{"id":2438,"date":"2024-04-30T12:35:11","date_gmt":"2024-04-30T15:35:11","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/?p=2438"},"modified":"2024-04-30T12:36:05","modified_gmt":"2024-04-30T15:36:05","slug":"um-craque-inesquecivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/2024\/04\/30\/um-craque-inesquecivel\/","title":{"rendered":"UM CRAQUE INESQUEC\u00cdVEL"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>A entrevista com Axel van der Broocke \u2013 um inesquec\u00edvel craque das quadras \u2013 transformou-se em depoimento valioso. Daqueles que ficam como uma aula de vida.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Lembran\u00e7as do tempo bem vivido l\u00e1 no in\u00edcio de Bras\u00edlia e dos jogos de futebol de sal\u00e3o que contrastaram com a rotina acad\u00eamica e o testemunho da truculenta invas\u00e3o de tropas militares ao campus da Universidade de Bras\u00edlia, no tempo da ditadura.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>\u00a0Axel estava naquele triste epis\u00f3dio de agosto de 1968 e at\u00e9 sofreu na pele com as atrocidades:<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>\u201cFoi horr\u00edvel\u201d!<\/em><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2439\" aria-describedby=\"caption-attachment-2439\" style=\"width: 618px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2439 size-large\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel1-776x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"618\" height=\"816\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel1-776x1024.jpg 776w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel1-227x300.jpg 227w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel1-768x1014.jpg 768w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel1-1164x1536.jpg 1164w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel1.jpg 1212w\" sizes=\"auto, (max-width: 618px) 100vw, 618px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2439\" class=\"wp-caption-text\">Em tr\u00eas horas de conversa, Axel mergulhou no tempo em que, como atleta, se consagrou no futebol de sal\u00e3o de Bras\u00edlia (Foto: Jos\u00e9 Cruz)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>O melhor<\/strong><\/p>\n<p>Carioca, do bairro Braz de Pina, onde nasceu em 1946, Axel est\u00e1 h\u00e1 62 anos em Bras\u00edlia. Os seus contempor\u00e2neos afirmam que ele foi, sem d\u00favida, o melhor jogador de futebol de sal\u00e3o na primeira d\u00e9cada de Bras\u00edlia. Depois, foi desacelerando&#8230;<\/p>\n<p>Os testemunhos sobre Axel foram confirmados em abril de 2024, numa solenidade da dire\u00e7\u00e3o do Clube dos Servidores do Senado Federal, para homenagear os seus craques do passado. Ele levantou a plateia de amigos e parceiros de quadra quando chegou ao sal\u00e3o de festas. Foram aplausos e abra\u00e7os apertados de quem h\u00e1 muito n\u00e3o se via.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2430\" aria-describedby=\"caption-attachment-2430\" style=\"width: 618px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/memorias1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-2430\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/memorias1-1024x689.jpg\" alt=\"\" width=\"618\" height=\"416\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2430\" class=\"wp-caption-text\">Axel, de camisa vermelha, com a \u201cvelha guarda\u201d de craques da Gr\u00e1fica do Senado Federal<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><em>\u201cAxel foi o melhor de todos\u201d, disse o experiente jornalista esportivo Lu\u00eds Augusto Mendon\u00e7a, que durante muitos anos cobriu esse segmento Bras\u00edlia.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong>O in\u00edcio<\/strong><\/p>\n<p>A inicia\u00e7\u00e3o de Axel no futebol, ainda no Rio de Janeiro, foi com bola de meia ou com uma, de borracha, que se enchia com a boca. Jogava na quadra do Bonsucesso F.C e tinha um amigo extraordin\u00e1rio, que latia quando a sua m\u00e3e, Ivanosca, estava chegando para tir\u00e1-lo do jogo. \u201cEra um vira-latas. Latindo, ele me avisava quando mam\u00e3e vinha me buscar\u201d&#8230;<\/p>\n<p>Jogar bola de forma profissional naqueles tempos era como tentar ser m\u00fasico ou cantor: n\u00e3o eram profiss\u00f5es de \u201cgente decente\u201d&#8230; Mas, era o que Axel gostava de fazer, jogar bola e tocar surdo, no compasso dos sambas cariocas e das m\u00fasicas das escolas carnavalescas.