{"id":2209,"date":"2023-11-19T18:11:58","date_gmt":"2023-11-19T21:11:58","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/?p=2209"},"modified":"2023-11-21T11:14:03","modified_gmt":"2023-11-21T14:14:03","slug":"campina-um-craque-no-esporte-e-na-fotografia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/index.php\/2023\/11\/19\/campina-um-craque-no-esporte-e-na-fotografia\/","title":{"rendered":"Campina, um craque no esporte e na fotografia"},"content":{"rendered":"<p><strong><em><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-19-at-17.24.06-1.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-large wp-image-2210\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-19-at-17.24.06-1-768x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"618\" height=\"824\" \/><\/a>Filho de portugueses, nascido em Bras\u00edlia, seguiu a orienta\u00e7\u00e3o do pai, Alberto, e o incentivo da m\u00e3e, Ortelinda, e se tornou desportista e, mais tarde, fot\u00f3grafo e empres\u00e1rio. <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Torcedor botafoguense, apesar de sua origem lusitana, desde a inf\u00e2ncia praticou todas as modalidades poss\u00edveis, principalmente o futebol, handebol e o basquete. Isso ainda nos tempos da jovem Bras\u00edlia.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Resumidamente, \u00e9 assim que apresentamos Campina, como se tornou conhecido o brasiliense Carlos Alberto da Silva Teixeira, que tem longa intimidade com o esporte local e nacional.<\/p>\n<p>Mas, qual a origem desse apelido? Ocorre que o pai dele tinha uma empresa chamada Campineira, que comprava doces de uma f\u00e1brica com sede em Campinas, interior de S\u00e3o Paulo. J\u00e1 garoto, ele foi ligado a esse com\u00e9rcio e o apelido pegou.<\/p>\n<p>Hoje, aos 60 anos, Campina explica que n\u00e3o \u00e9 mais atleta. Mas, al\u00e9m de n\u00e3o ter se afastado das quadras, manteve a agilidade e muita disposi\u00e7\u00e3o para tocar os seus neg\u00f3cios. Alegre e disposto e muita estrada rodada, Campina contou a sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Empres\u00e1rio da \u00e1rea de material m\u00e9dico-hospitalar e fot\u00f3grafo por hobby, Campina se orgulha da qualidade das imagens que coleciona, a maioria de v\u00e1rias modalidades esportivas, \u00f3timas para flagrar movimentos do corpo e express\u00f5es faciais.<\/p>\n<p><strong>O come\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p>O v\u00ednculo de Campina com o esporte teve influ\u00eancia do pai que, em 1975, com o apoio de um amigo e conterr\u00e2neo, Manoel, fundou o time da Campineira, hoje o Sobradinho Esporte Clube, time que tem tr\u00eas t\u00edtulos do Campeonato Brasiliense. E, para homenagear o seu clube do Cora\u00e7\u00e3o, o Botafogo, colocou as cores branca e preta no uniforme do time.<\/p>\n<p><strong>O atleta<\/strong><\/p>\n<p>Desse v\u00ednculo com o esporte e incentivado pelo pai, Campina tamb\u00e9m jogou basquete, handebol e futsal em sua passagem pela escola. Depois, evoluiu para o futebol e at\u00e9 tentou se profissionalizar. Por\u00e9m, problemas com o menisco atrapalharam os planos dele. Estava com 24 anos e j\u00e1 era casado com Nadja Teixeira, com quem teve dois filhos, Felipe e Nayanna.<\/p>\n<p>\u201cCom o problema no joelho decidi parar com a ideia de me profissionalizar e passei a jogar s\u00f3 por divers\u00e3o\u201d, explica hoje, consolado. \u201cN\u00e3o fui profissional por causa desse problema no joelho. At\u00e9 tentei, pois fiz teste no Bras\u00edlia, no Sobradinho e no Tiradentes, passei em todos. No Tiradentes cheguei a jogar, quando o time ainda n\u00e3o disputava a primeira divis\u00e3o de Bras\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p>Nos esportes ol\u00edmpicos, Campina passou pelo basquete, futsal e handebol. Nesse \u00faltimo sagrou-se campe\u00e3o da cidade pela APCEF. Tamb\u00e9m jogou no time da UnB, quando chegou \u00e0 Sele\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia. Nesse tempo, j\u00e1 trabalhava e, aos poucos, foi parando com a pr\u00e1tica esportiva.