{"id":2299,"date":"2024-02-26T11:56:48","date_gmt":"2024-02-26T14:56:48","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/?p=2299"},"modified":"2024-02-26T12:16:48","modified_gmt":"2024-02-26T15:16:48","slug":"anisio-um-eterno-patrimonio-do-esporte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/2024\/02\/26\/anisio-um-eterno-patrimonio-do-esporte\/","title":{"rendered":"AN\u00cdSIO: um eterno patrim\u00f4nio do esporte"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por\u00a0Jos\u00e9 Cruz, H\u00e9lio Tremendani e Luciano Gomes<\/strong><\/p>\n<p>O paraibano de Pilar, An\u00edsio Cabral de Lima, em Bras\u00edlia desde janeiro de 1960, \u00e9 um dos maiores conhecedores sobre as origens e o desenvolvimento do futebol candango. Aos 90 anos, completados em 4 de janeiro deste ano, ele \u00e9 uma enciclop\u00e9dia, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida, pois fala com seguran\u00e7a e muita certeza sobre esse segmento na hist\u00f3ria da capital brasileira.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso dizer que An\u00edsio n\u00e3o foi testemunha ocular de toda a trajet\u00f3ria do esporte por aqui, mas testemunha presencial, isso sim, ele foi, como vamos explicar.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2301\" aria-describedby=\"caption-attachment-2301\" style=\"width: 156px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-21.54.37.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2301 size-medium\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-21.54.37-156x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"156\" height=\"300\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2301\" class=\"wp-caption-text\">O sempre bem-disposto An\u00edsio com alguns dos trof\u00e9us conquistados ao longo de seus 90 anos (Fotos: Jos\u00e9 Cruz)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ocorre que, quando desempenhava as suas atividades de massagista, An\u00edsio foi v\u00edtima da fatalidade. Ele tinha 47 anos e atendia a um atleta \u00e0 beira do campo, quando foi surpreendido por uma bolada no rosto, que o levou \u00e0 perda total da vis\u00e3o.<\/p>\n<p>O fato ocorreu em 16 de maio de 1981, no campo da Asbac (Associa\u00e7\u00e3o dos Servidores do Banco Central). An\u00edsio n\u00e3o esquece. A narrativa \u00e9 dele:<\/p>\n<p><strong>\u201cEstava \u00e0 beira do gramado, fora do campo de jogo. A bola veio forte e me pegou no meio da cara. Eu j\u00e1 n\u00e3o enxergava muito bem, tinha 11 graus de miopia num olho. O outro j\u00e1 n\u00e3o enxergava. A bolada piorou tudo, ficou ruim. Fui para Belo Horizonte tratar com o doutor Hilton Rocha, que era um oftalmologista famoso, o mesmo que cuidou do craque Tost\u00e3o, quando ele teve o descolamento de retina\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Not\u00edcia triste<\/strong><\/p>\n<p>O tempo passava e o tratamento seguia. Mas, um dia, o m\u00e9dico deu o diagn\u00f3stico final \u2013 e triste \u2013 para An\u00edsio: \u201cLamentavelmente, n\u00e3o h\u00e1 jeito de recuperar a sua vis\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u201cQuando ele falou que eu n\u00e3o enxergaria mais, decidi seguir trabalhando com o que eu sabia, dirigir times de garotos e ser massagista. Decidi, tamb\u00e9m, que ajudaria o pr\u00f3ximo e \u00e9 isso que fa\u00e7o at\u00e9 hoje\u201d<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2303\" aria-describedby=\"caption-attachment-2303\" style=\"width: 602px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-21.50.42-1.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2303 size-large\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-21.50.42-1-602x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"602\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-21.50.42-1-602x1024.jpeg 602w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-21.50.42-1-176x300.jpeg 176w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-21.50.42-1-768x1306.jpeg 768w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-21.50.42-1-903x1536.jpeg 903w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-21.50.42-1.jpeg 941w\" sizes=\"auto, (max-width: 602px) 100vw, 602px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2303\" class=\"wp-caption-text\">An\u00edsio no seu ambiente de trabalho: atendimento di\u00e1rio e gratuito<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Hilton Rocha<\/strong><\/p>\n<p>Hilton Rocha foi o mesmo m\u00e9dico que atendeu o craque Tost\u00e3o quando, em setembro de 1969, teve o olho esquerdo atingido pela bola chutada pelo zagueiro Dit\u00e3o, num jogo do Cruzeiro com o Corinthians.