{"id":2451,"date":"2024-05-08T17:40:19","date_gmt":"2024-05-08T20:40:19","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/?p=2451"},"modified":"2024-05-13T10:15:34","modified_gmt":"2024-05-13T13:15:34","slug":"as-mamaes-com-carinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/2024\/05\/08\/as-mamaes-com-carinho\/","title":{"rendered":"\u00c0S MAM\u00c3ES, COM CARINHO"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por\u00a0H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz<\/strong><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>As modernidades da tecnologia n\u00e3o aliviam muito a correria do dia a dia de quem trabalha, estuda, treina, viaja, joga, samba&#8230; E, nessa rotina, h\u00e1 um elemento indispens\u00e1vel a ser preservado e que est\u00e1 na ordem natural da fam\u00edlia, o amor de m\u00e3e.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>As mam\u00e3es que o digam, preocupadas com os seus \u201cpimpolhos\u201d: cuidados com a alimenta\u00e7\u00e3o, com a sa\u00fade, com o dever escolar, a indispens\u00e1vel educa\u00e7\u00e3o infantil e, principalmente, a saudade, no trabalho ou quando viajam.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Mas, assim mesmo, muitas ainda arrumam tempo para comparecer ao pr\u00f3ximo treino, viajar para disputar mais uma competi\u00e7\u00e3o e at\u00e9 espa\u00e7o na agenda para novo ensaio ou um desfile carnavalesco, quando o samba comanda o ritmo.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Enfim, n\u00e3o \u00e9 exagero afirmar que as m\u00e3es, atletas ou sambistas, tamb\u00e9m cumprem verdadeiras maratonas di\u00e1rias, algo que corresponde a uma corrida \u2013 ou miss\u00e3o \u2013 de longa dist\u00e2ncia, exigindo e consumindo muito f\u00f4lego<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Homenagem<\/strong><\/p>\n<p>Quatro m\u00e3es \u201ctrabalhadoras\u201d passaram\u00a0para a Mem\u00f3ria da Cultura e do Esporte um resumo de suas rotinas. Com esses depoimentos, prestamos a homenagem do portal a todas as Mam\u00e3es, neste Domingo de Maio, data que lhes \u00e9\u00a0\u00a0merecidamente consagrada.<\/p>\n<p><strong>SHIRLENE COELHO<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2452\" aria-describedby=\"caption-attachment-2452\" style=\"width: 225px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2452 size-medium\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes1-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes1-225x300.jpg 225w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes1-768x1023.jpg 768w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes1-1153x1536.jpg 1153w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes1.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2452\" class=\"wp-caption-text\">Shirlene, com o marido, Jesse Watson, e os filhos, Benjamim e Elize<\/figcaption><\/figure>\n<p>Natural de Corumb\u00e1 de Goi\u00e1s, Shirlene Coelho tem dois filhos: Benjamim, de 5 anos, e Elize, 3.<\/p>\n<p>Com paralisia cerebral, Shirlene \u00e9 destaque nacional paral\u00edmpica, consagrando-se no atletismo, onde conquistou quatro medalhas ao longo da carreira, duas de ouro e duas de prata, \u00a0entre 2008, nos Jogos de Pequim, Londres 2012 e Paralimp\u00edada do Rio de Janeiro, 2016.<\/p>\n<p>Todos os trof\u00e9us vieram nas provas de lan\u00e7amento de dardo e lan\u00e7amento de disco, categoria F37. Aos 42 anos, Shirlene, que mora em Bras\u00edlia, continua treinando para tentar vaga na delega\u00e7\u00e3o que vai aos Jogos Paral\u00edmpicos de Paris. Ela \u00e9 treinada pelo Professor Mingo, especialista nessas modalidades, e frequenta academia com regularidade para manter a forma de competidora.<\/p>\n<p><strong><em>Olha, n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil, mas se eu quero fazer as duas coisas que gosto na vida \u2013 ser m\u00e3e e praticar esporte. Para isso \u00e9 preciso muito esfor\u00e7o. Treinar, viajar, competir e ficar longe da fam\u00edlia \u00e9 terr\u00edvel. Quando me despe\u00e7o dos meus filhos, lembro que estou indo para a competi\u00e7\u00e3o porque \u00e9 necess\u00e1rio, n\u00e3o s\u00f3 para tentar mais uma conquista de p\u00f3dio, mas para se ter uma vida melhor, tamb\u00e9m para eles, os meus filhos.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Porta-bandeira do Brasil no desfile da delega\u00e7\u00e3o na abertura da Paralimp\u00edada Rio 2016, ela faz do esporte a sua profiss\u00e3o e uma forma de ajudar a criar os filhos que lhe d\u00e3o alegrias:<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cEu considero, sim, o esporte paral\u00edmpico uma profiss\u00e3o. At\u00e9 porque, por mais que seja pouco, eu recebo para estar treinando e competindo. No come\u00e7o \u00e9 pouco, mas, depois que a gente se destaca, a\u00ed \u00e9 poss\u00edvel se sustentar muito bem\u201d.