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, obediente aos pais, foi estudar, mas sem se afastar dos amigos peladeiros e dos grupos de sambistas de sua regi\u00e3o, grupos que integrava s\u00f3 por lazer, mas com grande satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Lembran\u00e7as de fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cEu tinha 11 anos, quando o meu pai, Hiel, se formou em Medicina. A missa, na Igreja da Candel\u00e1ria, foi emocionante. Ele trabalhava na Panair e estudava na Universidade Federal\u201d.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Antes de se formar em Medicina, Hiel, filho de pais holandeses, foi radiotelegrafista \u2013 transmiss\u00e3o de mensagens por sinais sonoros \u2013 da Panair do Brasil, uma prestigiada e charmosa empresa de avia\u00e7\u00e3o, \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p>Era agosto de 1942 quando o Brasil teve navios mercantes torpedeados pela frota da Alemanha nazista, o ent\u00e3o presidente Get\u00falio Vargas decidiu entrar na II Guerra Mundial.<\/p>\n<p>Hiel, por ser radiotelegrafista, foi convocado pela Aeron\u00e1utica para atuar na Base A\u00e9rea de Natal. Naquela capital, ele conheceu Ivanosca, \u201cuma bela nordestina\u201d, pela qual se encantou. Foi tipo amor \u00e0 primeira vista. A rela\u00e7\u00e3o entre os dois prosperou at\u00e9 o casamento e dessa uni\u00e3o nasceu Axel, em 24 de dezembro de 1946, o nosso personagem de agora.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Primeiros anos<\/strong><\/p>\n<p>Desde crian\u00e7a, Axel era do tipo \u201cesquentado\u201d e, por isso, entrou em muitas confus\u00f5es mesmo nos jogos entre peladeiros.<\/p>\n<p>O estilo briguento ele acredita ter herdado um pouco do av\u00f4 materno, Pedro Paulo Martins. Nordestino, ele integrava as \u201cVolantes\u201d que combatiam os grupos de Lampi\u00e3o (1898 \u2013 1938), o temido rei do canga\u00e7o.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>Volantes eram pequenos grupos de soldados,\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>formados pelo governo que enfrentavam os cangaceiros,\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>nordestinos que se revoltavam contra o\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>governo para combater as injusti\u00e7as sociais da \u00e9poca. <\/em><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><em>\u00a0<\/em>Esse esp\u00edrito \u201clutador\u201d, principalmente no esporte, Axel manteve quando veio para Bras\u00edlia e foi morar onde atualmente fica o Blogo G da SQN 404. Estudou em \u00f3timos col\u00e9gios, como o Elefante Branco e o CIEM, que tinha o melhor corpo docente da cidade.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>\u201cFoi no CIEM que conheci uma garota linda, Marli. Ela tinha 12 anos. Pouco tempo depois, come\u00e7amos a namorar, o tempo passou e nos casamos.\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>Estamos juntos h\u00e1 mais de 60 anos\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong>A Universidade<\/strong><\/p>\n<p>Encerrados os estudos colegiais, Axel mantinha o sonho de ser jogador de futebol, mas os seus pais continuavam rejeitando a ideia. Nem queriam entrar nessa conversa. Assim, ele voltou a investir nos estudos, dessa vez na Universidade de Bras\u00edlia. Mas, claro, seguiu jogando futebol de sal\u00e3o e, vez por outra, futebol de campo.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cJogava no campo, sim, mas n\u00e3o com a mesma frequ\u00eancia que na quadra. Minha prefer\u00eancia era o futebol de sal\u00e3o, mais corrido, toques r\u00e1pidos\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Certo \u00e9 que nas duas frentes \u2013 estudos e esporte \u2013 Axel teve sucesso. Do futebol de sal\u00e3o guarda lembran\u00e7as, medalhas, trof\u00e9us e muitas fotos e recortes de jornais contando sobre a sua carreira.