<\/p>\n<p>O descolamento de retina foi comprovado e Tost\u00e3o passou por longo per\u00edodo de tratamento, inclusive com uma cirurgia realizada em Houston, nos Estados Unidos. Ele voltou aos campos e \u00e0 Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, sagrando-se campe\u00e3o no M\u00e9xico, na campanha do Tri Mundial, com inesquec\u00edvel atua\u00e7\u00e3o. Cinco anos depois, aprovado no concurso para cursar a Faculdade de Medicina, em Belo Horizonte, ele despediu-se dos gramados.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Amigo<\/strong><\/p>\n<p>Foi desse personagem, Hilton Rocha, torcedor do Cruzeiro, que An\u00edsio se tornou amigo. Logo que come\u00e7ou o tratamento, An\u00edsio lembrou a hist\u00f3rica vit\u00f3ria do CEUB sobre o Cruzeiro, 2 x 0, em 5 de setembro de 1973, pela primeira fase do ent\u00e3o Campeonato Nacional<strong>.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO Cruzeiro tinha um tima\u00e7o\u201d, recorda An\u00edsio. Tinha Raul, Nelinho, Z\u00e9 Carlos, Tost\u00e3o, Piazza&#8230; O t\u00e9cnico era Hilton Chaves\u201d.<\/p>\n<p>Naquele jogo, o CEUB jogou com: Rog\u00e9rio; Claudinho, Emerson, Paulo e Oldair; Rildo e Jadir; P\u00e9ricles, Dario, Marco Ant\u00f4nio e Xist\u00e9. T\u00e9cnico, Jo\u00e3o Avelino.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Mem\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Hoje, aos 90 anos, observa-se que a decis\u00e3o de An\u00edsio de servir ao pr\u00f3ximo n\u00e3o eram apenas promessa, mas a\u00e7\u00f5es para valer.<\/p>\n<p>Sem enxergar, ele passou a usar a mem\u00f3ria para guardar o que ouvia e se manter atualizado e fiel aos acontecimentos do esporte que ele ajudou a construir em Bras\u00edlia. \u201cTenho tudo anotado na cabe\u00e7a\u201d, diz ele. E tem mesmo. Do futebol brasileiro, inclusive, que acompanha pelo notici\u00e1rio e narra\u00e7\u00f5es de TV.<\/p>\n<p><strong>Rotina<\/strong><\/p>\n<p>O tempo passou, mas o banco, de madeira, \u00e9 o mesmo, na frente de sua casa, que fica logo na entrada principal da Vila Planalto, um apraz\u00edvel reduto de Bras\u00edlia, farto em restaurantes, a maioria refer\u00eancias da boa gastronomia mineira e nordestina.<\/p>\n<p>Ali, do lado de fora do ambulat\u00f3rio, numa esp\u00e9cie de sala de espera improvisada, os clientes aguardam a vez. N\u00e3o \u00e9 preciso senha ou hora marcada. O atendimento \u00e9 por ordem de chagada e, assim, a fila do banco, normalmente lotado, anda.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Clientes<\/strong><\/p>\n<p>Os clientes de An\u00edsio s\u00e3o jovens e idosos, homens e mulheres, atletas ou n\u00e3o que buscam aliviar as suas dores em tratamentos para contus\u00f5es na perna ou no bra\u00e7o, torcicolos, problemas lombares, na coluna, enfim&#8230;<\/p>\n<p>Para tratar h\u00e1 rem\u00e9dios espec\u00edficos, como o calor de um raio ultravioleta se for o caso, e frascos com ervas em infus\u00e3o, \u00f3timas para luxa\u00e7\u00f5es, dores ou outras enfermidades que o experiente massagista identificar. A verdade \u00e9 que ningu\u00e9m fica sem atendimento e \u00e9 comum se observar o sorriso de al\u00edvio do mal de um ou outro paciente, ao final da sess\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2302\" aria-describedby=\"caption-attachment-2302\" style=\"width: 618px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-21.53.00.