<\/p>\n<p><strong>A fotografia<\/strong><\/p>\n<p>O interesse pela fotografia n\u00e3o foi ao acaso. Come\u00e7ou na inf\u00e2ncia, quando observava o seu pai fotografando de forma amadora. A oportunidade surgiu mesmo quando Campina come\u00e7ou a acompanhar o filho, Felipe, hoje com 29 anos, nas competi\u00e7\u00f5es de basquete. Paralelamente, fotografava eventos de fisiculturismo, jud\u00f4, v\u00f4lei e futebol americano e os belos recantos de Bras\u00edlia, claro, sua cidade natal.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cGosto de fotografar o esporte, porque o retorno disso \u00e9 a satisfa\u00e7\u00e3o, o relaxamento, s\u00e3o horas de lazer. \u00c0s vezes fico at\u00e9 cinco horas fotografando uma competi\u00e7\u00e3o\u201d<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>Foto de Bras\u00edlia<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong>Na pr\u00e1tica, Campina fez uma transa\u00e7\u00e3o natural do que gostava de fazer: quando n\u00e3o foi mais poss\u00edvel continuar como atleta, aos poucos foi se dedicando \u00e0 fotografia e, como no esporte, tamb\u00e9m com sucesso. Para isso, estudou muito, principalmente as regras das v\u00e1rias modalidades que fotografou.<\/p>\n<p><strong>\u201cConhecer as regras ajuda o fot\u00f3grafo a se\u00a0<\/strong><strong>posicionar melhor em quadra, para pegar o melhor \u00e2ngulo,\u00a0<\/strong><strong>um detalhe diferente\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Motiva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O in\u00edcio dessa pr\u00e1tica foi no basquete, onde seu filho se destacou, em Bras\u00edlia.\u00a0 \u201cFelipe jogou no Vizinhan\u00e7a, no Lance Livre e at\u00e9 chegou \u00e0 Sele\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia. Comecei a fotograf\u00e1-lo e fui me interessando pela imagem dos esportes, em geral. O que eu publicava dos jogos agrava aos pais de outros atletas, aos dirigentes da federa\u00e7\u00e3o. Falei para minha filha, Nayanna, sobre esse assunto e ela me incentivou a me matricular a faculdade de Fotografia, no IESB. Foram dois anos, aprendi muito e melhorei o que j\u00e1 fazia de forma amadora.<\/p>\n<p>Felipe, por sua vez, foi para os Estados Unidos, onde continuou jogando basquete e se tornou campe\u00e3o pela Immaculate\u00a0High\u00a0School. Na sequ\u00eancia, formou-se no curso de \u201cBusiness internacional\u201d, casou-se com uma americana e continua naquelas terras, atualmente trabalhando numa empresa de investimentos de valores.<\/p>\n<p><strong>Parapan-Americano de 2007<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A prova de fogo do aprendizado acad\u00eamico de fotografia foi nos Jogos Pan e Parapan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cCobrir os jogos dos atletas paral\u00edmpicos foi o que mais me emo\u00e7\u00e3o e satisfa\u00e7\u00e3o na fotografia, at\u00e9 agora. Eu ainda n\u00e3o tinha o controle total das competi\u00e7\u00f5es, as modalidades disputavam em est\u00e1dios diferentes, era preciso me locomover com agilidade para chegar aos locais e isso foi uma experi\u00eancia fant\u00e1stica\u201d, relembra Campina, com saudade daquela competi\u00e7\u00e3o. E conclui: Tenho muita vontade de voltar cobrir um evento paral\u00edmpico. Com certeza, agora com a experi\u00eancia de tantos anos na fotografia esportiva, vou tirar de letra\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Equipamento<\/strong><\/p>\n<p>Plagiando um certo comercial, <em>\u201ca primeira m\u00e1quina a gente nunca esquece\u201d e<\/em> a de Campina foi uma Canon 5D Mark II, que ele lembra emocionado:<\/p>\n<p>\u201cNa \u00e9poca, quando ainda se fotografava com filmes, a Canon 5D era um equipamento excepcional. Mas a evolu\u00e7\u00e3o foi muito r\u00e1pida e hoje temos uma tecnologia completamente diferente daquele tempo. A Nikon e a Canon s\u00e3o \u00f3timas m\u00e1quinas, mas em fotografia a Canon predomina. Tanto que em Copa do Mundo e Olimp\u00edada \u00e9 a m\u00e1quina oficial do evento\u201d, explica Campina.