{"id":2574,"date":"2024-07-21T16:49:16","date_gmt":"2024-07-21T19:49:16","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/?p=2574"},"modified":"2024-07-21T17:07:24","modified_gmt":"2024-07-21T20:07:24","slug":"a-primeira-olimpiada-a-gente-nunca-esquece","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/2024\/07\/21\/a-primeira-olimpiada-a-gente-nunca-esquece\/","title":{"rendered":"A primeira Olimp\u00edada a\u00a0gente nunca esquece"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>A proximidade dos Jogos Ol\u00edmpicos de Paris, a partir do dia 26 de julho, me incentiva viajar pelas grandes coberturas esportivas que realizei. Olimp\u00edada de Seul, 1988, eu estava l\u00e1.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0Por <\/strong><strong>Jos\u00e9 Cruz<\/strong><\/p>\n<p>Quando cheguei \u00e0 gigantesca Vila de Imprensa do Parque Ol\u00edmpico de Seul, em 1988, eu n\u00e3o estava apenas no meio de estranhos coreanos, mas no meio do mundo em balb\u00fardia infernal, sem exageros.<\/p>\n<p>Ali estavam jornalistas, fot\u00f3grafos, t\u00e9cnicos e cinegrafistas de 159 pa\u00edses com o mesmo objetivo, cobrir a primeira Olimp\u00edada com as presen\u00e7as de atletas dos Estados Unidos e da ent\u00e3o Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, \u00a0depois de boicotes: em dois Jogos consecutivos, Moscou, 1980, e Los Angeles, 1984, um n\u00e3o foi \u00e0 festa do outro. Coisas da \u201cguerra fria\u201d. Seul seria, ent\u00e3o, o tira-teima dos poderosos.<\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_2577\" aria-describedby=\"caption-attachment-2577\" style=\"width: 922px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/oli1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2577\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/oli1.jpg\" alt=\"\" width=\"922\" height=\"711\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2577\" class=\"wp-caption-text\">Jo\u00e3o Pedro Nunes (O Estado de S.Paulo), o fot\u00f3grafo Gil Pinheiro (Revista Manchete) e este ainda jovem rep\u00f3rter,\u00a0na Vila de Imprensa dos Jogos Ol\u00edmpicos de Seul<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Ousadia<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/oli2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2578\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/oli2.jpg\" alt=\"\" width=\"124\" height=\"124\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/oli2.jpg 124w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/oli2-70x70.jpg 70w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/oli2-120x120.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 124px) 100vw, 124px\" \/><\/a>L\u00e1 se v\u00e3o 36 anos daquela que foi a minha primeira cobertura internacional, de cara, os Jogos Ol\u00edmpicos, evento com cerca de 40 modalidades, dif\u00edcil de cobrir, principalmente sozinho!!! Ousadia do companheiro Sylvio Guedes, \u00e0 \u00e9poca o editor de Esportes do Correio Braziliense. (Obrigado, Mestre Sylvio). Doze anos depois, eu repetiria a pauta, dessa vez nos Jogos de Sidney, em 2000. Mas, a\u00ed, o mundo j\u00e1 era outro, o S\u00e9culo j\u00e1 tinha mudado e isso merece cr\u00f4nica especial.<\/p>\n<p>Eu estava, enfim, na distante mas moderna Seul, com popula\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos estranh\u00edssimos, como se deliciar com carne de cobra ou de cachorro, compradas em a\u00e7ougues que exibiam os bichinhos pendurados em ganchos macabros, como ainda se faz com os bois, porcos e frangos ocidentais<strong>. <\/strong>Ironicamente, o mascote dos Jogos de Seul foi \u201cHodori\u201d, um simp\u00e1tico e sorridente tigrinho, homenagem a esse animal que habita aquela regi\u00e3o oriental.<\/p>\n<p><strong>A chave<\/strong><\/p>\n<p>A primeira provid\u00eancia na Vila de Imprensa era pegar a chave de meu quarto, previamente alugado. O problema \u00e9 que outros cinco mil e tantos jornalistas queriam o mesmo. Os Jogos come\u00e7ariam em uma semana e a turma das imagens e texto chegava de toda parte do mundo, cada um com suas prioridades ou urg\u00eancias &#8230;<\/p>\n<p>Cansado de mais de 12 horas de viagem entre Los Angeles e Seul, mochila pesada, soltei um palavr\u00e3o em meio a tanta desordem e gritaria. Afinal, jornalistas indianos, chineses, russos, israelenses, etc em minha volta n\u00e3o entenderiam aquele desabafo&#8230; <em>PQP<\/em>!!!