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2302 size-large\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-21.53.00-641x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"618\" height=\"987\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2302\" class=\"wp-caption-text\">An\u00edsio em pleno atendimento em seu j\u00e1 hist\u00f3rico ambulat\u00f3rio na Vila Planalto<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Doa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Aposentado, com tempo para agir e experiente no assunto, An\u00edsio repete que \u201cprocura ajudar para aliviar a dor alheia\u201d. E, mesmo diante de tanta doa\u00e7\u00e3o, o custo da consulta ou do tratamento \u00e9, surpreendentemente, zero! Por\u00e9m, ningu\u00e9m sai do atendimento sem lhe deixar uma contribui\u00e7\u00e3o em dinheiro, colocado discretamente no bolso do jaleco que ele veste. Vez por outra algu\u00e9m desprevenido avisa que \u201cdepois eu volto aqui e acerto\u201d&#8230;<\/p>\n<p><strong>A carreira<\/strong><\/p>\n<p>An\u00edsio veio para Bras\u00edlia em 1960, quando tinha 26 anos, deixando na saudade a sua cidade natal, Pilar, no interior da Para\u00edba. Aqui, trabalhou no com\u00e9rcio da Cidade Livre, hoje N\u00facleo Bandeirante, e logo se vinculou ao futebol, sua paix\u00e3o. Foi jogador amador e, desde cedo, mostrou as suas aptid\u00f5es para ser t\u00e9cnico e massagista. E foi esse o caminho que buscou e conseguiu trilhar.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Candangos bons de bola<\/strong><\/p>\n<p>O tempo passava e Bras\u00edlia crescia, tamb\u00e9m no esporte, com o futebol na prefer\u00eancia, claro.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cQuando chegava uma leva de nordestinos, os candangos, para trabalhar nas v\u00e1rias frentes de obras, o capataz perguntava se o candidato sabia jogar bola. Se dissesse que sim, estava contratado\u201d<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong>As empresas que constru\u00edram Bras\u00edlia formavam os seus times de futebol e isso era a divers\u00e3o da maioria numa cidade ainda sem atrativos.<\/p>\n<p>An\u00edsio lembra que o seu primeiro clube em Bras\u00edlia foi o Clube Atl\u00e9tico Colombo, no N\u00facleo Bandeirante. Depois, trabalhou l\u00e1 como massagista e treinador na categoria menor.<\/p>\n<p>\u201cMas, naquela \u00e9poca, j\u00e1 existiam outros times, como o Gr\u00eamio Esportivo Brasiliense, o Rabello, o Nacional, o Defel\u00ea, o Clube de Regatas Guar\u00e1, o Pederneiras, o Cruzeiro&#8230;\u201d recorda An\u00edsio, numa viagem pelo futebol candango.<\/p>\n<p>O time da Construtora Rabello serve de exemplo de como o esquema funcionava. A empresa pertencia ao engenheiro mineiro Marco Paulo Rabello (1918 \u2013 2010) e foi uma das que mais construiu os pr\u00e9dios projetados por Oscar Niemeyer.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2304\" aria-describedby=\"caption-attachment-2304\" style=\"width: 618px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.01.43.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2304 size-large\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.01.43-1024x623.jpeg\" alt=\"\" width=\"618\" height=\"376\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.01.43-1024x623.jpeg 1024w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.01.43-300x183.jpeg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.01.43-768x468.jpeg 768w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.01.43.jpeg 1071w\" sizes=\"auto, (max-width: 618px) 100vw, 618px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2304\" class=\"wp-caption-text\">Time da Rabello \u2013 \u00c0 esquerda, de cal\u00e7a e camisa, Beto Pretti, considerado o melhor jogador de Bras\u00edlia de todos os tempos. E \u00e0 direita, em p\u00e9, de chap\u00e9u e \u00f3culos, o massagista An\u00edsio (Acervo pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 1965, An\u00edsio foi contratado pela Rabello para trabalhar na categoria juvenil, que tinha Carlos Barbosa Morales como t\u00e9cnico. Murilo, Emerson, Pedro Pradera, Valdemar, Luizinho, Paulinho, Alem\u00e3o&#8230;. eram os principais jogadores.<\/p>\n<p>J\u00e1 o time principal era formado por Z\u00e9 Valter, Aderbal, Mello, Dico, Pel\u00e9 Wilson Gordinho, Z\u00e9 Maria Beto, Jo\u00e3o Dutra, Z\u00e9 Maria e Arnaldo Gomes.