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>CL\u00c1UDIA CERQUEIRA <\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2453\" aria-describedby=\"caption-attachment-2453\" style=\"width: 224px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2453 size-medium\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes2-224x300.jpg\" alt=\"\" width=\"224\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes2-224x300.jpg 224w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes2-763x1024.jpg 763w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes2-768x1031.jpg 768w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes2.jpg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 224px) 100vw, 224px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2453\" class=\"wp-caption-text\">Cl\u00e1udia com os seus \u201ccuecas\u201d, Daniel e Davi<\/figcaption><\/figure>\n<p>Cl\u00e1udia \u00e9 m\u00e9dica radiologista e atleta master de handebol. \u00c9 m\u00e3e e atleta campe\u00e3! Jogando como piv\u00f4, ela integrou a equipe da ARUC que se sagrou campe\u00e3 mundial na Cro\u00e1cia, em setembro de 2021.<\/p>\n<p>Cl\u00e1udia se desdobra na rotina de m\u00e3e e trabalhadora, com a vantagem de que os seus \u201ccuecas\u201d\u2013 como carinhosamente chama os filhos, Davi, 23, e Daniel, 19 anos \u2013 j\u00e1 s\u00e3o bem grandinhos. Assim, ela pode levar para o bom debate com eles os seus desempenhos tamb\u00e9m no esporte. \u00a0Nesse caso, o di\u00e1logo fica mais f\u00e1cil, n\u00e3o s\u00f3 pela idade dos filhos, mas porque eles praticam o handebol e outros esportes.<\/p>\n<p>\u00c9 dela o depoimento a seguir:<\/p>\n<p><strong><em>\u201cSempre conciliei a maternidade, medicina, fam\u00edlia, treinos, viagens e competi\u00e7\u00f5es. A maternidade foi um marco na minha trajet\u00f3ria de m\u00e3e e jogadora de handball. Compartilhar a vida desportista com meus filhos sempre foi prazeroso, pois o esporte \u00e9 educador e transformador e levamos as experi\u00eancias das viagens e dos campeonatos para o dia a dia com eles\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>M\u00e9dica radiologista, Cl\u00e1udia trabalhou por 17 anos no hospital Sarah, em Bras\u00edlia. Atualmente, mora em Macei\u00f3, mas sempre que pode vem treinar com suas colegas da ARUC, principalmente em \u00e9poca de competi\u00e7\u00f5es importantes. \u201cSou uma candanga nata\u201d. E conclui, orgulhosa:<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>&#8220;Filhos s\u00e3o a melhor b\u00ean\u00e7\u00e3o que podemos ter.\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>A segunda \u00e9 o handebol&#8221;.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>MAKELLY OLIVEIRA<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2454\" aria-describedby=\"caption-attachment-2454\" style=\"width: 246px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2454\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes3-246x300.jpg\" alt=\"\" width=\"246\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes3-246x300.jpg 246w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes3-840x1024.jpg 840w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes3-768x936.jpg 768w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes3.jpg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 246px) 100vw, 246px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2454\" class=\"wp-caption-text\">A \u201cMam\u00e3e-Princesa\u201d com Carolina e Davi, seus incentivadores<\/figcaption><\/figure>\n<p>Makelly Oliveira, de 39 anos, \u00e9 m\u00e3e de Anna Carolina, de 14 anos, e Davi Wilker, de 4.<\/p>\n<p>Princesa da Bateria da ARUC, Makelly tem uma rotina super corrida, dividindo o tempo de trabalho na \u00e1rea comercial, com o de especialista em investimentos, pr\u00e1tica de muscula\u00e7\u00e3o e treinos de muay thai.<\/p>\n<p>\u201cCarolina me acompanha desde os tr\u00eas anos, quando eu era passista da Imp\u00e9rio do Guar\u00e1. Minha f\u00e3 n\u00famero 1, ela fica toda vaidosa quando me apresenta para os amigos como princesa da bateria. Ela tamb\u00e9m \u00e9 a minha incentivadora a n\u00e3o desistir, mesmo com as dificuldades que tenho de arrumar tempo para fazer o que amo, sambar\u201d!<\/p>\n<p>Davi, por sua vez, \u00e9 um apaixonado por instrumentos. Desde beb\u00ea, ele tem contato com a m\u00fasica e o samba, com incentivos da mam\u00e3e e do papai.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cEle (Davi) fala assim: \u00b4Mam\u00e3e vamos para o samba? Mam\u00e3e, voc\u00ea \u00e9 a minha princesa.\u00a0 \u00c9 a coisa mais linda!\u201d<\/em><\/strong><strong><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Natural de Santar\u00e9m (Par\u00e1) Makelly participava, ainda crian\u00e7a, de grupos de apresenta\u00e7\u00e3o de dan\u00e7as folcl\u00f3ricas, como Boi-Bumb\u00e1, Sair\u00e9 e Carimb\u00f3.