<\/p>\n<p>Meu anonimato grosseiro n\u00e3o passou despercebido \u2013 imagine! \u2013de um brasileiro que por ali passava.<\/p>\n<p>&#8211; O que que h\u00e1, ga\u00facho! \u2013 disse ele.<\/p>\n<p>Olhei para o lado atra\u00eddo pela voz familiar e ali estava, como disposto a me ajudar, o grande jornalista Jo\u00e3o Saldanha, ex-t\u00e9cnico da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, na pr\u00e9-campanha da Copa de 1970 e que, em 1957, levara o Botafogo ao t\u00edtulo estadual.<\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o Sem Medo<br \/>\n<\/strong><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/oli3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-2579 size-medium\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/oli3-212x300.jpg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/oli3-212x300.jpg 212w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/oli3.jpg 392w\" sizes=\"auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/a>De texto e conversa simples, no n\u00edvel de torcedor de arquibancada em dia de cl\u00e1ssico, de inesquec\u00edveis coment\u00e1rios e debates na TV, era ele mesmo, o \u201cJo\u00e3o Sem Medo\u201d, apelido que ganhou de Nelson Rodrigues, devido \u00e0 ousadia do ga\u00facho.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o j\u00e1 estava na Vila h\u00e1 algum tempo. Comentarista da ainda jovem TV Manchete, do Rio de Janeiro, ele acompanhava a prepara\u00e7\u00e3o da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, que j\u00e1 tinha craques bem conhecidos, entre eles Taffarel, Andrade, Careca, Bebeto e Rom\u00e1rio. Apesar disso, ficamos com a medalha de prata, na derrota para a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica por 1&#215;2, na final, com gol de Rom\u00e1rio, tamb\u00e9m artilheiro da competi\u00e7\u00e3o, com sete gols.<\/p>\n<p><strong>Amigo da chefia<\/strong><\/p>\n<p>Esse era, em resumo, o jornalista que se disp\u00f4s me ajudar. Soube, depois, que ele fizera o mesmo com tantos outros brasileiros \u201cperdidos na vila\u201d.<\/p>\n<p>Bem ao seu estilo, Jo\u00e3o j\u00e1 conhecia meio mundo, os chefes de setores, principalmente, porque s\u00e3o os que resolvem mesmo num evento dessa magnitude. Assim, por influ\u00eancia dele, em meia hora eu j\u00e1 havia assinado uma papelada que nem li, mas estava, enfim, com a chave do ap em m\u00e3os.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o se comunicava com facilidade enorme, tanto no texto quanto na palavra. E cativava pela forma convincente como se expressava. Quando sa\u00edmos do pr\u00e9dio, ele apontou para um \u201cPUB\u201d, nos arredores, e sugeriu:<\/p>\n<p>&#8211; Depois que encontrares o teu pr\u00e9dio (o Bloco C, nunca esqueci) aparece naquele PUB. A brasileirada t\u00e1 toda l\u00e1.<\/p>\n<p>Fiz isso. Lembro que Paulo Stein e o fot\u00f3grafo Gil Pinheiro, da revista Manchete, ouviam Jo\u00e3o, que contava \u201ccausos\u201d dos entreveiros que enfrentara. Depois, foram chegando outros jornalistas brasileiros. Os mais \u00edntimos diziam que ele mentia muito. N\u00e3o creio.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cJo\u00e3o tinha a capacidade de mentir com gra\u00e7a e convincentemente\u201d, disse, certa vez, o jornalista e cronista Armando Nogueira. Disse mais: \u201cJo\u00e3o Saldanha era insuportavelmente inteligente\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Papo e cacha\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Logo de chegada, observei sobre a mesa uma garrada de \u201cSoju\u201d, nome estranho de bebidas, principalmente para mim, de pouca resist\u00eancia&#8230; Era uma gostosa cacha\u00e7a coreana, parecida saqu\u00ea, que a \u201cbrasileirada\u201d esvaziou em menos de meia hora. Naquela noite, Soju foi decisiva para me ajudar na adapta\u00e7\u00e3o ao fuso hor\u00e1rio, de 12 horas \u00e0 frente do Brasil.<\/p>\n<p>Depois daquele in\u00e9dito encontro e pequena conviv\u00eancia, eu e Jo\u00e3o Saldanha n\u00e3o nos vimos mais. Jornalistas da imprensa escrita trabalham em \u00e1reas diferentes dos da TV e nem sempre est\u00e3o nas mesmas coberturas. Mas o acompanhava pela televis\u00e3o e jornais por onde passou.