<\/p>\n<p>\u201cArnaldo era ponta esquerda dos bons. Ele ajudava a fechar o meio, estilo Zagallo. Naquele tempo ainda n\u00e3o se jogava na grama, era areia ou barr\u00e3o. O primeiro campo gramado foi o do Defel\u00ea (Departamento de For\u00e7a e Luz). Tamb\u00e9m o primeiro a ser iluminado. Era um bom time, foi bicampe\u00e3o brasiliense, 1961 e 1962\u201d, recorda An\u00edsio.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2305\" aria-describedby=\"caption-attachment-2305\" style=\"width: 618px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.04.01.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2305 size-large\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.04.01-1024x708.jpeg\" alt=\"\" width=\"618\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.04.01-1024x708.jpeg 1024w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.04.01-300x208.jpeg 300w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.04.01-768x531.jpeg 768w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.04.01-110x75.jpeg 110w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.04.01.jpeg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 618px) 100vw, 618px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2305\" class=\"wp-caption-text\">Time da Gr\u00e1fica do Senado \u2013 anos 1970 &#8211;\u00a0Em p\u00e9, da esquerda para a direita: Juarez, Melinho, Paraguaio, C\u00e9sar, Sin\u00e9sio e Vav\u00e1; Agachados: An\u00edsio (massagista), Carlos Gomes, Walmir, Ti\u00e3o, Marco Ant\u00f4nio e Arthur. (Acervo pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Novos desafios<\/strong><\/p>\n<p>Passou o tempo, An\u00edsio se aventurou e foi para o Rio de Janeiro, onde morou por dez anos. Sem boa altura para ser goleiro, ele tinha \u201cimpuls\u00e3o\u201d, sa\u00eda bem e isso \u00e9 o que importava, naqueles tempos. Jogou no \u201cL\u00e1 Vai Bola\u201d e no Alvorada, nos tempos do futebol na areia e bola de couro, pesada, o que exigia mais habilidade dos jogadores.<\/p>\n<p>Como profissional, An\u00edsio atuou de 1952 a 1954, e apenas pelo Madureira, at\u00e9 hoje o seu clube de cora\u00e7\u00e3o. Depois era s\u00f3 futebol na areia, no Posto 6 de Copacabana, em frente \u00e0 Galeria Alaska, um dos \u201cpoints\u201d da vida noturna carioca daqueles anos.<\/p>\n<p><strong>Nova luta<\/strong><\/p>\n<p>Foi quando An\u00edsio deu uma guinada na sua pr\u00e1tica esportiva e trocou o futebol pelos ringues de lutas de boxe, atividade que ele j\u00e1 vinha olhando de perto para praticar.<\/p>\n<p>Incentivado por um amigo, enfiou as luvas e foi \u00e0 luta, no Centro de Instru\u00e7\u00e3o Hermano e Regatas. Dos seus desempenhos, An\u00edsio guardou os n\u00fameros: em tr\u00eas anos, fez 36 combates, venceu 20. \u201cMas, nunca perdi por nocaute\u201d, orgulha-se.<\/p>\n<p>Terminada a fase do boxe, An\u00edsio foi para a Escola Nacional de Massagem e Enfermagem, ainda no Rio de Janeiro. Ali, ele se formou e come\u00e7ou a trabalhar em v\u00e1rios times, inclusive o Botafogo, onde atendia os atletas do time de remo, modalidade at\u00e9 hoje muito disputada com os principais rivais, Flamengo e Vasco, nas \u00e1guas da Lagoa Rodrigo de Freitas.<\/p>\n<p><strong>No exterior<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u201cFui massagista do CEUB por 10 anos, de 1966 a 1977. Eu estava na delega\u00e7\u00e3o daquele time que foi o primeiro de Bras\u00edlia a atravessar fronteiras. Foi antes de eu perder a vis\u00e3o, numa excurs\u00e3o inesquec\u00edvel \u00e0 \u00c1frica e \u00e0 Europa. Fomos para Dacar e de l\u00e1 para a It\u00e1lia, Iugosl\u00e1via, Belgrado, Estrasburgo&#8230; tudo de trem. Depois fomos para a Espanha, cidades de Tenerife, Sevilha e La Coru\u00f1a. O empres\u00e1rio Elias Zacour foi quem propiciou aquela viagem\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2306\" aria-describedby=\"caption-attachment-2306\" style=\"width: 478px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.05.47.