<\/p>\n<p><strong>Est\u00fadio \u00e9 a meta<\/strong><\/p>\n<p>Campina est\u00e1 feliz com o que faz, mas tem uma ambi\u00e7\u00e3o, a de montar o seu est\u00fadio fotogr\u00e1fico para trabalhos profissionais fora do esporte.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u201cGosto da imagem, do retrato. Gosto de ver o resultado de um click, e o est\u00fadio oferece alternativas para ver o resultado da fotografia\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Lamento<\/strong><\/p>\n<p>O que entristece Campina na sua rotina de fot\u00f3grafo \u00e9 ver as suas imagens, em geral, e as do esporte, em particular, ganharem o mundo, via redes sociais sem o devido cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Tornou-se fato comum essa pr\u00e1tica, mas \u00e9 errada, porque dar o cr\u00e9dito, o nome do autor, valoriza-se o trabalho de quem captou certa imagem, assim como se promove o artista e se evita que an\u00f4nimos se tornem \u201cdonos\u201d de algo que n\u00e3o lhes pertence.<\/p>\n<p><strong>Apoio amigo<\/strong><\/p>\n<p>Campina n\u00e3o esquece que nessa \u201cescola\u201d da fotografia que ele frequentou em boa parte desses seus 60 anos de vida, o Amigo H\u00e9lio, ex-presidente da ARUC, tamb\u00e9m ex-atleta e apaixonado por esportes em geral, foi muito importante.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cO H\u00e9lio me facilitou muito o aprendizado ao permitir que eu fotografasse treinos do handebol da ARUC e ensaios da Escola de Samba, com seus movimentos e cores bem prop\u00edcios para boas imagens. No ano que vem, vou fotografar o Carnaval a cidade, o que ainda me falta na cobertura das imagens de Bras\u00edlia\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2214\" aria-describedby=\"caption-attachment-2214\" style=\"width: 618px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-21-at-07.24.16.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-2214\" src=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-21-at-07.24.16-683x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"618\" height=\"927\" srcset=\"https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-21-at-07.24.16-683x1024.jpeg 683w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-21-at-07.24.16-200x300.jpeg 200w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-21-at-07.24.16-768x1152.jpeg 768w, https:\/\/memoriadaculturaesportebsb.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-21-at-07.24.16.jpeg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 618px) 100vw, 618px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2214\" class=\"wp-caption-text\">Ver\u00f4nica Amaral \u2013 Foto: Carlos Campina (galera na foto)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong>Depoimento<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Bras\u00edlia tinha apenas tr\u00eas anos quando Campina nasceu.<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cEu fa\u00e7o parte da hist\u00f3ria de Bras\u00edlia. Acompanhei o crescimento da minha cidade. Mas vou ser sincero, eu n\u00e3o tenho foto minha dos esportes que pratiquei. S\u00e3o imagens que me faltam. Por isso, me preocupei tanto com o meu filho, Felipe. Eu n\u00e3o queria faltassem para ele imagens de lembran\u00e7as de seu tempo de atleta. Fiz de tudo para ter dele os melhores registros. Pra ser sincero, estou lembrando que tenho uma foto, sim, uma \u00fanica que um amigo bateu, quando eu jogava handebol, mas foi feita no aquecimento&#8230;\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Acompanhe a Arte de Campina no <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/galeranafoto\/\">Instagram<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Filho de portugueses, nascido em Bras\u00edlia, seguiu a orienta\u00e7\u00e3o do pai, Alberto, e o incentivo da m\u00e3e, Ortelinda, e se tornou desportista e, mais tarde, fot\u00f3grafo e empres\u00e1rio. 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