<\/p>\n<p>Por gostar de r\u00e1dio, televis\u00e3o e publicidade, Axel formou-se em Comunica\u00e7\u00e3o, mas acabou indo trabalhar na Secretaria da Fazenda do Distrito Federal, aonde chegou aprovado em concurso p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>A invas\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Dos tempos universit\u00e1rios, al\u00e9m do diploma, ficou uma lembran\u00e7a muito triste sobre a truculenta invas\u00e3o da Pol\u00edcia do Ex\u00e9rcito ao Campus da UnB, em repress\u00e3o aos movimentos estudantis resistentes \u00e0 ditadura militar.<\/p>\n<p>Naquele 29 de agosto de 1968, dia de intenso calor e seca em Bras\u00edlia, Axel estava em aula quando a tropa, fortemente armada, invadiu a Universidade.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2440\" aria-describedby=\"caption-attachment-2440\" style=\"width: 740px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2440\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel2.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel2.jpg 740w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel2-300x178.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2440\" class=\"wp-caption-text\">Acervo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>\u201cForam horas de muita tens\u00e3o. Eu estava na sala de um dos pr\u00e9dios quando ouvi tiros e gritaria. Sa\u00ed com outros colegas e vi aquela agress\u00e3o desigual e brutal. Naquele momento, ainda vi um colega, Honestino Guimar\u00e3es, que estudava Geologia, sendo levado para uma caminhonete Veraneio. Ensanguentado, ele era arrastado por policiais, parecia j\u00e1 sem sentidos. Foi jogado para dentro do carro que saiu em disparada e desapareceu. Nunca mais vi Honestino\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>Honestino era um l\u00edder estudantil que presidiu <\/em><\/strong><strong><em>a Federa\u00e7\u00e3o dos Estudantes da UnB.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>Ele foi preso quatro vezes, sendo que, da \u00faltima,\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>em 1973, nunca mais retornou.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Segundo os jornais da \u00e9poca, os alunos tentavam se defender com pedradas, mas a luta era muito desigual. A certa altura, o Campus estava cercado e os alunos dominados, sob controle da Pol\u00edcia do Ex\u00e9rcito, que usou g\u00e1s lacrimog\u00eanio e aplicava choques com um bast\u00e3o, tamb\u00e9m em professores, funcion\u00e1rios e at\u00e9 deputados federais que para l\u00e1 ocorreram, na tentativa de evitar trag\u00e9dia maior. Alguns parlamentares acabaram tamb\u00e9m espancados pelos policiais.<\/p>\n<p><strong>O choque<\/strong><\/p>\n<p>Axel usava o seu corpo avantajado de atleta com 1,86m de altura para se defender. Mas, em certo momento, um PM o atingiu com um bast\u00e3o de choque e um tapa nas orelhas, que o derrubou. Mesmo assim, foi poss\u00edvel ver a cara do agressor, apesar da viseira que usava como prote\u00e7\u00e3o. E essa foi a cena marcante.<\/p>\n<p>Em casa, Axel contou ao pai, Hiel, que o seu agressor fora um capit\u00e3o, vizinho, morador do mesmo bloco. Ironicamente, os filhos do capit\u00e3o eram clientes do Dr. Hiel, pediatra.<\/p>\n<p>No dia seguinte, a conversa foi inevit\u00e1vel, pois o tal capit\u00e3o conhecia Axel. Interpelado, ele disse a Hiel que agira daquela forma \u201csimplesmente estava cumprindo com o meu dever\u201d, atacar Axel.<\/p>\n<p>A resposta de Dr. Hiel foi \u00e0 altura do ocorrido, em respeito \u00a0da profiss\u00e3o que exercia:<\/p>\n<p>\u201c<strong><em>Quando eu me formei, prestei juramento (de Hip\u00f3crates) de que exerceria a profiss\u00e3o de M\u00e9dico com consci\u00eancia, dignidade e a servi\u00e7o da humanidade. Agora, diante do ocorrido, em fidelidade ao meu filho, tamb\u00e9m cumprirei com o meu dever e n\u00e3o atenderei mais os seus filhos\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>Vida que segue<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Axel casou-se com Marli em 1970. \u201cMinha mulher, ainda hoje\u201d, orgulha-se, 54 anos depois. E o casal continua morando no mesmo apartamento, na 408 Sul, desde o in\u00edcio dessa uni\u00e3o. E, como em solteiro, manteve o h\u00e1bito de jogar futebol de sal\u00e3o, com os amigos e em times que disputavam competi\u00e7\u00f5es, onde o p\u00f3dio foi uma rotina.