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-2306\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.05.47-478x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"478\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.05.47-478x1024.jpeg 478w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.05.47-140x300.jpeg 140w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.05.47-717x1536.jpeg 717w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.05.47.jpeg 747w\" sizes=\"auto, (max-width: 478px) 100vw, 478px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2306\" class=\"wp-caption-text\">An\u00edsio, lembrando sobre \u201caqueles tempos\u201d, em conversa com os amigos H\u00e9lio (em p\u00e9) e Luciano<\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo o site do \u201cAlmanaque do Futebol Brasiliense\u201d, a excurs\u00e3o foi de 1\u00ba de maio a 13 de junho de 1975, totalizando 16 jogos. O CEUB retornou com sete vit\u00f3rias, dois empates e sete derrotas, marcando 20 gols e sofrendo 19.<\/p>\n<p><strong>Delega\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ainda segundo o \u201cAlmanaque\u201d, a delega\u00e7\u00e3o do CEUB era formada por Paulo Victor e D\u00e9o, goleiros; Pedro Pradera, Fernandinho, M\u00e1rcio, Emerson, Nen\u00ea e Cl\u00e1udio Oliveira, zagueiros; Ren\u00ea, Alencar, P\u00e9ricles, Toninho e Xist\u00e9, meio de campo; Julinho, Humberto, Ivanir, Gilberto e Marco Ant\u00f4nio, atacantes. Toninho e Ivanir foram emprestados pelo Flamengo. O treinador foi Jo\u00e3o Avelino.<\/p>\n<p>\u201cLembro que ganh\u00e1vamos 10 d\u00f3lares por vit\u00f3ria, al\u00e9m do pagamento do sal\u00e1rio do m\u00eas. O bicho era pago na hora, logo depois da vit\u00f3ria\u201d, conta An\u00edsio.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Na lembran\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>\u201cFoi tudo muito bom\u201d, contou An\u00edsio sobre a sua trajet\u00f3ria no esporte. Na sua conversa, n\u00e3o h\u00e1 nada de lamentos. Orgulha-se de ter jogado e trabalhado muito, o que faz ainda hoje. Foi lateral direito do Bandeirante e, mais tarde, do Departamento de \u00c1gua e Esgoto, mas j\u00e1 como peladeiro.<\/p>\n<p>\u201cQuando parei com o futebol profissional, fui trabalhar em clubes, o da Asbac, inicialmente, onde atendia atletas de todos os esportes futsal, basquete, v\u00f4lei, t\u00eanis&#8230; Depois, fui para o Minas T\u00eanis e para a AABB, onde atendia o pessoal da sauna\u201d, recorda An\u00edsio.<\/p>\n<p><strong>Projeto social<\/strong><\/p>\n<p>No final da primeira d\u00e9cada de Bras\u00edlia, j\u00e1 se identificavam brigas de grupos por regi\u00f5es e isso chamou a aten\u00e7\u00e3o de An\u00edsio. Uma das formas de tentar evitar a expans\u00e3o dessas disputas foi criar um time de futebol, mas o estudo estava vinculado aos garotos-atletas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>\u201cCriei um projeto, <em>Craque na Bola e bom na Escola<\/em>. N\u00e3o cobrava vit\u00f3rias nem t\u00edtulos, s\u00f3 queria que jogassem bola. Era o Madureira Esporte Clube\u201d \u2013 conta An\u00edsio. Era, tamb\u00e9m, uma homenagem ao seu time de cora\u00e7\u00e3o, nas cores amarelo, azul e roxo.<\/p>\n<p>A iniciativa inclu\u00eda comandar o time, com o apoio de Rivelino, um dos seus filhos, que ficava ao seu lado como que transmitindo os jogos. A partir da\u00ed, An\u00edsio fazia substitui\u00e7\u00f5es, dava instru\u00e7\u00f5es e, assim, se realizava como t\u00e9cnico. O importante \u00e9 que ele estava ali, sentia a vibra\u00e7\u00e3o e a manifesta\u00e7\u00e3o dos torcedores, era a sua forma de \u201cenxergar\u201d e viver o seu mundo real e muito \u00edntimo ao longo da vida, o mundo do futebol.<\/p>\n<p>O interessante \u00e9 que, em muitos casos, o v\u00ednculo de garotos com o Madureira se estende ao longo dos anos e, ainda hoje, An\u00edsio tem atletas idosos que come\u00e7aram na escolinha quando tinham 12 anos.<\/p>\n<p><strong>Trabalho em fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 hoje estou com o time, nunca parou. Minha mulher, Julieta, cuida do uniforme, e os filhos, Ricardo An\u00edsio, 56 anos, Rivelino, 54, e Beatriz, 45, d\u00e3o apoio ao trabalho\u201d, conta An\u00edsio. E numa demonstra\u00e7\u00e3o de que pratica a \u201cdemocracia esportiva\u201d, os dois filhos homens fizeram as suas op\u00e7\u00f5es e n\u00e3o seguiram a prefer\u00eancia do pai, mas optaram pela pr\u00e1tica do basquete.<\/p>\n<p><strong>Prefer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2307\" aria-describedby=\"caption-attachment-2307\" style=\"width: 204px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.06.33.