<\/p>\n<p>\u201cCom a minha mudan\u00e7a para Bras\u00edlia, em 2000, passei uns anos sem contato com a dan\u00e7a, mas, em 2005, comecei a frequentar o Bar do Calaff. Algu\u00e9m me viu sambar e me convidou para ser passista da Escola de Samba do Guar\u00e1, e foi a\u00ed que tudo come\u00e7ou\u201d, revela Makelly a sua trajet\u00f3ria no samba.<\/p>\n<p>Integrada ao samba, Markelly desfilou em Manaus na escola de samba \u201cA Grande Familia\u201d. Depois saiu como Musa da \u00c1guia Imperial.<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cJ\u00e1 no ano passado, fui convidada para assumir o espa\u00e7o de Princesa da Bateria da ARUC\u201d.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_2455\" aria-describedby=\"caption-attachment-2455\" style=\"width: 204px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2455\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes4-204x300.jpg\" alt=\"\" width=\"204\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes4-204x300.jpg 204w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes4-696x1024.jpg 696w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes4-768x1131.jpg 768w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/maes4.jpg 898w\" sizes=\"auto, (max-width: 204px) 100vw, 204px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2455\" class=\"wp-caption-text\">Carmem com as tamb\u00e9m mam\u00e3es Cristiane e Nathalia<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>CARMEM DE OLIVEIRA<\/strong><\/p>\n<p>Quando come\u00e7ou a carreira de atleta, em 1982, aos 17 anos, Carmem de Oliveira j\u00e1 era mam\u00e3e de Cristiane, sua primeira filha. Depois, veio Nathalia.<\/p>\n<p>E foi assim, literalmente \u201ccorrendo\u201d, que essa brasiliense de Sobradinho n\u00e3o teve d\u00favidas de que as competi\u00e7\u00f5es eram uma forma de ela se tornar atleta e fazer das corridas um meio de subsist\u00eancia.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cCorrendo, eu podia ganhar pr\u00eamios.\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>O esporte se transformou numa forma de trabalho\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Com esse pensamento, Carmem foi \u00e0 luta. Ou, melhor: \u00e0s corridas. Atleta disciplinada teve dois expressivos resultados na sua carreira: foi a primeira brasileira a ganhar a Corrida de S\u00e3o Silvestre, em 1994, ano em que tamb\u00e9m se tornou a primeira sul-americana a correr a maratona abaixo das 2h30. Ela fez 2h27min na centen\u00e1ria Maratona de Boston, Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u201cPor\u00e9m, na rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e e filhas pode at\u00e9 parecer que n\u00e3o se tinha cora\u00e7\u00e3o. Houve anivers\u00e1rios delas que eu estava em outro pa\u00eds. Eu cantava parab\u00e9ns a dist\u00e2ncia. N\u00e3o foi f\u00e1cil enfrentar essa realidade, mas era preciso, eu estava trabalhando\u201d, repete.<\/p>\n<p>Se disserem que hoje Carmem \u00e9 uma superm\u00e3e, n\u00e3o duvidem. \u00c9 como se ela tivesse a fam\u00edlia sob a sua prote\u00e7\u00e3o. Para isso, ela cultiva a tese de que precisa estar bem, antes de tudo, para que os demais se beneficiem de sua energia.<\/p>\n<p>\u201cCuido de mim, primeiramente, da minha sa\u00fade. Tamb\u00e9m cuido das crian\u00e7as, ofertando um pouco de lazer, brincadeiras, coisas que os pais, muitas vezes cansados, n\u00e3o conseguem fazer. Com isso, estou cuidado das filhas, indiretamente. E cuido, sobretudo, dos meus pais mostrando que ainda s\u00e3o fortes, incentivando-os a cada dia. Minha M\u00e3e, Maria, est\u00e1 com 83 anos. Meu pai vai fazer 90\u201d.<\/p>\n<p>Politicamente bem definida na luta por uma sociedade mais justa e de oportunidades iguais para todos, Carmem conclui que 42 anos depois do in\u00edcio de sua carreira \u201cas coisas n\u00e3o mudaram. Meus filhos t\u00eam as mesmas d\u00favidas que eu tinha\u201d.<\/p>\n<p>E conclui:<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cNesse sistema capitalista \u00e9 preciso dar o sangue para comer, para vestir, para transitar, para estudar. As coisas n\u00e3o mudaram! Crian\u00e7as e \u00a0idosos, principalmente, continuam sem assist\u00eancia m\u00e9dica. Os mais pobres com poucas oportunidades de estudo e de trabalho. Os problemas de antes continuam sendo os de agora. Tristemente, o Estado continua muito ausente das nossas vidas\u201d.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 As modernidades da tecnologia n\u00e3o aliviam muito a correria do dia a dia de quem trabalha, estuda, treina, viaja, joga, samba&#8230; E, nessa rotina, h\u00e1 um elemento indispens\u00e1vel a ser preservado e que est\u00e1 na ordem natural da fam\u00edlia, o amor de m\u00e3e. 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