<\/p>\n<p>No futebol de sal\u00e3o, Axel jogava como \u201cbeque parado\u201d, agora conhecido como \u201cbeque fixo\u201d. Era treinado pelo professor de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, Kleber Soares do Amaral. Futebol de campo ele jogava s\u00f3 por prazer, sem disputar grandes competi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cComecei no Fluminensezinho, joguei com um tal de Zeca e com o Julinho Cacha\u00e7a. Eram uns caras interessantes. Um dia fui tentar jogar em clubes de futebol bem estruturados e cheguei no Pederneiras, na Vila Planalto.<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, a Vila Planalto, onde ficavam as resid\u00eancias dos candangos, era uma esp\u00e9cie de centro nervoso do futebol. Ali se concentravam os principais \u201ccampos\u201d e times de peladeiros com disputas de campeonatos bem-organizados.<\/p>\n<p><strong>Teste<\/strong><\/p>\n<p>Num fim de semana, Axel pegou o rumo da Vila Planalto, caminhada longa da 404 Norte, onde morava, at\u00e9 aquela regi\u00e3o, atr\u00e1s do Pal\u00e1cio governamental. Foi participar de um teste no clube Pederneiras, um dos destaques do campeonato local \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cTinha muita gente buscando uma vaga. Era tipo uma peneira e nesse dia n\u00e3o me sa\u00ed bem e fui dispensado. Mas, na volta pra casa, dois caras me chamaram e me disseram algumas palavras de consolo, pois sabiam que eu jogava bem. E me convidaram para voltar na semana seguinte para novo teste, dessa vez no Defel\u00ea, outro time de destaque da Vila Planalto\u201d.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Os tais \u201ccaras\u201d eram Nilinho e Alonso Capela, os melhores meio-campo de Bras\u00edlia, que jogavam no Defel\u00ea, j\u00e1 na categoria Adulta. Axel, ao contr\u00e1rio, buscava vaga nos juvenis e, dessa vez, convenceu que era bom de bola. Acabou contratado e no final daquela temporada festejou a conquista do t\u00edtulo juvenil da cidade no futebol de campo.<\/p>\n<p>\u201cDepois, fui jogar no Rabello\u201d \u2013 outro time de destaque na cidade, com v\u00e1rios t\u00edtulos conquistados \u2013 lembra Axel.<\/p>\n<p><strong>Depoimento<\/strong><\/p>\n<p>O carioca H\u00e9lio Tremendani, que participou desta entrevista, convivia com o esporte naquela mesma \u00e9poca de Axel, confirma o que dizem desse personagem:<\/p>\n<p><strong><em>\u201cEu recebia liga\u00e7\u00f5es de gente querendo saber que horas seria tal jogo, s\u00f3 para ir ver o Axel. \u00a0O cara jogava muito, pensava r\u00e1pido e era muito bom no toque de bola. Axel atra\u00eda gente para a quadra, sem d\u00favida\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Axel ouviu o depoimento de H\u00e9lio e, depois, se manifestou:<\/p>\n<p><strong><em>\u201cEu gostava muito do futebol de sal\u00e3o, a minha prioridade no esporte. Depois vinha o futebol de campo, mas s\u00f3 como divers\u00e3o. Se tivesse uma final de Campeonato Brasiliense no Man\u00e9 Garrincha, eu abriria m\u00e3o. Com certeza, naquele hor\u00e1rio voc\u00ea me veria numa quadra de futebol de sal\u00e3o\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Mem\u00f3rias<\/strong><\/p>\n<p>As trocas de lembran\u00e7as entre Axel e H\u00e9lio continuaram durante a entrevista.<\/p>\n<p>\u201cAxel jogou no time da FAUNB (Federa\u00e7\u00e3o Acad\u00eamica Universit\u00e1ria de Bras\u00edlia) que foi o melhor que j\u00e1 teve, armado pelo professor Cleber Soares do Amaral, um dos introdutores do futebol de sal\u00e3o em Bras\u00edlia. Era um tima\u00e7o. A base era Waltinho, Axel e Arnaldo; Ot\u00e1vio, e Guairac\u00e1. Depois, saiu o Arnaldo e entrou o Valmir. Um tima\u00e7o\u201d!<\/p>\n<p>Com esse elenco a UnB sagrou-se vice-campe\u00e3 brasileira universit\u00e1ria, em Salvador. Perdeu a final para a Sele\u00e7\u00e3o Ga\u00facha, 4&#215;3. \u201cFicamos sem o Arnaldo, que teve um estiramento. Ele jogava muito\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2441\" aria-describedby=\"caption-attachment-2441\" style=\"width: 618px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2441 size-large\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel3-1024x672.jpg\" alt=\"\" width=\"618\" height=\"406\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel3-1024x672.jpg 1024w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel3-300x197.