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2307\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.06.33.jpeg\" alt=\"\" width=\"204\" height=\"192\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2307\" class=\"wp-caption-text\">Wander Abdalla, um dos grandes dirigentes de Bras\u00edlia, na avalia\u00e7\u00e3o de An\u00edsio<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao final da conversa, surgiram perguntas que n\u00e3o podem faltar a um personagem desse n\u00edvel. Por exemplo: quem, na avalia\u00e7\u00e3o de An\u00edsio, foi o melhor jogador de futebol da cidade de todos os tempos? An\u00edsio divide a resposta em duas d\u00e9cadas: na de 1960 foi Beto Pretti, meia esquerda que jogava muito, garante. Na d\u00e9cada de 1970 foi P\u00e9ricles de Carvalho. E ainda sobra espa\u00e7o para An\u00edsio incluir a gera\u00e7\u00e3o do Gama, dos anos 1980, quando o time de Bras\u00edlia chegou \u00e0 S\u00e9rie A do Campeonato Brasileiro.<\/p>\n<p>Do campo para a gest\u00e3o do futebol: quem foram os melhores cartolas na hist\u00f3ria do futebol de Bras\u00edlia?<\/p>\n<p>\u201cAdilson Peres\u201d, responde An\u00edsio. \u201cTrabalhei com ele no CEUB. Grande dirigente. Tamb\u00e9m tivemos Paulo Linhares, nos anos 1960, e Jos\u00e9 da Silva Neto, al\u00e9m de Wander Abdalla, uma lenda, um s\u00edmbolo na gest\u00e3o do futebol\u201d, concluiu.<strong><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Indigna\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>An\u00edsio n\u00e3o se conforma como o futebol de Bras\u00edlia regrediu nos \u00faltimos tempos. \u201cJ\u00e1 teve um time na final da Copa do Brasil e, hoje, n\u00e3o tem nem um na S\u00e9rie B do Brasileir\u00e3o.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, ele n\u00e3o aceita a destrui\u00e7\u00e3o do est\u00e1dio Pelez\u00e3o, na sa\u00edda Sul da cidade, o primeiro da Capital, mas demolido pela gan\u00e2ncia da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, que ali construiu um condom\u00ednio de luxo, num neg\u00f3cio r\u00e1pido com a ent\u00e3o Federa\u00e7\u00e3o Metropolitana de Futebol.<\/p>\n<p><strong>Testemunha<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2308\" aria-describedby=\"caption-attachment-2308\" style=\"width: 140px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.11.19.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2308 size-medium\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.11.19-140x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.11.19-140x300.jpeg 140w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.11.19-478x1024.jpeg 478w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.11.19-717x1536.jpeg 717w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.11.19.jpeg 747w\" sizes=\"auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2308\" class=\"wp-caption-text\">Luciano, amigo de An\u00edsio h\u00e1 mais de 50 anos<\/figcaption><\/figure>\n<p>A entrevista com An\u00edsio foi acompanhada pelo cearense Luciano Gomes, que chegou em Bras\u00edlia com a fam\u00edlia, em 1958, quando tinha sete anos de idade, em 1958.<\/p>\n<p>Praticante do futebol, desde cedo, Luciano conheceu An\u00edsio e passou a acompanh\u00e1-lo, dando hoje testemunho da import\u00e2ncia de seu trabalho para o esporte de Bras\u00edlia, como um todo. Come\u00e7ou jogando no Carioca, time juvenil, \u201cmas s\u00f3 nos domingos\u201d, garante.<\/p>\n<p>Na juventude, Luciano trabalhou na pagina\u00e7\u00e3o do Correio Braziliense. Depois foi para a Gr\u00e1fica do Senado Federal, onde um bom time de futebol era uma das refer\u00eancias no esporte da cidade. Ali se profissionalizou e foi ser titular \u2013 zagueiro central \u2013 no Bras\u00edlia, Gr\u00eamio e Guar\u00e1, em 1978, quando parou.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, Luciano tamb\u00e9m estudava na Faculdade Dom Bosco de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, onde se formou. Em 2005, foi \u00e0 Univers\u00edade como auxiliar t\u00e9cnico do time de futebol da UPIS.