404 Norte.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cA coisa come\u00e7ou a pegar, n\u00e3o dava pra chamar de Segundeira e o grupo passou a se chamar `Samba da Silva\u00b4 que evoluiu para Banda Silva\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O repert\u00f3rio, ainda hoje \u00e9 MPB e Bossa Nova, mas, al\u00e9m dos bares, Alex passou a atender mais contratos com festas particulares. \u201cToco em bar, mas \u00e9 muito pouco\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Na pandemia<\/strong><\/p>\n<p>Na triste \u00e9poca da Covid, quando ningu\u00e9m sa\u00eda de casa e os m\u00fasicos pararam de tocar, Alex investiu em um projeto dom\u00e9stico: \u201cIventei a Segundeira Virtual. Passei um ano fazendo programas a cada 15 dias. Convidava um artista local, ele mandava o curr\u00edculo eu roteirizava, pedia fotos pra ilustrar e gravava um programa de meia hora a 40 minutos, contando a hist\u00f3ria do artista. Depois, jogava o resultado no youtube, tinha p\u00fablico cativo, sa\u00ed de zero pera 415 seguidores.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cEra uma forma dos artistas se manterem ativos e mostrarem os seus trabalhos e talentos\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Despedida<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex10.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-2618\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex10-269x300.jpg\" alt=\"\" width=\"269\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex10-269x300.jpg 269w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex10.jpg 414w\" sizes=\"auto, (max-width: 269px) 100vw, 269px\" \/><\/a>O \u00faltimo programa da s\u00e9rie Segundeira foi com o piauiense Clodo Ferreira, piauiense, criado em Bras\u00edlia, amigo de Alex e que morreu recentemente, aos 72 anos, em 16 de julho deste ano.<\/p>\n<p>Clodomir Souza Ferreira, o Clodo, era compositor, instrumentista, poeta e professor de Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n<p>Irm\u00e3o de Cl\u00e9sio e Clim\u00e9rio, o trio marcou \u00e9poca na hist\u00f3ria da m\u00fasica piauiense e nordestina, em especial. Clodo teve como parceiros e parceiras expoentes da m\u00fasica nacional, como Dominguinhos, Belchior, Fagner, Simone, Elba Ramalho, Milton Nascimento, Nara Le\u00e3o, Ney Matogrosso&#8230;.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cN\u00e3o tenho \u00eddolo na vida, mas posso dizer que Clodo foi o meu guru\u201d, diz Alex, sem esconder a tristeza pela partida do talentoso amigo<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o e respeito<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e9lio Tremendani (\u00e0 esquerda, na foto), tamb\u00e9m pioneiro de Bras\u00edlia e intimamente vinculado aos movimentos carnavalescos e musicais da cidade, que acompanhou esta entrevista, quis saber como Alex conviveu na noite art\u00edstica brasiliense, sendo negro. Sofreu discrimina\u00e7\u00e3o? A explica\u00e7\u00e3o foi did\u00e1tica:<\/p>\n<p><em> <a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex11.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-2619\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex11-269x300.jpg\" alt=\"\" width=\"269\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex11-269x300.jpg 269w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex11.jpg 527w\" sizes=\"auto, (max-width: 269px) 100vw, 269px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cMinha m\u00e3e era muito positiva. Era uma entidade. Onde ela chegava, agradava, confortava as pessoas. Ela nos deu uma forma\u00e7\u00e3o para que a gente sempre soubesse se comportar. Quando dois irm\u00e3os brigavam, ela colocava os dois abra\u00e7ados, um olhando para o outro. Ensinou e crescemos num mundo de brancos, onde tinham poucos negros. Nas provoca\u00e7\u00f5es, eu sempre procurei n\u00e3o ser grosseiro, extremista, mas justo comigo mesmo. E enxergar da mesma forma a quest\u00e3o da negritude. Nem todo branco \u00e9 racista. A m\u00e3e do meu filho, por exemplo, \u00e9 uma loura gringa. Eu sempre soube me colocar e respeitar as pessoas. Certa vez fui disputar as pr\u00e9vias do Movimento Negro Unido (Unificado). Quando cheguei com duas brancas na reuni\u00e3o, o meu \u00fanico oponente come\u00e7ou discurso que ele falou uma palavra mais de cinco vezes: igualdade, mas em v\u00e1rios contextos. Eu nasci diferente, mas quem n\u00e3o me v\u00ea igual&#8230; eu luto por respeito, e a galera ficou puta comigo. Tenho irm\u00e3o que \u00e9 subserviente, que n\u00e3o acredita na sua negritude. Eu era tr\u00e1fego num certo momento da minha carreira de publicit\u00e1rio e ganhamos concorr\u00eancia da Am\u00e9rican Airlines, uma empresa norte-americana. Sei como combater as agress\u00f5es sem ser agressivo\u201d.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><em>\u00a0&#8220;<\/em><strong><em>Atualmente, sigo na publicidade, mas como aut\u00f4nomo, tamb\u00e9m fazendo diagrama\u00e7\u00e3o e desenho gr\u00e1fico. Na verdade, eu gosto de trabalhar\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2620\" aria-describedby=\"caption-attachment-2620\" style=\"width: 642px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex12.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2620\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex12.jpg\" alt=\"\" width=\"642\" height=\"485\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex12.jpg 642w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/alex12-300x227.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 642px) 100vw, 642px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2620\" class=\"wp-caption-text\">Num caf\u00e9, H\u00e9lio e Jos\u00e9 Cruz tiveram um bom papo com Alex, pra mais de hora<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz Quando desembarcou em Bras\u00edlia com a fam\u00edlia, em 1963, vindo do Rio de Janeiro, Alex, ent\u00e3o com seis anos, foi morar no mais carioca dos bairros da Capital da Rep\u00fablica, o \u201cGavi\u00e3o\u201d, hoje \u201cCruzeiro\u201d, reduto da m\u00fasica e do samba, em especial, e onde morou a consagrada cantora e compositora &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13,2,3,6,16,14],"tags":[],"class_list":["post-2608","post","type-post","status-publish","format-standard","","category-colunistas","category-cultura","category-destaque","category-entrevistas","category-helio-tremendani","category-jose-cruz"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2608","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2608"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2608\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2668,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2608\/revisions\/2668"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2608"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2608"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2608"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}