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel3-768x504.jpg 768w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel3-1536x1008.jpg 1536w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel3-310x205.jpg 310w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel3.jpg 1599w\" sizes=\"auto, (max-width: 618px) 100vw, 618px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2441\" class=\"wp-caption-text\">EM P\u00c9: Zez\u00e9, Waltinho. Axel, Arnaldo, Z\u00e9 Filho, Bira e Luis Roberto. AGACHADOS: Gugu, Nelsinho, M\u00e1rio Boc\u00e3o, Ot\u00e1vio e Madeira.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>JUBs<\/strong><\/p>\n<p>Os Jogos Universit\u00e1rios Brasileiro (JUBs) de 1970 foram em Bras\u00edlia e o futebol de sal\u00e3o foi no Gin\u00e1sio do Caseb.<\/p>\n<p>\u201cOs jogos come\u00e7avam \u00e0s 18h, mas a torcida fazia fila a partir do meio-dia para entrar no gin\u00e1sio, que era pequeno. Quem n\u00e3o conseguia entrar ficava do lado de fora s\u00f3 para sentir a vibra\u00e7\u00e3o da torcida l\u00e1 dentro. E o time que estava jogando era esse tima\u00e7o da UnB, que representava Bras\u00edlia. Mas, perdemos a final para S\u00e3o Paulo, 0x1, na prorroga\u00e7\u00e3o\u201d, recorda H\u00e9lio.<\/p>\n<p><strong>Arbitragem<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e9lio atuou como \u00e1rbitro e desse tempo tamb\u00e9m tem boas lembran\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cUm dia, num jogo contra o Correio Braziliense, que tamb\u00e9m tinha um tima\u00e7o, Axel pegou um passe de Waltinho e enfiou para o Guairac\u00e1, no outro lado da quadra. O goleiro saiu, mas tomou um toque por cima, de Guairac\u00e1. Mas tudo come\u00e7ou com o passe de Axel, perfeito. A arquibancada levantou vibrando! Ele fazia o que queria com a bola, que n\u00e3o era leve, como as de hoje, mas bem mais pesada\u201d.<\/p>\n<p>No dia seguinte a esse jogo todo mundo falava naquela jogada, at\u00e9 porque do Guairac\u00e1 tamb\u00e9m era um g\u00eanio. \u201cFoi tudo muito emocionante\u201d, conclui H\u00e9lio.<\/p>\n<p>\u201cOuvir esse cara (H\u00e9lio) falar sobre aquela jogada me emociona. Era uma coisa dif\u00edcil de fazer, porque o espa\u00e7o era muito curto para as jogadas\u201d, respondeu Axel.<\/p>\n<p><strong>Preconceitos<\/strong><\/p>\n<p>Nessas lembran\u00e7as, Axel lembra que Samuel foi o melhor \u00e1rbitro que viu apitar. Mas, segundo o entrevistado, havia algum preconceito contra a ARUC, uma agremia\u00e7\u00e3o que \u201ccarregava torcida\u201d. Levava at\u00e9 dois \u00f4nibus cheios para o gin\u00e1sio do Minas T\u00eanis em dia de jogos.<\/p>\n<p>\u201cMas eu intimidava alguns \u00e1rbitros. Certa vez at\u00e9 incentivei a viol\u00eancia e o Paulo Mostardeiro e o Paulo Quintela chutaram um \u00e1rbitro. Errei. Esse meu comportamento foi o de um cara babaca&#8230;\u201d, arrepende-se Axel.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Viagens e aprendizado<\/strong><\/p>\n<p>\u201cViaj\u00e1vamos muito e se aprendia tamb\u00e9m vendo bons times de outras regi\u00f5es. Depois tivemos um novo jogador, Cl\u00e9ber, que era muito inteligente. Ele fazia o time girar, rodava o time com os jogadores trocando de posi\u00e7\u00e3o. Isso abria espa\u00e7os e atrapalhava a marca\u00e7\u00e3o advers\u00e1ria\u201d, contou Axel.<\/p>\n<p>Depois da FAUNB, Axel foi jogar no Minas T\u00eanis Clube e a\u00ed completou a s\u00e9rie de dez campeonatos da cidade conquistados na modalidade.<\/p>\n<p><strong>Nova gera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Com o passar do tempo, uma nova gera\u00e7\u00e3o foi surgindo. Maurinho, por exemplo, que nasceu em Bras\u00edlia, chegou \u00e0 Sele\u00e7\u00e3o Brasileira.<\/p>\n<p>\u201cJoguei contra Maurinho, na AABB. Foi o maior fixo que vi jogar. Ele e o tal de Jackson. Jogavam muito. Era a nova gera\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou a nos suceder\u201d.