<\/p>\n<p>\u201cChegamos \u00e0 semifinal naquela competi\u00e7\u00e3o, mas perdemos para a It\u00e1lia e ficamos em quarto lugar\u201d, lembra ele.<\/p>\n<p>Luciano foi bicampe\u00e3o brasileiro de futebol universit\u00e1rio, jogando pela UPIS. Por conta de seu desempenho, chegou \u00e0 Sele\u00e7\u00e3o Brasileira onde se sagrou bicampe\u00e3o sul-americano em 2005 e 2006. Tamb\u00e9m em 2005, j\u00e1 atuava como auxiliar t\u00e9cnico de Luiz Carlos Souza, o Luiz Carlos Carioca, na Sele\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u201c\u00d3timo profissional\u201d<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2309\" aria-describedby=\"caption-attachment-2309\" style=\"width: 140px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.12.01.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2309\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.12.01-140x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.12.01-140x300.jpeg 140w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.12.01-478x1024.jpeg 478w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.12.01-717x1536.jpeg 717w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.12.01.jpeg 747w\" sizes=\"auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2309\" class=\"wp-caption-text\">Com o amigo H\u00e9lio Tremendani, exibindo a homenagem que recebeu do eterno craque Zico<\/figcaption><\/figure>\n<p>O carioca H\u00e9lio Tremendani, ex-presidente da ARUC e uma das refer\u00eancias da cultura e do esporte em Bras\u00edlia, acompanhava, j\u00e1 em 1964, o seu irm\u00e3o mais velho, Moacir, o popular \u201cMel\u00e3o\u201d, que foi profissional do Cruzeiro e do Rabello.<\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong>\u201cFoi nessa \u00e9poca que conheci An\u00edsio, j\u00e1 como massagista. Era um \u00f3timo profissional e tratava a todos muito bem e tinha \u00f3timas rela\u00e7\u00f5es com todas as pessoas. Isso fazia com que ele fosse sempre muito respeitado, o que se observa ainda hoje\u201d, encerrou H\u00e9lio, sem esconder a emo\u00e7\u00e3o de ainda conviver com uma das principais refer\u00eancias do esporte de Bras\u00edlia, em geral, e do futebol, em particular.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.12.42.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-2310\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.12.42-777x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"618\" height=\"814\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.12.42-777x1024.jpeg 777w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.12.42-228x300.jpeg 228w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.12.42-768x1012.jpeg 768w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.12.42-1165x1536.jpeg 1165w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-22.12.42.jpeg 1214w\" sizes=\"auto, (max-width: 618px) 100vw, 618px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Jos\u00e9 Cruz, H\u00e9lio Tremendani e Luciano Gomes O paraibano de Pilar, An\u00edsio Cabral de Lima, em Bras\u00edlia desde janeiro de 1960, \u00e9 um dos maiores conhecedores sobre as origens e o desenvolvimento do futebol candango. Aos 90 anos, completados em 4 de janeiro deste ano, ele \u00e9 uma enciclop\u00e9dia, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida, pois fala com &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2300,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13,3,6,4,16,14],"tags":[],"class_list":["post-2299","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-colunistas","category-destaque","category-entrevistas","category-esporte","category-helio-tremendani","category-jose-cruz"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2299","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2299"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2299\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2319,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2299\/revisions\/2319"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2300"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2299"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2299"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2299"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}