<\/p>\n<p>Mas, aquele r\u00e1pido e casual encontro, fez crescer a minha admira\u00e7\u00e3o profissional, sobretudo, por Jo\u00e3o Saldanha, a ponto de chegar \u00e0s lagrimas na sua morte, 12 de julho de 1990, depois da Copa do Mundo da It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Quando viajou, ele j\u00e1 estava bombardeado devido a s\u00e9rios problemas nos pulm\u00f5es. Jo\u00e3o fumava ininterruptamente. Sabia dos riscos daquela cobertura tendo uma sa\u00fade abalad\u00edssima. Mesmo assim, Jo\u00e3o \u201cSem Medo\u201d foi para a sua \u00faltima Copa. J\u00e1 em cadeira de rodas, mas foi.<\/p>\n<p>Alguns anos depois, j\u00e1 neste s\u00e9culo, entrevistei e me tornei amigo de Bebeto de Freitas, sobrinho de Jo\u00e3o Saldanha, que manteve o DNA do tio. Ex-jogador de v\u00f4lei, t\u00e9cnico consagrado e gestor esportivo s\u00e9rio, ele me contou hist\u00f3rias maravilhosas \u2013 muitas preocupantes \u2013 sobre os bastidores do nosso esporte em geral e o ol\u00edmpico em particular. Foi numa conversa por mais de oito horas entre um caf\u00e9 da manh\u00e3, almo\u00e7o e janta. \u00a0Mas isso \u00e9 assunto para um pr\u00f3ximo coment\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Jogos e doping<\/strong><\/p>\n<p>Seul recebia os Jogos que ficaram conhecidos como \u201ca Olimp\u00edada de Bem Johnson\u201d, refer\u00eancia ao jamaicano naturalizado canadense, o primeiro homem a correr os 100m abaixo dos 10 segundos, mas reprovado no exame antidoping.<\/p>\n<p>O velocista, com musculatura de um halterofilista, fez fenomenais 9s79 na final, mas n\u00e3o lhe valeu de nada. Foi um baita esc\u00e2ndalo, como se ele fosse o \u00fanico a estar naquela situa\u00e7\u00e3o, inclusive entre as mulheres&#8230; O doping, os seus exames e consequ\u00eancias ainda s\u00e3o mist\u00e9rios nas Olimp\u00edadas modernas, porque o desempenho dos atletas esconde patroc\u00ednios e interesses milion\u00e1rios que nem imaginamos.<\/p>\n<p><strong>Brasileiros<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/oli4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2580 size-medium\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/oli4-300x253.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"253\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/oli4-300x253.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/oli4.jpg 647w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Para os brasileiros os bem-organizados Jogos de Seul foram celebrados com a primeira medalha de ouro conquistada pelo jud\u00f4, feito de Aur\u00e9lio Miguel.<\/p>\n<p>Com outros jornalistas, eu acompanhava um jogo de basquete, quando o monitor de TV nas nossas cabines anunciou que Aur\u00e9lio havia se classificado para a luta final. A prata estava garantida, no m\u00ednimo e isso era not\u00edcia important\u00edssima. Lembro bem, era em torno de 19h locais, enquanto ainda amanhecia o mesmo dia no Brasil&#8230;<\/p>\n<p>Sa\u00edmos em disparada para o gin\u00e1sio de lutas. No trajeto, o \u00f4nibus exclusivo da imprensa mostrava a luta de Aur\u00e9lio contra o alem\u00e3o Marco Meiling, por um pequeno monitor.<\/p>\n<p>Quando chegamos ao local do jud\u00f4, enfrentando tr\u00e2nsito pavoroso, a medalha dourada j\u00e1 estava com o campe\u00e3o ol\u00edmpico, na derrota que imp\u00f4s a Meiling, na categoria meio pesado (95kg).<\/p>\n<p>Por\u00e9m, ainda pegamos a coletiva daquele judoca com cara de garot\u00e3o, ent\u00e3o com 24 anos, ponto de partida para que o nosso jud\u00f4 fizesse escola e se tornasse refer\u00eancia mundial.<\/p>\n<p>E o que nos espera em Paris, al\u00e9m da moderna tecnologia que contrasta espetacularmente com a maquinha de escrever port\u00e1til que levei para Seul, h\u00e1 36 anos, usando um telex para transmitir o material? E os rep\u00f3rteres de hoje, com tecnologia instant\u00e2nea, podendo escrever mat\u00e9rias de seus celulares e, melhor! Fotografar o evento com imagens de qualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Paris est\u00e1 em festa<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Que venham os Jogos!<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Independentemente de resultados, \u201cI love Paris every moment\u201d, como disse o m\u00fasico e compositor norte-americano, Coler Porter, nessa maravilhosa m\u00fasica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A proximidade dos Jogos Ol\u00edmpicos de Paris, a partir do dia 26 de julho, me incentiva viajar pelas grandes coberturas esportivas que realizei. 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