<\/p>\n<p>Aos poucos, Axel foi desacelerando da pr\u00e1tica esportiva. Hoje, reconhece:<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cNunca se desacelera na cabe\u00e7a, isso ficou, at\u00e9 hoje.\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>Mas desacelera nas pernas\u201d&#8230;<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>A conversa continua, j\u00e1 em tom de nostalgia, mas sempre com o pensamento voltado para a vida bem vivida, porque novos tempos viriam.<\/p>\n<p><strong>Foi maravilhoso<\/strong><\/p>\n<p>E como foi parar depois de todo esse desempenho? Axel respira longo e explica, pausadamente:<\/p>\n<p>\u201cMeu corpo foi cedendo. Minha vontade de se divertir com o jogo de bola foi reduzindo&#8230; a capacidade de chutar n\u00e3o era mais a mesma&#8230; vai doendo o corpo, lembrava de um chopinho depois do jogo, o samba, eu fumava quatro ma\u00e7os de cigarros por dia&#8230; tudo contribu\u00eda para desacelerar do futebol de sal\u00e3o. \u00a0Mas, quando estou com o Luciano, com o Waltinho, com os amigos que jogaram comigo, falando em lembran\u00e7as, como agora, isso pra mim significa estar jogando de novo. Muito bom isso. Foi tudo muito bom, foi tudo maravilhoso!\u201d<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Elogio<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201c<\/strong><em>N\u00e3o tenho d\u00favidas: os melhores momentos da minha vida no esporte, onde eu mais me diverti foi na ARUC. Eu chegava l\u00e1 \u00e0s nove horas da manh\u00e3 e sa\u00eda \u00e0 meia noite. Jogava, vinha o samba, eu tocava um surdinho, tomava um chope e mais samba&#8230; foi tudo muito bom\u201d<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Verde-Rosa<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cSou mangueirense. At\u00e9 poderia ser Portela, porque gosto muito dos sambas que fazem l\u00e1. Gosto do Paulo C\u00e9sar Pinheiro, que foi casado com Clara Nunes, do Paulinho da Viola&#8230; S\u00f3 gente boa\u201d<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEu e Marli tivemos tr\u00eas filhos: Catherine que perdemos logo aos seis meses, uma tristeza que n\u00e3o se explica. Era g\u00eamea com Hiel. Depois, veio a \u00c9rica, que nos deu uma neta, Priscila, j\u00e1 formada em Direito e que nos deu o primeiro bisneto, Ben\u00edcio. Fam\u00edlia \u00e9 algo maravilhoso\u201d<\/p>\n<p><strong>Minha M\u00e3e<\/strong><\/p>\n<p>\u201cQuando falo em fam\u00edlia, eu n\u00e3o posso deixar de falar sobre a minha m\u00e3e, Ivanosca, uma nordestina analfabeta, mas com uma hist\u00f3ria sem igual. Quando se casou com o meu pai, eles foram para o Rio de Janeiro. Meu pai precisava estudar e minha m\u00e3e cuidava das quest\u00f5es da casa, mas sem saber ler. Para ela ir \u00e0 Pra\u00e7a Tiradentes, por exemplo, meu pai dava a cor do \u00f4nibus e colocava num papel os n\u00fameros dele para facilitar. Ela foi, uma, duas, tr\u00eas vezes, tudo direitinho. Um dia, ela observou as pessoas comprando algo numa carrocinha, tirando o papel e comendo aquilo que para ela era muito estranho. Decidiu levar aquela coisa estranha para o marido. Comprou e colocou na bolsa. Mas, surpresa! era um picol\u00e9 e, ao chegar em casa, veio a decep\u00e7\u00e3o. O picol\u00e9, derreteu no calor da bolsa. Ela se sentiu enganada, pois s\u00f3 ficou o palito. Meu pai come\u00e7ou a alfabetiz\u00e1-la e ela cresceu no aprendizado. De tal forma que chegou a ser atach\u00ea (agente diplom\u00e1tica) do embaixador do Brasil na ONU, Dario Moreira de Castro Alves. Quando minha m\u00e3e morreu, ela falava quatro idiomas. Tenho muito orgulho desses exemplos de meus pais\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Bons t\u00e9cnicos<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Tive bons t\u00e9cnicos e boas brigas. Em 1965, a FAUNB disputaria a final do Campeonato Brasileiro Universit\u00e1rio, em Niter\u00f3i, contra a Sele\u00e7\u00e3o Ga\u00facha. Cleber Soares era o t\u00e9cnico. Na prele\u00e7\u00e3o, ele indagou se algu\u00e9m tinha perguntas a fazer. Levantei o bra\u00e7o e ele ouviu minhas sugest\u00f5es. Depois, ele seguiu falando. Voltei a levantar o bra\u00e7o e falei: \u201cO senhor pediu opini\u00e3o, eu dei e quero uma resposta\u201d. Sabe o que ele fez? Me tirou do jogo, nem comecei. Mas, o senhor tem que me responder, insisti. Ele n\u00e3o gostou e respondeu: `Voc\u00ea est\u00e1 desligado\u00b4. A surpresa foi a ades\u00e3o de Walter Flores, meu colega de time, que se solidarizou e tamb\u00e9m saiu, veio embora comigo e at\u00e9 me pagou a passagem de volta!\u201d O resultado do jogo foi 1&#215;0 para os ga\u00fachos, que se sagraram campe\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Humildade<\/strong><\/p>\n<p>Axel lembra que seus colegas diziam que ele devia ter mais humildade.<\/p>\n<p>\u201cMas eu tinha humildade. S\u00f3 queria respostas para as minhas indaga\u00e7\u00f5es. At\u00e9 reconheci que Cleber era um grande t\u00e9cnico. Era da safra de outros \u00f3timos t\u00e9cnicos, como Pedro Rodrigues, Jo\u00e3o Oliveira, Ruthenio Aguiar e Luiz Alberto de Oliveira, que acabou treinando Joaquim Cruz, medalha de ouro nos 800 metros, nas Olimp\u00edadas de Los Angeles, 1984. No Iate Clube, fomos campe\u00f5es da cidade com ele dirigindo a equipe\u201d.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o de vida<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cCostumam dizer que a vida \u00e9 nossa, cada um tem a sua. N\u00e3o \u00e9 bem assim. Na verdade, a gente tem protagonistas na hist\u00f3ria da nossa vida. A minha mulher, o meu filho, Guairac\u00e1, meu neto s\u00e3o protagonistas que ajudam a carregar a nossa carga. Tive momentos dif\u00edceis, mas, tamb\u00e9m, momentos maravilhosos gra\u00e7as aos protagonistas da minha hist\u00f3ria. N\u00e3o posso ter d\u00edvida de gratid\u00e3o para com eles, porque n\u00e3o se deve quando se ama. O amor n\u00e3o \u00e9 uma promiss\u00f3ria que deve ser paga. \u00c9 o caso do H\u00e9lio (H\u00e9lio Tremendani), que est\u00e1 aqui ouvindo a minha hist\u00f3ria. Simples assim. Todos esses foram protagonistas, foram parceiros da minha hist\u00f3ria\u201d.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_2442\" aria-describedby=\"caption-attachment-2442\" style=\"width: 618px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-2442\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel4-1024x930.jpg\" alt=\"\" width=\"618\" height=\"561\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel4-1024x930.jpg 1024w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel4-300x272.jpg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel4-768x697.jpg 768w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/axel4.jpg 1334w\" sizes=\"auto, (max-width: 618px) 100vw, 618px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2442\" class=\"wp-caption-text\">H\u00e9lio Tremendani, testemunha em dois momentos na vida de Axel, quando foi craque reconhecido pelos colegas e, agora, entrevistando e ouvindo o seu exemplar depoimento<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por H\u00e9lio Tremendani e Jos\u00e9 Cruz \u00a0A entrevista com Axel van der Broocke \u2013 um inesquec\u00edvel craque das quadras \u2013 transformou-se em depoimento valioso. Daqueles que ficam como uma aula de vida. Lembran\u00e7as do tempo bem vivido l\u00e1 no in\u00edcio de Bras\u00edlia e dos jogos de futebol de sal\u00e3o que contrastaram com a rotina acad\u00eamica &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2430,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13,3,6,4,16,14],"tags":[],"class_list":["post-2438","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-colunistas","category-destaque","category-entrevistas","category-esporte","category-helio-tremendani","category-jose-cruz"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2438","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2438"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2438\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2444,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2438\/revisions\/2444"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2430"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2438"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2438"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2438"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}